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Por J. Marcos C. de Oliveira

 

A cerca de 40 quilômetros (64 milhas) da cidade de Belo Horizonte, Brasil, e situada nos arredores do município de Lagoa Santa, a Gruta da Lapinha é uma caverna composta de resíduos e barros endurecidos pelo tempo. Estima-se que tenha 600 milhões de anos, com uma profundidade de 75 metros, dos quais apenas 40 estão abertos à visitação pública desde 1969. Seus condutos e ranhuras foram provocados pelo rio Bambuí que a banhava em épocas anteriores.

Notificado que fora de sua existência, o paleontólogo dinamarquês Peter Withlem Lund (1801-1880) ficou fascinado pela sua riqueza natural e pelos fósseis descobertos. Seus comentários junto à comunidade científica europeia fez com que Charles Darwin neles se debruçasse para compor parte de sua teoria da evolução.

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Através de guias pode-se adentrar ao interior da Gruta, começando-se aí uma aventura que, a cada passo, revela uma beleza própria. Com diversas salas bem iluminadas, o curioso depara-se com formações rochosas peculiares, com estalactites imponentes, com estalagmitas em simetria, e com variações outras que natureza plasmou no recôndito de seu seio.

À medida em que se avança e ante a beleza natural que se desnuda, damos conta de que estamos dirigindo-nos à profundidade mesmo da terra, onde os reflexos de pequenos cristais incrustados dão a sensação de uma riqueza interna.

O silêncio é quebrado apenas pelas orientações da guia, pelos passos cuidadosos das pessoas e de eventuais cochichos. Uma ou outra pergunta se ouve também. Mas o que vigora mesmo é o respeito. Estamos a entrar em um mundo desconhecido, belo e, ao mesmo tempo revelador.

Adentrar a uma caverna tem uma certa semelhança de quando queremos penetrar no mais profundo de nosso ser.

Em ambos, alguns preparativos são requeridos. Na caverna, munir-se de um capacete para proteger a cabeça, não desviar-se do grupo, cautela ao caminhar e maravilhar-se ou observar com atenção ao que é oferecido. Num processo de descobrimento interno, ao peregrino cabe utilizar técnicas para entrar em harmonia consigo mesmo, manter a concentração,

fugir aos pensamentos estranhos que venham a lhe rondar, e usufruir dos símbolos e das imagens que o coração certamente lhe proporcionará.

Nos dois casos, a descoberta do novo não apenas surpreende, mas evidencia a potencialidade escondida. E para desvelar o oculto temos sempre de buscá-lo. É nessa busca incessante pelo inusitado que a consciência do ser humano

se arroja ao infinito, perscrutando novas estrelas e manifestando- as aos outros. É na intimidade do quase inalcançavel que o homem encontra as respostas relativas ao seu caminhar.

Isso vale tanto para pioneiros como Lundt e Darwin, como para grandes expoentes místicos como Buda, Ghandi e vários outros, sem mencionar Aquele que modificou o panorama espiritual há mais de dois mil anos. Isso também vale para qualquer pessoa, pois o importante, antes da busca, é a vontade de descortinar novos mundos.

E a natureza, símbolo maior da capacidade do homem, sempre ressurge a nos alertar de que, de mãos juntas, temos muito a aprender. Como sempre dito, é um livro sempre aberto, bastando apenas que folheemos suas páginas e leamos suas sábias orientações.

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