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O processo de desindustrialização provocado pela perda de competitividade da indústria de transformação nacional, já caracterizada com uma baixa produtividade, câmbio valorizado e carga tributária elevada, tem motivado o setor a desenvolver políticas e estratégias para ampliar a capacidade de inovação. Em 1986, a Indústria brasileira tinha 32,2% de participação no PIB. Em 2013, o percentual caiu para 13,1%. Além disso, a participação da Indústria de transformação no emprego total no Brasil teve queda de 10 pontos percentuais, saindo de 26,2% no mesmo ano da década de 1980 para 16,9% em 2013. “Aumentar a eficiência tecnológica e de processos, buscando maior escala de produção são os caminhos para a retomada da indústria nacional”, garante o presidente da FIEMG, Olavo Machado Jr. Para ele, a grande urgência econômica é uma política que garanta mais confiabilidade ao setor industrial. “O imposto não é um problema do setor industrial, mas, sim, do governo. A queda no PIB da indústria é recuperável desde que o governo crie estratégias de longo prazo, que deem possibilidades de reestruturação. Não tivemos nenhum momento de desabastecimento no Brasil, apesar de termos uma indústria que está definhando. O que resolve problema de economia não é banco, é o estadista, ou seja, o que falta é um projeto de país”, disse. O déficit da indústria de produtos manufaturados, onde se concentra a maior parte dos setores da indústria de transformação, já supera os US$ 100 bilhões anuais, ou seja: a cada ano, o setor perde este montante em vendas no mercado interno. Para o presidente do Conselho de Administração do Grupo Alesat/Asamar, Sérgio Cavalieri, e do presidente do Conselho de Administração da Cia Fiação e Tecidos Cedro e Cachoeira, Aguinaldo Diniz Filho, que compuseram a mesa do debate “A reindustrialização e os desafios do desenvolvimento brasileiro”, não há dúvida que o quadro atual é explicado pela baixa capacidade de competição da indústria de transformação nacional. “A acentuação do déficit apresentado tem relação também com a forte valorização das commodities brasileiras”, disse o presidente da Cedro e Cachoeira, seguido da análise de Sérgio Cavalieri, da Alesat/Asamar. “Vale ressaltar que a participação do Brasil nas exportações mundiais de manufaturas caiu nos últimos anos”, destacou. Para o presidente da Fiemg, Olavo Machado Jr, o aumento das importações brasileiras de manufaturas, embora possa significar uma perda em termos mercadológicos para a indústria brasileira, pode ser um importante indicativo de futura modernização e aumento de produtividade da indústria nacional. “Maiores taxas de crescimento significam mais produção para atender mercados crescentes. Se nossa indústria avança a taxas menores que alguns de nossos concorrentes, certamente estamos perdendo mercados em várias partes do mundo”, afirmou.

BARREIRAS E OPORTUNIDADES

Feito o diagnóstico dos obstáculos que dificultam o aumento de competitividade da indústria brasileira e mineira, e, portanto, a sua reindustrialização, o presidente da FIEMG enfatizou alguns pontos que podem revigorar a indústria nacional. “A indústria, mais do que a agricultura e serviços, setores onde temos vantagens naturais e menor concorrência global, precisa de um país com alta competitividade sistêmica. E precisa de políticas industriais mais assertivas, de longo prazo, e que tenham o mesmo grau de prioridade das políticas macroeconômicas. Temos, sem dúvida alguma, grandes barreiras pela frente”, disse, destacando que 11,5 milhões de profissionais trabalham na indústria, setor responsável por 27% do total de salários pagos na economia brasileira. “Além disso, cerca de 50 milhões de famílias dependem da indústria”, destacou. Nos anos 2000, um trabalhador da indústria de transformação nacional produzia o equivalente a 26,34% do trabalhador americano. Em 2010, o brasileiro produziu ainda menos, o equivalente a 13,17% do valor gerado pelo profissional da indústria de transformação americana. De acordo com Machado Jr., porém, o Brasil tem relevantes oportunidades pelo tamanho do seu mercado consumidor no agronegócio, na extensa cadeia automotiva, na área energética, na exploração de recursos naturais diversos, na infraestrutura e na construção civil. “Em 2013, o Brasil foi o quinto país mais atrativo em IDE, atrás apenas dos EUA, China, Rússia e Hong Kong, e cerca de US$ 64 bilhões entraram no País. Não podemos entregar este imenso mercado, de mais de 200 milhões de consumidores, com renda e capacidade de consumo em constante crescimento, para o capital externo”, reivindicou, destacando que poucos países no mundo apresentam boas oportunidades como o Brasil, a começar pelos investimentos totais previstos em petróleo, gás e energia, da ordem de R$ 680 bilhões, no período entre este ano e 2017.

IMPORTÂNCIA DA INDÚSTRIA BRASILEIRA

• 11,5 milhões de trabalhadores e 27% do total de salários pagos na economia

• Quase 50 milhões de famílias dependem da indústria brasileira

• Mais de 40% da arrecadação tributária federal (IPI, PIS/COFINS, IR.)

• Mais de 50% do ICMS estadual (Minas Gerais) • 82% das exportações brasileiras (gerou US$ 199,3 bilhões em dívidas em 2013)

• 40% dos insumos adquiridos pela indústria tem origem na agropecuária e nos serviços.

• Responsável por mais de 40% dos investimentos em P&D

• Setor diversificado e estratégico para impulsionar a produtividade da economia O déficit da indústria de produtos manufaturados, onde se concentra a maior parte dos setores da indústria de transformação, já supera os US$ 100 bilhões anuais. Significa que, a cada ano, a indústria de transformação brasileira perde mais de US$ 100 bilhões em vendas no mercado interno. O cenário é explicado pela baixa capacidade de competição da indústria de transformação nacional, tanto é que a linha verde do gráfico quase nunca consegue ser superavitária, mas a acentuação do déficit apresentado a partir de 2007 tem relação também com a forte valorização das commodities brasileiras, o que contribuiu para primarizar nossas exportações e gerar forte valorização do Real.

CRESCIMENTO DA INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO DE 2000 A 2012.

China: 10%; India: 7%; Russia: 4%; Brasil: 1% 

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