Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Donec nec mauris interdum, suscipit turpis eget, porta velit. Praesent dignissim sollicitudin mauris a accumsan. Integer laoreet metus

Mercado Comum Jornal on line BH Cultura Economia Política e Variedades

Sistema SESI/FIEMG realiza evento internacional em Belo Horizonte dentro dos preparativos para a RIO+20.

A FIEMG e o SESI realizaram em outubro mais uma edição do Seminário Internacional de Responsabilidade Social, com
o tema Futuro Sustentável – As lideranças empresariais e o equilíbrio do desenvolvimento, trazendo a Belo Horizonte
dezenas de autoridades ligadas a empresas, organizações do Terceiro Setor e Governo. O momento é altamente propício,
considerando que o país se prepara para sediar a RIO+20, Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, que será realizada no mês de junho de 2012.

Uma das personalidades internacionais do encontro de BH, realizado no hotel Ouro Minas, foi o economista e engenheiro
alemão Georg Kell, diretor-executivo do Pacto Global das Nações Unidas. Kell ministrou conferência magna de abertura,
que apresentou palestra sobre as lideranças empresariais e o equilíbrio do desenvolvimento.

Anúncio

Em sua apresentação, o diretor do Pacto Global da ONU esboçou o atual momento da Sustentabilidade nos ambientes
corporativos e chamou a atenção para a importância de um trabalho integrado e global para a superação das graves
desigualdades ainda persistentes em todo o mundo. Nesta entrevista, Kell defende que o Brasil deve liderar a agenda da
sustentabilidade em seu continente e revela que ficou impressionado com o comprometimento das empresas mineiras em
relação ao desafio de alcançar a sustentabilidade.

O sr. defende que o Brasil assuma um papel de liderança em relação ao desenvolvimento sustentável não só na América Latina, mas também entre os países em desenvolvimento e do hemisfério sul. Como seria essa posição brasileira? Acha quenosso país está preparado para assumir isso?
Georg Kell – Eu acredito que as empresas brasileiras, assim como a sociedade civil, estão verdadeiramente numa
posição de liderança quando o assunto é sustentabilidade. A política, entretanto, no mundo inteiro ainda está de certa forma amarrada ao mundo de ontem. Eu falo isso de forma geral e acredito, sinceramente, que o setor privado, bem como a sociedade civil em várias áreas, dentro da verdade, estão à frente da política em nível global. De forma que eu diria que sim, partes da sociedade brasileira estão verdadeiramente ocupando uma posição de liderança juntamente com outras também, mas isso não ocorre apenas aqui, mas claramente o Brasil, quando o assunto é sustentabilidade,
é um país líder.

Eu acho que nós temos três motivos para isso acontecer: um deles provavelmente vai ser um motivo histórico porque o Brasil é um país que cresce muito rapidamente e também tem uma orientação bastante clara para o futuro. Quando você cresce rápido e orientado para o futuro você tem aspirações mais elevadas de desempenho, portanto aí o contexto histórico. Em segundo lugar, as empresas brasileiras, especificamente as que atuam em âmbito global, também têm interesse em garantir que a situação também melhore “em casa” porque você não consegue sustentar sucesso global quando localmente os problemas são muito grandes. Há uma grande lacuna, digamos, entre as empresas brasileiras orientadas para o mundo, como a Natura. E a situação “em casa”, quando há pobreza no país natal, você não consegue ter sucesso com o passar do tempo, caso no país de origem a situação não esteja deficiente.
Em terceiro lugar, eu acredito que o Brasil, em função da sua própria natureza e de sua vastidão e grandeza, e também dos seus recursos naturais abundantes, é um país que expõe uma vantagem comparativa bastante significativa, em qualquer coisa relacionada a ativos naturais.

Muitas empresas estão aprendendo a tirar proveito disso, não no sentido clássico, de ir lá e derrubar a floresta, queimar tudo e depois colocar gado, não de modo a enxergar aquele ativo para toda sorte de insumos. Eu acho que o Brasil dispõe de todos os ingredientes e está a caminho de fazer coisas boas, o que é um dos componentes do desenvolvimento sustentável.

O quarto motivo é porque o Brasil é realmente um país grande e historicamente um país também bastante aberto, tendo sua beleza e origens mais diversas como pontos fortes, tendo uma semelhança muito grande com os Estados Unidos.
Se isso for traduzido num conjunto de conhecimento maior, evidentemente para que a inovação continue, acho que o Brasil dispõe de um contexto muito bom para que a inovação aconteça.

O sr. entende que há uma entendimento dos governos, como o brasileiro, em torno das diretrizes do Pacto Global?
Há uma cooperação neste sentido?

Eu sei que neste momento, quando a gente fala em termos dos governos, é muito difícil chegar a um acordo porque o mundo está passando por um momento de transições. A antiga ordem mundial já não é mais a dominante
e a nova ordem ainda não conseguiu emergir por completo. Assim sendo, nos encontramos numa situação multilateral complexa e difícil. Nesse contexto é particularmente importante que o setor privado e a sociedade civil tragam soluções, de baixo pra cima, já que no modelo clássico, de cima pra baixo, unilateral, nesse exato momento provavelmente
não conseguirá nos proporcionar as novas soluções do que importa agora na verdade, que seria mostrar ao mundo que a inovação, a colaboração e as soluções lideradas pelo setor privado e apoiadas pela sociedade civil são o caminho natural daqui pra frente. Então, a minha expectativa para a Rio+20 é, em primeiro lugar, que a sustentabilidade corporativa venha a ser reconhecida e verdadeiramente estabelecida em nível global, como a contribuição das empresas para o desenvolvimento sustentável. Se nós conseguirmos realizar esse objetivo poderemos tirar proveito de varias forças
positivas do mundo. Eu realmente espero que na Rio+20 nós consigamos reforçar a transparência, a divulgação de informações da boa governança. Em terceiro lugar eu espero que sejamos capazes de fazer progresso real em algumas
questões críticas, como, para dar um exemplo, o acesso sustentável à energia para todos, como nosso secretario geral tem priorizado como muitíssimo importante. O Brasil tem muito a compartilhar com o restante do mundo.
Em relação a outras questões também criticas em relação à inclusão social e as parcerias com o público e o privado, eu espero que nós possamos realmente fazê-las crescerem em termos de escala mundial na Rio+20, utilizando a conferência para identificarmos soluções passíveis de crescimento com o apoio das empresas e da sociedade civil e para que nós possamos utilizar a conferência e tirar o melhor proveito possível.

Mercado Comum Jornal on line BH Cultura Economia Política e Variedades

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *