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Toda marca precisa ter um produto que eleve sua imagem, a represente em um nicho onde a exclusividade fale mais alto. No caso da japonesa Honda esta função coube à versão esportiva do Civic, denominada Si e que nasceu em 1986. O modelo é um velho conhecido do brasileiro, uma vez que já esteve em oferta em nosso mercado de 2007 a 2010. Só que não.
Este carro que agora retorna ao Brasil, em comum com o seu antecessor, leva apenas o sobrenome Si. Ao invés da proposta muito mais familiar que um automóvel sedan, como a antiga versão sugeria, um visual muito mais agressivo, proporcionado pela carroceria cupê, com pinta esportiva e de duas portas. A sigla Si significa Sport Injection e levando em consideração o curto espaço de tempo que foi comercializado, no passado, pode-se avaliar bem sucedida sua carreira. A versão Si de quatro portas, que ainda existe nos Estados Unidos, vendeu no Brasil 3.500 unidades em três anos, e em seu retorno, as novidades vão muito além das mudanças visuais proporcionadas pela troca de carroceria.
Mais exclusivo Antes o modelo era fabricado no Brasil, na planta da Honda em Sumaré (SP) e contava com motor 2.0 litros de 192 cavalos. Importado, vem agora do Canadá, da cidade de Alliston e é empurrado pelo motor aspirado de alto desempenho com 2.4 litros e 206 cv de potência. Estará disponível em parte da rede de concessionários no fim deste mês e será uma das atrações da Honda em seu estande durante o Salão do Automóvel de São Paulo.
Porque em apenas em algumas revendas? Serão apenas 100 as unidades importadas até o fim deste ano e a cota para 2015 ainda não está definida. Os que estão desembarcando em território brasileiro serão distribuídos entre concessionários que contem em seu rol de clientes com os antigos compradores do Si, quando foi fabricado aqui.
As cidades em que serão vendidos, em um primeiro momento, são: Ribeirão Preto, São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Brasília. Renovado, mais jovem e com cores mais vivas, o novo Si tem preço compatível com sua exclusividade: R$ 120.000.
Fisgando pelo olhar Não há de fato nenhum tipo de comparação com o que se viu no passado, ainda que pese o fato do antigo modelo ter apelo e apetrechos esportivos, esta nova versão tem pedigree, um DNA jovem, começando no seu visual arrojado. É exclusiva a grade estilo colmeia com o logo “Si”, largas tomadas de ar acompanhadas das luzes de neblina, faróis, para-choque e para-lamas integrados. Na traseira, o visual marcante é representado por lanternas com novo design, amplo aerofólio, ponteira de escapamento cromada, difusor de ar no para-choque e o emblema “Si” na tampa do porta-malas. O perfil é marcado pelas rodas de liga leve de 18 polegadas diamantadas, calçadas em pneus 225/40.
As suspensões seguem a conhecida receita do Civic: independente nas quatro rodas (McPherson nas dianteiras, multibraços nas traseiras). Em se tratamento de dimensões algumas peculiaridades. São 8 centímetros a menos no entre-eixos, 6 cm a mais no comprimento e o teto é 3,5 cm mais baixo que se via no Si com carroceria de quatro portas. Este conjunto traduz maior adequação à proposta esportiva.
O espaço é generoso apenas para os que viajam na frente, mesmo assim no banco de trás são três cintos e encostos de cabeça que sugerem caber ali outros três passageiros. O porta-malas tem capacidade para acomodar 330 litros.
São de série, o teto solar elétrico, faróis de neblina, traseiro, som com seis falantes e subwoofer, ar-condicionado digital, sistema multimídia e de telefonia com tela de sete polegadas sensível ao toque (GPS não está disponível), espelho retrovisor eletrocrômico e volante multifuncional.
Invertendo a lógica Os japoneses mostram com a versão Si do Civic que a tendência de downsizing, onde se extrai máxima potência em blocos de menor capacidade cúbica, não os apetece. O propulsor 2.4 i-VTEC do esportivo rende 206 cv a 7 mil giros. O torque aumentou e mostra seu vigor, entregando força, em giros mais baixos. Os 19,2 kgfm a 6.100 rotações passaram para 23,9 kgfm a 4.400 rpm. O motor foi projetado para oferecer uma aceleração forte e linear com baixo consumo e, consequentemente, baixas emissões de poluentes. Acoplado ao bloco só há a opção da transmissão manual de seis marchas. O cupê de tração dianteira traz ainda o auxílio de um diferencial autoblocante (LSD) – para uma melhor distribuição de força entre as rodas. Falando em segurança o Si oferece seis airbags, controle de tração e estabilidade.
Com a fera nas mãos A apresentação do Civic Si aconteceu na pista particular da fazenda Capuava, no município de Indaiatuba (SP). Habitat ideal para tentar domar a fera. Escolhemos um Si na chamativa cor perolizada Laranja Fire. Ao entrar no carro logo o visual interno também instiga. Os bancos com costuras vermelhas, o painel, as pedaleiras esportivas e o câmbio manuseado por uma alavanca curta, convidam, por si só, o motorista a experimentar uma tocada diferente. O barulho do motor de 206 cavalos é comportado e como um bom aspirado ele arranca dócil e na medida em que se pisa com mais força no pedal direito, o giro sobe e ele responde com precisão.
Basta atingir os 4 mil rpm para começar a “mostrar as unhas” e assim que a luz vermelha se acende a esquerda do velocímetro digital, junto com outro grupo de luzes é hora de trocar as marchas, sem necessidade de desviar o olhar da pista. Estável e de suspensão firme contorna as curvas do circuito sem demonstrar insegurança e se por ventura o condutor se entusiasmar, o controle de estabilidade também está lá para garantir a volta ao traçado. Destaca também para a caixa de transmissão manual de seis marchas. Concorrente direto por enquanto apenas o Golf GTI, treze mil reais a menos e com proposta diferenciada, bloco de 2.0 l, mas com turbo e câmbio DSG automatizado.
Sem falar do Renault Mégane RS, que de promessa deve se transformar em realidade ainda este ano. Mas ai o buraco é mais embaixo. São 265 cavalos de potência extraídos de um motor de 2.0 litros. Esta briga promete. (RC) 

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