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Um salto na descarbonização da matriz de transporte 

Com uma das mais diversificadas matrizes energéticas do mundo, o Brasil se prepara para dar um salto ainda maior na descarbonização da área de transporte, através da nova Política Nacional de Biocombustíveis – RenovaBio.  Apesar dos grandes problemas econômicos, políticos e sociais enfrentados, o país sai na frente para dar uma resposta à sociedade brasileira e ao mundo quanto ao compromisso assumido na COP 21/Acordo de Paris de reduzir as emissões de gases do efeito estufa em 37%, até 2025, e em 43%, até 2030.

Como terceiro maior consumidor mundial de combustíveis líquidos, o país já conta com uma participação considerável dos bicombustíveis na área de transporte como o etanol anidro misturado à gasolina no percentual de 27%, o biodiesel com 8% no diesel e o etanol hidratado com participação de cerca de 20% do consumo do ciclo otto. Mas a nova política prevê uma produção de biocombustíveis mais eficientea um custo mais baixo para os consumidores, com uma grande contribuição para conter o aquecimento global e suas graves consequên-cias já sentidas em todo o mundo, sem qualquer subsídio, renúncia fiscal nem novo imposto.

 O certo é que, pela primeira vez ao longo da história dos biocombustíveis no país, se criou um programa que contou com a participação de todos os elos da cadeia como os produtores, distribuidoras, entidades de pesquisa como a Embrapa, representantes da Academia e diversas áreas governamentais. A previsão é de que, até 2030, sejam investidos R$ 1,4 bilhão para a expansão da oferta de biocombustíveis, economia de 300 bilhões de gasolina e diesel na balança comercial, aumento de 18% de participação da bioenergia na matriz energética, previsão de geração de 1,4 milhões de novos empregos, com a redução da emissão de 847 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera, equivalente ao plantio de 6 bilhões de árvores.

O RenovaBio provocará uma corrida por eficiêcia na produção, já que os produtores de biocombustíveis serão diferenciados entre si pelo potencial de descarbonização dos produtos fabricados, utilizando o conceito de ciclo de vida (da produção ao consumo). Além da criação dos CBIOS (Certificadosde Descarbonização), um mecanismo de mercado que irá precificaras externalidades negativas geradas pelos combustíveis fósseis. Para um mesmo volume de biocombustível produzido e comercializado, então, teremos diferentes quantidades de CBIO, que dependerão de diversos fatores do sistema de produção, como produtividade e quantidade de insumos utilizados. Essa corrida pode levar no médio prazo a uma maior competitividade do setor e preços mais baixos para o consumidor.

Em última instância, o RenovaBio contribuirá para a reativação e construção de novas empresas produtoras de biocombustível, como as usinas de etanol, que sofrem ainda com a grave crise financeiradesde 2009, e as plantas de biodiesel que estão com 50% da capacidade ociosa. O mais importante é que os biocombustíveis, diferente do petróleo, estão inseridos em grandes cadeias agroindustriais e poderão impulsionar, ainda mais, o desenvolvimento regional e social dos municípios onde atuam. Na outra ponta, propiciarão às populações das grandes cidades um ambiente muito mais saudável para se viver!

Mário Campos

Presidente da Associação das Indústrias Sucroenergéticas de MG – SIAMIG


Esse artigo não reflete necessariamente a opinião de MercadoComum


 

 

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