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Por: Kiko Ferreira

 

O poeta Ferreira Gullar, que viu nascer e crescer a banda de Ipanema, observou bem, numa crônica, a atual fase da célebre agremiação carioca: “Pois bem, acabo de ver na televisão a banda de hoje desfilando pela Vieira Souto, tomada por uma multidão que mal conseguia caminhar, quanto mais sambar. Coisa semelhante ocorre, agora, por toda a zona sul do Rio, do Jardim Botânico a Santa Tereza, de Botafogo a Cinelândia. São multidões que já não dançam nem cantam, puxadas por trios elétricos.

No sábado de Carnaval, aquilo que foi outrora o Cordão da Bola Preta tornara-se uma multidão que encheu a avenida Rio Branco, criando um sufoco: gente apavorada não conseguia sair dali, algumas moças desmaiaram e foram, a muito custo, resgatadas por policiais.

É, a vida muda e, às vezes, para pior.”

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