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Por: Inimá Rodrigues Souza

Como é sabido, a degustação é arte – e alguns admitem que é, também, ciência, na busca do conhecimento do vinho e o julgamento de sua qualidade, que não é determinada pela mera preferência, senão pela capacidade de ir além do gosto pessoal.


O mundo está cheio de vinhos, os mais diversos nas regiões, nas uvas, nos estilos. Existem vinhos de produção em massa, pois não sendo, hoje, uma bebida restrita a poucos, a cada dia é maior o número dos que querem bebê-lo, e produtores, sabendo disto, imprimem ritmo industrial a boa arte de sua produção. São vinhos mais simples, de preços mais acessíveis, e, ancorados por vasta publicidade, representam a maior fatia do mercado da bebida.
Existem vinhos destinados ao apreciador mais exigente, que prefere os chamados vinhos de perfil internacional, ainda que esse perfil venha sendo, aqui e acolá, padronizado com o uso de tecnologias e outros processos.

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O que essa padronização altera nos vinhos? Vinhos finos, no geral, variam no sabor quando originados de vinhedos diferentes, mesmo que os tipos de cepas sejam idênticos e, assim, outros procedimentos. Vale dizer, os vinhos carregam consigo as suas identidades de origem. A padronização suprimiria neles os elementos flagrantemente distintivos.


Há, ainda, os clássicos e tradicionais, e uns poucos que estão acima desses níveis. São vinhos que refletem o seu terroir (clima, topografia, solo e outros fatores geográficos) em cada garrafa aberta. Não fazem concessão ao modismo e são fiéis à sua tradição de qualidade.


Esse universo de vinhos está distribuído entre Velho Mundo (França, Itália, Portugal, Espanha, Alemanha etc.) e Novo Mundo (Brasil, EUA, Austrália, Nova Zelândia, África do Sul etc.), e, isto grosso modo, cria dois estilos de vinhos. Do lado do Velho Mundo, menos álcool, menos fruta, mais acidez, aromas mais contidos, além de sabores mais finos. No Novo Mundo, vinhos mais francos, com muita fruta, mais álcool, intensidade de aromas e de sabores, em comparação com aqueles.


Contudo, se este era o status consagrado, agora as duas grandes áreas elaboram vinhos que se aproximam em estilos e tipos para atender preferências do mercado consumidor, ora buscando vinhos mais fáceis de beber ou vinhos ditos modernos.


Na direção oposta à “industrialização” do vinho, cresce a quantidade daqueles que são elaborados longe de fungicidas, pesticidas e outras práticas, e são chamados ecológicos e biodinâmicos, já com expressiva fatia do mercado.


O mundo do vinho é isso, uma lista incomparável de sabores, aromas e perfumes. Suaves, leves, encorpados, fortificados, doces, com madeira, sem madeira, os vinhos, aos milhares, estão disponíveis para as degustações que conduzam a uma relação de amplo conhecimento.


Ah! A madeira no vinho. Madeira é importante coadjuvante do vinho, e quando se fala de madeira no vinho, trata-se de carvalho, árvore nativa de zonas temperadas na Europa, América do Norte e Ásia. É com o carvalho que se monta os barris, que agregam aromas e taninos aos vinhos.


Entre as mais de 250 espécies existentes, Quercus alba, chamado de carvalho americano, Quercus robur e Quercus petrea ou Quercus sessiis, estes das florestas francesas, são considerados os melhores para a produção de barris. A França é considerada a melhor região de carvalho da Europa, e o seu carvalho quercus petrea, o mais refinado, graças aos seus compostos aromáticos como notas de baunilha e especiarias, e pobreza de taninos.


 O carvalho é utilizado para dar ao vinho tipicidade específica a critério do enólogo, e sua presença nos vinhos costuma ser da tradição ou cultura de muitas regiões vinícolas mundo afora. Se nessas regiões o uso é sistemático, em outras o uso de madeira é parcimonioso ou não existe. Portanto, tem-se vinhos que passam por madeira e outros sem passagem por ela.


Enfim, a degustação é o caminho para a identificação de tudo isso, começa pelo vinho da preferência de cada um.
Tim, tim.
 

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