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Por: Carlo Barbieri

 

Há tempo se adverte para os riscos inerentes à aventura socialista do Presidente Obama. Durante seu governo a dívida pública teve um crescimento estratosférico, a população ficou mais pobre e os sem emprego aumentaram. Os pobres (para o padrão americano, claro) superam 46 milhões de americanos. A dívida pública tangencia os U$17 trilhões, os gastos federais passam de U$3,560 trilhões.

Como diria o eminente médico paulista Dr. Ferraretto, os EUA estão vivendo às custas do mundo que quer sua moeda. E ele não está errado. Há uma cachoeira de dinheiro entrando nos EUA que cobre suas necessidades de recursos e este caudal de recursos seguirá convergindo para este país, pois não há outra alternativa melhor no mundo atual.

Há porém que se reconhecer que, querer aumentar este déficit para sustentar um sonho pueril do ObamaCare, que mais da metade da população repudia e que causara o maior nível de desemprego que esta nação já viu nas últimas décadas, é um absurdo.

Na verdade, menos de 5% da população, se tanto, entende o que este projeto significa, e não gosta do mesmo, pois aqui se preza a liberdade de opção, e ninguém quer o governo metendo o bedelho para dizer como e onde cada um vai se assistir.

As consequências estão ai. Todas as grandes corporações estão demitindo os casados, os com filhos, e passando os empregados para trabalharem de maneira não integral, para não quebrarem.

Como a grande parte da imprensa é liberal, quer atribuir a culpa pelo Shutdown, não ao presidente que não quer negociar e sim a aqueles que querem evitar o desastre maior. A população repudia o Obamacare, mas atribui o fechamento do governo ao Congresso, de maioria republicana.

E, com esta briga, os órgãos públicos federais não funcionam a partir desde o dia 1º de outubro, quando escrevi esta matéria. O custo desta paralização, a primeira em 17 anos, é de US$ 20 bilhões por semana, ou seja, cerca de US$300 milhões por dia. O pior é que esta paralização, ao contrário da de 1996, encontra o país ainda em estado de recuperação.

A demagogia socialista não aceita cortes nas verbas que lhe asseguram os votos. São milhões que estão sem trabalhar ocultando-se, uma grande parte, nos programas assistencialistas criados ou ampliados pelo governo atual. Oficialmente, 48 milhões recebem o “food stamp” que lhes permite comer sem trabalhar.

Outros milhões vivem em residências pagas pelo governo, dezenas de milhões tem celulares pagos pelo governo federal, e por ai vai. Como diria uma inquilina nossa: “entre os selinhos de comida, a ajuda desemprego, o celular, a ajuda à mãe solteira de dois filhos ganho quase US$4.000 ao mês. Não quero trabalhar nunca mais. Viva o Obama!”

Com o Obamacare, cada pessoa vai receber uma ajuda federal de até US$ 8.250 para pagar seu plano de saúde, desde que ganhe menos do que US$45.960 por ano! Pagos pelos contribuintes que trabalham e foram bem-sucedidos. Um jovem roqueiro resumiu sua visão desta situação num programa que foi ao ar na TV antes de ontem: para que vou trabalhar, se posso viver tocando minha guitarra e os ricos me sustentando?

A questão é que o socialismo só dura enquanto tiver dinheiro dos outros a ser dividido e ele acabou e se está vendendo o jantar de nossos filhos, para comprar a sopinha dos “desempregados” de hoje. O principal problema que levou ao shutdown é que o atual governo levou o país a uma divisão nunca antes vista.

Os republicanos têm a maioria na Câmara e querem fazer valer seu ponto de vista sobre corte nos gastos públicos e os democratas, com maioria no Senado, não deixam avançar estes cortes e trabalham subjugados à vontade do rei Obama, que quer passar a história como o criador do serviço de saúde universal. O presidente fez aprovar uma legislação de quase 2.000 páginas quem ninguém leu, poucos conhecem e a maioria da população não quer, quando tinha a maioria nas duas casas.

O pior é que não se sabe por quanto tempo esta situação vai perdurar. A última, ocorrida no governo Clinton, durou 17 dias. Por agora, 68% da população estão contra esta paralização do governo federal. Apenas os serviços essenciais estão funcionando, incluindo as forças armadas e de segurança. Mas, seja lá qual for o desfecho, uma lição fica: a divisão do país e a criação de ódio entre as partes, para permanecer no poder, definitivamente traz custos enormes a toda a população e destrói a força da nação.

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