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Fernando Pimentel, do PT, foi eleito governador de Minas Gerais para os próximos quatro anos. O ex -prefeito de Belo Horizonte e ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio do Governo Dilma Rousseff obteve 5.362.870 votos, o que equivale a 52,98% do total. Pimenta da Veiga (PSDB) foi o segundo colocado com 4.240.706, ou 41,89%. A vitória de Pimentel foi a primeira de um candidato petista ao governo de Minas. Ele substituirá Alberto Pinto Coelho (PP), que assumiu o governo do estado em abril, após a renúncia de Antonio Anastasia – que deixou o cargo para se candidatar ao Senado, sendo eleito. Após a vitória, Pimentel defendeu um novo modo de governar o estado. “Nós temos um enorme senso de responsabilidade que Minas depositou agora na nossa coligação, na nossa chapa, na esperança de uma mudança no modo de governar o estado. Minas disse em alto e bom som, pela voz das urnas, que quer um governo mais próxima das pessoas”, afirmou. Pimentel disputou uma vaga no Senado nas eleições de 2010, sendo derrotado por Aécio Neves e Itamar Franco.
 
DESAFIOS
Um dos maiores desafios do governador eleito de Minas Gerais será reposicionar Minas rumo ao crescimento econômico vigoroso, invertendo o processo de decadência da economia mineira que o posiciona em um ritmo inferior à média nacional de expansão do PIB-Produto Interno Bruto. Entre algumas promessas de Fernando Pimentel está a de reduzir a carga tributária de Minas Gerais, em especial aquela incidente sobre a energia elétrica – considerada uma das mais elevadas do país. Também, haverá necessidade de se readequar os mecanismos de atração de novos investimentos produtivos ao estado, já que ele se fragilizou na competitividade com os demais, sendo atualmente a sua situação incompatível com o seu porte e dimensões. Além de não atrair novas empresas, Minas Gerais vinha também se caracterizando como expulsor de empresas aqui estabelecidas, destacando- se várias razões para tal, além da notória elevada carga tributária e da falta de uma estrutura de incentivos fiscais adequada, por questões como a reprimarização e desindustrialização da economia, além dos efeitos da globalização.
 
Novo governador foi prefeito e perdeu vaga no Senado em 2010
 
Pai de dois filhos, Fernando Pimentel é formado em economia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), e mestre em Ciência política pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Foi eleito prefeito de Belo Horizonte para o mandato de 2005 a 2008, pelo Partido dos Trabalhadores (PT), ao qual é filiado e um de seus fundadores. Iniciou-se na militância política por meio dos movimentos estudantis de 1968, contra a ditadura militar. Na época, tinha 17 anos e estudava no Colégio Estadual de Minas Gerais. Vinculado ao grupo de guerrilha VAR-Palmares, foi perseguido pelos órgãos de repressão e viveu na clandestinidade. Foi preso em 1970 e libertado em 1973. Ocupou vários cargos na administração municipal de Belo Horizonte, entre eles o de secretário Municipal de Governo, Planejamento e Coordenação Geral, na gestão de Célio de Castro. Em 1993, na gestão de Patrus Ananias, foi secretário Municipal da Fazenda, cargo que ocupou até 1996. No primeiro mandato da administração de Célio de Castro, exerceu o mesmo cargo até junho de 2000, quando se afastou para se candidatar a vice-prefeito. Essa seria sua primeira disputa de um cargo eletivo. Foi um dos principais articuladores do “Orçamento participativo” de Belo Horizonte, o maior programa permanente de obras públicas do país, que continuou sendo uma das prioridades de sua administração. Em 2001, tomou posse como vice- prefeito de Célio de Castro e, em novembro do mesmo ano, assumiu, interinamente, o cargo de prefeito de Belo Horizonte em substituição ao titular, licenciado por motivo de saúde. Em 8 de abril de 2003, assumiu, definitivamente, o cargo de prefeito, em razão da aposentadoria de Célio de Castro. Durante sua administração no ministério da indústria, rompeu o acordo comercial no setor automotivo com o México pelo excessivo déficit comercial do Brasil.
 
APROVAÇÃO SUPERIOR A 90%
 
Encerrou seu mandato de prefeito em Belo Horizonte com índices de aprovação superiores a 90%. Sua gestão foi marcada por grandes investimentos nas áreas urbana e social. As obras realizadas em seu mandato mudaram o traçado de Belo Horizonte e proporcionaram avanços na qualidade de vida da população. Melhorias no trânsito, urbanização de vilas e favelas, construção de moradias, manutenção de serviços essenciais nos bairros, repaginação da área central da cidade, além de um planejamento de atuação nas áreas de risco geológico, foram ações relevantes no âmbito das políticas urbanas. Entre os destaques estão o “Vila Viva”, considerado o maior programa de urbanização de vilas e favelas do país, a duplicação da avenida Antônio Carlos, a conclusão do Complexo da Lagoinha e a revitalização do centro de Belo Horizonte. Outro feito importante em sua gestão foi a inauguração da milésima obra do programa “Orçamento participativo”. As políticas sociais também foram destaque na gestão na prefeitura de Belo Horizonte. Ao todo, são 1,7 milhão de pessoas atendidas pelos programas sociais desenvolvidos pela Prefeitura, o equivalente a 77% da população. As iniciativas são voltadas às áreas de assistência social, educação, abastecimento, esportes e saúde. Elas focam a população em situação de maior vulnerabilidade social e econômica. Eles atendem a mais de 20 mil famílias e agregam serviços sociais, inclusive com Unidades Municipais de Educação Infantil (Umeis), programa Escola Integrada, Centro de Referência da Assistência Social, além de áreas para esporte e lazer. Na educação, o destaque é o Programa Escola Integrada, implantado em 50 escolas da rede municipal. O projeto reúne atividades de arte, cultura, esporte, lazer e cursos profissionalizantes, em horário diferenciado do turno escolar. A saúde também avançou na administração de Fernando Pimentel, com o acesso às consultas especializadas e a implantação do Centro Metropolitano de Especialidades Médicas. O programa Saúde na Escola foi iniciado na gestão Pimentel. A gestão ficou marcada ainda pela inserção de Belo Horizonte no cenário internacional. Programas como o “Orçamento participativo”, “Vila Viva” e “Nascentes”, são referência para vários países e objeto de estudo em universidades e outras instituições. O programa de urbanização de vilas e favelas, “Vila Viva”, foi o primeiro colocado mundial em sua categoria no prêmio Metropolis Awards, título concedido a cada três anos pela Rede Metropolis, em reconhecimento às melhores práticas públicas desenvolvidas nas cidades com mais de um milhão de habitantes. Já com a execução do “Nascentes”, Belo Horizonte foi escolhida para representar a América Latina na criação do Fundo Global para o Desenvolvimento de Cidades, medida integrante da Rede Metropolis. Foi apontado, pelo site inglês Worldmayor, como o oitavo melhor prefeito do mundo, em 2005. O site destaca o trabalho dos prefeitos que melhor serviram às suas comunidades. Foi o único prefeito da América do Sul na lista dos dez melhores do mundo.

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