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Por: Carlo Barbieri

 

A nova onda imigratória dos brasileiros para os EUA andou surpreendendo a muitos quando ela se iniciou há alguns anos atrás.

Não são mais os desesperançados que buscavam entrar de uma forma ou outra no país, por alguma fronteira ou mesmo pelos aeroportos, para aqui buscarem a possibilidade de uma vida digna, mesmo sendo não-documentados pelas regras da imigração.

Agora temos uma nova onda de profissionais liberais, empreendedores, empresários que para cá estendem seus negócios e, ultimamente, exportadores que buscam um mercado difícil, mas seguro.

Seria problemático colocar os porquês do ponto de vista do país de origem. Vale apenas destacar, no caso brasileiro a visão clara de que o modelo de crescimento baseado no aumento do crédito, da fartura de recursos externos disponíveis e as vantagens da herança de uma nação bem estruturada economicamente, esgotou-se.

Desorganizou-se a economia, as torneiras externas foram fechadas, a corrupção passou a ser a política oficial do governo, os órgãos de Estado passaram a ser ferramentas de poder. As manifestações recentes mostram que a educação vai muito mal, a saúde está na UTI, não há segurança. Na verdade se vê que o Planalto está tentado curar gangrena com óleo de canfora (provavelmente orientado por médicos cubanos).

Porém, o que nos cabe analisar é o porquê da opção dos mais preparados, dos mais bem sucedidos, dos mais conscientes, por transladar-se, mudar seu centro de negócios para as terras de Tio Sam.

Seguramente não o é por termos aqui um governo muito melhor do que o do Brasil (guardadas as devidas proporções). Quando foi empossado, ou melhor coroado, o Rei Obama trouxe um mar de esperança para os Estados Unidos e ao mundo. Mas, foi ouvir que tinha muito a aprender com o Brasil e acreditou! Temos um governo intervencionista, corrosivo, mentiroso e perverso.

Mas, e ai está a grande diferença, os EUA tem instituições fortes, um sistema empresarial independente do poder político que nele influencia, mas dele não depende.

O pas preza a moral publica, a honestidade é valorizada, os bons costumes enaltecidos, o empreendedorismo é matéria básica das escolas desde o ginásio.

A segurança jurídica é patrimônio nacional.

As regras são feitas para o bem da população. O servidor público sabe que é assalariado da população e, a ela tem que servir e não servir-se dela.

Há mazelas, sim. Há corrupção, sim, políticas erradas, sim. Mas, há partidos fortes, oposição real, e o abuso e o mal feito são condenados e punidos em sua grande maioria.

Os recentes escândalos que vem sendo denunciados bem espelham esta realidade.O império de dobra a verdade.

Mesmo longe de estar em recuperação plena, sua economia está ganhando musculatura a cada dia. Houve uma depuração criadora em vários segmentos.

Os imóveis, todos, se valorizaram nos últimos anos. Em caso dos administrados como investimento a valorização foi de 37% no ano passado. Milagre? Não, apenas realidade. Vai se repetir? Não, pelo menos na próxima década neste percentual mas, seguirão se valorizando.

O consumo está aumentando de forma modesta, mas firme.

As linhas de crédito voltam a ser ofertadas pelas instituições

financeiras. De maneira mais técnica e com menos riscos,

mas já estão levando o consumidor a usá-las.

Os Bancos estão fortes e 97% passaram no teste de stress.

As regras imigratórias são claras. São mais de 40 formas de obter vistos para viver aqui legalmente.

Os empresários brasileiros estão obtendo seu visto L-1 com agilidade. Alguns vêm com o visto de estudante e os que querem a segurança de viver aqui indefinidamente, estão usando a alternativa do famoso EB-5.

Enfim, há vistos para todos que seriamente querem vir viver nos EUA.

As grandes redes de alimentação estão fincando o pé nesta terra. Duas delas na área de comidas rápidas estão abrindo suas bases e, seguramente, felizes com os resultados.

Os manufaturados voltaram, após a valorização do dólar a buscar o mercado americano.

Infelizmente a política caolha, que excluiu os EUA e em particular os manufaturados da pauta de exportação brasileira, trará um ônus a ser pago nesta retomada. Mas, os resultados sempre compensam os esforços.

Como dissemos acima, a segurança das instituições é uma forte atração, mas a segurança pública, sem dúvida, é um dos fatores decisivos para esta nova onda imigratória.

Pena para o país que perde valores, bom para o que os recebe.

 

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