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Por: Raimundo Couto

Definitivamente, para o mercado dos automóveis de maior valor, denominado como Premium, a crise passa ao largo. Apesar da forte retração nas vendas, em geral de todos os modelos nacionais, os representantes das marcas importadas estão vendo a crise passar pelo retrovisor. Ate o fim do próximo ano, os três principais fabricantes alemães de carros de luxo estarão produzindo alguns de seus modelos no Brasil. Como a Audi, que iniciará a montagem do A3 com carroceria três volumes em setembro próximo, em novo espaço fabril dentro do complexo da Volkswagen, no município de São José dos Pinhais, no Paraná.
Enquanto este momento não chega, a montadora das quatro argolas segue investindo na importação de sua gama de modelos na medida em que estão sendo atualizados e que já rodam mundo afora. Um destes, o esportivo TT, que chegou à sua terceira geração, foi apresentado semana passada para imprensa especializada brasileira em evento com a pompa e circunstância que denotam o momento mais do que favorável que atravessam no país.
Segundo o CEO da Audi Brasil, alemão Jorg Hofmann, ano passado as vendas cresceram 90% em relação ao período anterior e em 2015 experimentam aumento de 35% de crescimento, o que confere a marca a liderança de mercado no acumulado do ano. Voltando ao cupê esportivo TT – comercializado por aqui há quinze anos – o modelo está sendo ofertado em duas configurações com preços a partir de R$ 209.990 para a versão Attraction, atingindo aos R$ 229.990, na mais completa, denominada Ambition.
Um mini R8? Em sua terceira geração o TT mostra clara evolução tanto em design como em avanços tecnológicos.
Na aparência o esportivo parece ter ficado mais “robusto”, dando impressão de ter sua carroceria aumentada.
Mas é apenas uma impressão.
A largura continua a mesma do modelo anterior. Apenas efeitos de estilo como o V formado por dois vincos no capô, a grade mais larga e baixa que a do modelo anterior e que destaca as quatro argolas, marca registrada Audi. A dianteira conta com entradas de ar no spolier nas laterais que deixam o TT ainda mais parecido com o R8, irmão superesportivo do modelo.
Visto por trás as mudanças são menos perceptíveis e remetem à primeira geração no que diz respeito a ponteira dupla de escapamento mais ao centro do para-choque. A terceira luz de freio se traduz em um filete na extremidade do porta-malas e, completando o conjunto, um spoiler que se abre quando carro atinge 120 km/h. Esportividade é mesmo a palavra de ordem, começando pelos bancos que vestem o motorista e passageiro, atrás nem duas crianças pequenas viajam com conforto. Malas também não são forte apelo no modelo, mesmo o fabricante garantido ter aumentado em 15 litros a capacidade do bagageiro.
O volante de boa pegada é multifuncional, os pedais bem posicionados contribuem ainda mais para tocada divertida do TT. O ar-condicionado é ligado diretamente na saída de ar cujo desenho foi inspirado em turbina de avião. O quadro de instrumento merece comentário à parte. Denominado pela Audi de Virtual Cockpit tem na forma e conteúdo eletrônico seu ponto alto. Ao contrário da maioria dos carros que contam com o LCD no meio do painel no TT a tela de 12 polegadas de alta definição fica no campo visual do motorista, junto às informações tradicionais do velocímetro e conta- giros. São duas as configurações para exibição, na primeira os dados mencionados acima como velocidade ficam em primeiro plano e, na outra, estas informações diminuem de tamanho para se destacar o mapa do navegador GPS. A sensação é de estar guiando em um simulador, como em um videogame.
Duas versões Os vinte mil reais que separam uma versão de outra têm justificativa.
Na de entrada o esportivo está equipado com faróis bi xenônio, ar-condicionado, quadro de instrumentos digital, bancos esportivos de couro com assentos dianteiros com ajustes elétricos e apoio lombar, controlador de velocidade, retrovisor interno antiofuscante, pedais de alumínio, sensor de chuva, acendimento automático dos faróis, sistema Start/Stop, volante revestido de couro com comandos de áudio e do computador de bordo e borboletas para trocas manuais, rodas de liga leve aro 18 com pneus 245/40, airbags laterais e de cortina, alarme, sensor de estacionamento traseiro e som com Bluetooth. São opcionais pintura metálica ou perolizada e rádio com GPS.
A mais cara, Ambition, tem a mais os faróis full LED, rodas aro 19 com pneus 245/35, rádio com GPS (opcional na Attraction), arcondicionado digital integrado às saídas de ar e sistema Audi Drive Select com três modos de condução (Comfort, Dynamic e Individual), que altera respostas do motor e da direção. Ainda assim esta versão tem como opcionais a pintura metálica, partida por botão, sensor de estacionamento dianteiro e sistema de som diferenciado.
Dirigindo o TT Mesmo baixo, entrar no esportivo não requer sacrifício maior, logo se encontra uma posição confortável pelos ajustes dos bancos e do volante. Tudo parece estar à mão no TT. A tecla start acionada e o ronco do motor soa como música.
O teste drive na pista dupla da Via Lagos em direção a São Pedro da Aldeia em um percurso de 80 km mostrou toda disposição dos 230 cavalos, 19 a mais que no modelo anterior. A Audi tem como diferencial em sua gama o câmbio S-Tronic de dupla embreagem que faz dupla perfeita com o propulsor TFSI de 2.0 litros, turbo a gasolina de quatro cilindros. Silêncio total a bordo, basta acelerar um pouco que o TT vai “rasgando o asfalto”, o torque de 37,7 kgmf aparece em sua totalidade quando o motor atinge 1.600 giros.
Tração integral e o carro grudado no chão contona com facilidade e segurança as curvas da estrada que liga o Rio de Janeiro às cidades da Região dos Lagos. Segundo o fabricante, o esportivo vai de 0 a 100 km/h em 5,9 segundos e atinge a velocidade máxima de 250 km/h, limitada eletronicamente.
Aos 120 km/h, o spoiler traseiro se abre automaticamente para favorecer o desempenho aerodinâmico. A nova geração está mais leve graças à tecnologia Audi Space Frame (ASF), que tem destaque na aplicação de alumínio no capô, portas, tampa do porta- malas, molduras do teto, soleiras e elementos da suspensão. Da primeira para a atual são 140 kg de peso a menos.
Dirigimos a versão topo da gana, Ambition, que traz de série o sistema Audi Drive Select que controla as características do motor e a assistência da direção, basta optar por um dos três modos de condução, comfort, dynamic e individual.
Para terminar Concorrentes diretos o BMW Z4 e a Mercedes SLK, ambos conversíveis, versão do TT que chega ao mercado apenas no fim do ano, apesar de ter sido apresentada durante o último Salão do Automóvel de São Paulo. Já o modelo TTS, uma opção para lá de apimentada deste esportivo fica para o próximo ano. O novo TT já está sendo comercializado na rede de concessionárias. 

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