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Executivos do Banco UBS apresentam panorama da política e da economia brasileira e dizem que mudanças são essenciais para o crescimento do país

Para que o Brasil volte a crescer, é fundamental que o Congresso aprove as reformas necessárias, especialmente a da Previdência. Esse foi o principal recado deixado por quatro executivos do Banco UBS, que participaram, nesta segunda-feira (17), do Conexão Empresarial, promovido pela VB Comunicação no Espaço V, em Nova Lima. Para a presidente da instituição, Sylvia Coutinho, é importante lembrar que o país acaba de passar pela pior depressão já vista, com perda acumulada do PIB per capita maior que 9%. “A boa notícia é que a gente está virando essa página. Claro que esperamos que as reformas estruturais sejam aprovadas e que a gente consiga fazer um upgrade de voo de galinha para voo de pato”, diz Sylvia. Além dela, participaram do painel o consultor político Alexandre Marinis, o economista Guilherme Loureiro e o estrategista Ronaldo Patah.

Marinis reforçou que a aprovação da reforma da Previdência é essencial para segurar um mínimo de estabilidade do governo Michel Temer. “Se não for aprovada, tem-se uma nova ruptura institucional do país”, alerta. Na opinião do consultor político, o governo tem capacidade de aprovar a reforma, desde que se façam mudanças que contornem grupos de interesse no Congresso e na sociedade. “Dada a diluição das questões que estão sendo debatidas, o governo só colocará o texto em votação quando tiver certeza da sua aprovação”, destaca. De qualquer forma, é fundamental que se tenha quórum superior a 500 deputados na hora de aprovar as emendas mais polêmicas. “Fernando Henrique Cardoso tentou introduzir a idade mínima para aposentaria e o projeto não passou por um voto. O quórum era de 466 deputados. O grande desafio do atual governo é reunir 308 votos dentro de sua base aliada, formada por 412 deputados”, afirma Alexandre Marinis.

Para Guilherme Loureiro, a reforma vai tentar trazer previsibilidade para o ambiente de negócios e estabilidade econômica. “Vemos otimismo grande dos investidores locais, mas os estrangeiros ainda não entraram. O ponto central da preocupação deles é a reforma da Previdência”, reforça. Ronaldo Patah acrescenta que é fundamental que o novo presidente mantenha a atual política, que está funcionando em termos econômicos, o que aumenta a chance de investimentos. “O Brasil tem atraído a atenção dos investidores estrangeiros. Tem chance de estabilidade política nos próximos quatro anos, mas muita gente vai esperar a eleição para decidir investir”, pontua.

Cândida Bicalho, Patrícia Brito e Ana Sanches

Carlos Alberto T. Oliveira, Leo Dias e Sérgio Frade

Carlos Alberto T. Oliveira, Valentino Rizzioli e José Amaro Siqueira

Cláudia Lopes e Maria Eugênia Lages

João Melo e Guilherme Barbosa

Jorge Menezes, Wagner Gomes e Gustavo Cesar de Oliveira

José Margalith, Agostinho Marques e Paulo Cesar de Oliveira

Marcos Calmon, Altivo Oliveira, Sérgio Frade e Wagner Espanha

Maria Elvira Sales e Gustavo Cesar de Oliveira

Paolo Bassetti, Mário Campos e Ana Paula Balsamos

Paolo Bassetti, Paulo Cesar de Oliveira e Paulo Paiva

Paulo Cesar de Oliveira, Sylvia Coutinho e Gustavo Cesar de Oliveira

Ricardo Costin, Paulo Navarro, Geraldo Moura Tavares e Sérgio Frade

Rosângela Hosti, Paulo Cesar de Oliveira e Ana Paula Balsamo

Silesia Vilarino, Túlio Ferreira, Vitorio Medioli e Samuel Flam

Syvia Coutinho durante sua palestra

Vitor Penido e Modesto Araujo

Vitorio Medioli, Modesto Araujo e Samuel Flam

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