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Como não bastasse o fato de ter nomeado apenas um mineiro para o seu Ministério, assim mesmo de sua cota
pessoal, seu velho amigo e companheiro de guerrilha urbana Fernando Pimentel, a presidente Dilma Rousseff vem
tratando Minas com certo desinteresse e em desigualdade de condições com outros estados governados pelo PT ou por
partidos aliados do governo. As verbas não constitucionais são escassas e as obras e investimentos, como em governos
anteriores, não saem do papel de jeito nenhum.

Os fatos estão aí dizendo que a presidente Dilma Rousseff, que nasceu em Minas, mas que, após abraçar a guerrilha,
mudou-se para São Paulo e depois para o Rio Grande do Sul, não proporciona a Minas o mesmo tratamento que
dispensa a outros estados, como, por exemplo, a Bahia, um estado bem aquinhoado com fartos recursos federais, o
Rio de Janeiro e, pasmem os nossos leitores, o Maranhão, comandado pela família Sarney. Pernambuco, terra do
ministro da Integração Nacional, também tem sido regiamente abastecido com verbas federais. E o Rio Grande do Norte?

Este foi inundado por rios de dinheiro do DNOCS, por ser o estado natal do líder do PMDB na Câmara dos Deputados,
Henrique Eduardo Alves.

O estado do Rio de Janeiro, governado por Sergio Cabral (PMDB), fiel aliado do Planalto, é o mais fartamente alimentado
por transferências de recursos do Governo Federal, da ordem de R$ 10,05 bilhões. Em segundo lugar vem o estado da
Bahia, governado por Jacques Wagner (PT), correligionário de Dilma, que recebeu R$ 7,40 bilhões. O Ceará é outro
estado bem servido, com R$ 4,7 bilhões no ano passado.

E Minas? Bem, o estado que garante o superávit nas exportações e tem o terceiro PIB-Produto Interno Bruto do
país, recebeu apenas R$ 6,20 bilhões. Pernambuco, que não tem a metade do PIB mineiro, recebeu R$ 3,96 bilhões.

E o Maranhão, um dos estados menos expressivos da federação, com um PIB pífio, recebeu mais de R$3 bilhões.
Minas Gerais é governada por Antonio Anastasia, político ligado umbilicalmente ao senador Aécio Neves, provável
contendor de Dilma ou do ex-presidente Lula nas eleições presidenciais de 2014. Isso explicaria a escassez de verbas
para Minas e a marginalização do estado? Não, porque posições políticas conflitantes não justificam a discriminação
com que Minas vem sendo tratada nos últimos anos pelo governo federal.

As verbas para a recuperação dos municípios e da infraestrutura dos atingidos pelas enchentes, que são mais de
200, por onde andam? Estes continuam a ver navios.

Os Ministérios das Cidades e da Integração Nacional alegam que os prefeitos não têm projetos, alegação que
não procede. Com este gesto, o governo federal discrimina Minas e prejudica as populações atingidas pelas enchentes.

Qualquer prefeito não é bobo e sabe como agir. Se o Ministério achar que os municípios não têm projetos, porque o próprio Ministério não os orienta como elaborá-los, já que são muito simples? A discriminação é clara, já que até agora poucas prefeituras receberam recursos Segundo o jornal “Estado de Minas”, só as prefeitura de Belo Horizonte, Ouro Preto,
Cipotânia, Governador Valadares, Contagem, Vespasiano e Muriaé receberam algumas migalhas.

E as obras de infra-estrutura reclamadas há anos e que interessam a todo o país e não apenas a Minas? Como
estão? Estas não saem mesmo do papel, de jeito nenhum.

Com relação ao metrô de Belo Horizonte, a linha que foi construída há mais de 20 anos é a mesma que funciona até
hoje. Nada mais.

As obras iniciadas por Mauricio Campos e que tiveram continuação por Hélio Garcia continuam paralisadas e até hoje os trechos Calafate-Bareiro, Savassi-Lagoinha não saem do papel e são sempre promessas de campanha eleitoral.

O Metrô de Belo Horizonte começou a ser implantado com recursos federais, já que os investimentos são vultosos.

Maurício fez todas as desapropriações, de forma amigável, desde a demolição do prédio da CVB – Cia. Brasileira de
Vidros, do empresário Sebastião Paes de Almeida, situado do outro lado do Arrudas, na Av. Contorno, em frente à antiga
Mesbla, hoje shopping popular Tupinambás, até a remoção da Feira dos Produtores, que funcionava em frente atestação
Rodoviária, para a Av. Cristiano Machado, recém construída pela prefeitura, em parceria com os governos estadual
e federal.

No prédio demolido da CVB, o empresário Sebastião Paes de Almeida mantinha um apartamento de luxo, todo mobiliado,
com acesso, garagem e elevador privativos, especialmente destinado a uso exclusivo do ex-presidente Juscelino
Kubisschek que, quando governador de Minas, passava ali, bem acompanhado, boas horas de lazer. Para todos os
efeitos, Juscelino ou estava viajando ou fazendo despachos internos em Palácio.

E a 381? Por incrível que pareça, ela foi construída por Juscelino Kubitschek, recebeu melhoramentos na época em
que Eliseu Rezende era ministro dos Transportes e nada mais.

E o que fez ali o governo Dilma? Apenas construiu uma nova ponte no Rio das Velhas, devido à queda da ponte antiga
provocada pelas chuvas no ano passado. A duplicação das 381 também não sai do papel.

E a melhoria do Anel Rodoviário de Belo Horizonte? Só obrinhas sem sentido.
E as melhorias nas BRs 040 e a 262? Nada, Nada. Nada. A implantação de obras de infra-estrutura é uma velha luta
que Minas vêm procedendo há décadas e nada.

Do lado social, 3,45 milhões de mineiros foram atingidos pelas últimas enchentes e 80 mil ficaram desabrigados ou
desalojados. E o pior, 203 cidades ficaram em estado de emergência. A presidente não deu as caras por aqui, não
manifestou nenhuma solidariedade ao povo mineiro e, ao que indica, nem sequer deu um telefonema ao governador
do estado para saber se estaria precisando de alguma ajuda.

Minas está como se não fizesse parte do mapa do Brasil. Investimentos federais, como os da Petrobras e de maneira
geral, quando se referem a Minas, praticamente inexistem. De acordo com o Senador Clésio Andrade, o governo federal dispõe de 392 cargos de maior importância e os mineiros deveriam ocupar, no mínimo, 40 desses cargos. Isso, apenas
para manter o peso relativo do estado quanto à população e economia em termos comparativos nacionalmente. Como
já foi dito, há apenas um ministro mineiro. E o pior, não temos executivos ocupando cargos de direção ou técnicos
no governo federal. E, lamentavelmente, a bancada mineira federal, que é a segunda maior fica na muda, inerte, não se
manifestando contra esse tratamento injustificável em todos os sentidos.

As bancadas federais e estaduais de todo o partidos, o governo estadual, prefeitos, as classes empresariais, sindicatos, associações de classe, representações de todos os segmentos da sociedade, têm a obrigação de se unir em defesa dos interesses de Minas e botar a boca no trombone, recusando-se em aceitar essa discriminação que os mineiros não podem tolerar.

Vamos torcer para que a presidente relembre que nasceu em Minas e que pode e deve fazer alguma coisa pelo seu estado natal. Ainda há tempo para agir neste sentido. Os mineiros penhoradamente agradecerão.

 

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