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Por: Fernando Soares Rodrigues

Cautela e conservadorismo devem balizar ainda mais as aplicações do dinheiro neste final de ano. Não restam outras opções aos investidores diante de qualquer grau de expectativas quanto aos ajustes na economia para viabilizar a retomada do crescimento anualizado próximo a zero e o combate eficaz à inflação. Algumas certezas existem independentemente do resultado das urnas. Do atual Banco Central (BC) não se pode esperar grandes atitudes para o combate à inflação anualizada acima de 6% e próxima do teto da meta fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Na reunião Comitê de Política Monetária (Copom) realizada no início de setembro, o BC manifestou sua decisão de não elevar mais em 2014 a taxa Selic, de 11% ao ano. A autoridade monetária do governo Dilma Roussef chegou a transferir para 2016, a redução da inflação anualizada para o percentual de 4,5%, o piso da meta anual. O atual BC teme que a adoção de medidas monetárias mais duras, como a alta da taxa Selic, restrição de crédito e novos aumentos dos compulsórios bancários possam comprometer o crescimento econômico, na avaliação de especialistas. E considera que o Produto Interno Bruto (PIB) próximo a zero este ano, estimado por analistas de bancos, ajude no combate à inflação. Já o Ministério da Fazenda vem demonstrando que não tem condições de conter os gastos públicos e buscar o equilíbrio fiscal em ano eleitoral. Essas opiniões são consenso entre os grandes especialistas e formadores de opinião do mercado, mesmo tendo o BC ameaçado processar apenas um deles – Alexandre Schwartsman – que se expressou com maestria a esse respeito, mas com maior veemência. GRANDE PREOCUPAÇÃO A presidente Dilma Roussef não admite qualquer medida monetária mais dura para não prejudicar o nível de emprego. Mas é justamente este seu posionamento como principal orientadora da política econômica do ministro Guido Mantega, da Fazenda, já demitido por antecipação, que está contendo a criação de postos de trabalho, provocando desemprego em alguns setores e mantendo a desconfiança por parte dos empresários na programação de investimentos. A desconfiança quanto aos rumos da política econômica derrubou o total dos investimentos no País, o que afeta o nível de empregos. Os principais especialistas em economia admitem que chegou ao fim o modelo de crescimento do País baseado no consumo das famílias e alicerçado no crédito fácil liberado principalmente pelos bancos oficiais. Só o atual governo insiste na versão de que a economia não cresce em 2014 devido às influências negativas da economia internacional. Não se pode esperar assim do governo Dilma Roussef grandes modificações no curto prazo na condução da política econômica que levem o País a sair da ameaça de rebaixamento na nota do risco de crédito liberado pela agência de classificação Moody´s. Na propaganda eleitoral, a presidente Dilma Roussef e seu partido, o PT, voltaram a manifestar a posição esquerdizante superada no mundo e contrária ao grande capital representado pelos bancos e grandes empresas. O posicionamento de sua propaganda eleitoral entra em choque com seu mentor, o ex-presidente Lula, que mantém relacionamento estreito com grandes empresas em geral, empreiteiras, bancos estrangeiros, empresas do setor de frigorífico e educacional, além dos maiores tomadores de recursos do BNDES. Neste cenário, continuam válidos os costumeiros comportamentos dos investidores. Os que não querem ou não podem se arriscar no mercado de ações buscam na renda fixa o refúgio natural para o dinheiro. NA RENDA FIXA Diante das incertezas, vencer a inflação em opções conservadoras de investimentos é o desafio. Cadernetas de poupança, Certificados de Depósitos Bancários (CDBs), fundos de investimentos financeiros, títulos públicos, letras de crédito agrícola e imobiliário são essas opções mais conhecidas. É preciso combinar bem o valor do investimento financeiro com o prazo da aplicação e a incidência do Imposto de Renda e cobranças de taxas de administração pelos bancos. Valores pequenos têm um caminho certo, a caderneta de poupança que oferece rendimento líquido próximo da inflação anual. Quem quiser obter rendimento líquido próximo da Selic, ora em 11% ao ano, que é o referencial de juros da economia para os que aplicam o dinheiro nos bancos, deve investir quantias mais elevadas (R$ 100 mil em diante) em prazo maior, pelo menos superior a um ano. Nos títulos públicos do Tesouro Direto, é preciso ficar atento já que rentabilidade atraente em relação à inflação não é paga a quem saca antes do vencimento. Em determinados períodos quando o valor do título sofre a chamada “marcação a valor de mercado”, o investidor pode inclusive ter prejuízos. Os “analistas de plantão” que alardeiam a rentabilidade segura e atraente dos títulos públicos não costumam alertar sobre este risco. As letras de crédito agrícola e imobiliário oferecem isenção do Imposto de Renda, mas nem sempre têm boa liquidez nos bancos que as oferecem. Os defensores dessas aplicações também não costumam advertir sobre esse risco. RISCO CAMBIAL O debate eleitoral e a expectativa quanto aos resultados das urnas provoca grandes oscilações no câmbio. Os turistas e as empresas endividadas na moeda americana sofrem as consequências imediatamente. O dólar turismo cerca de R$ 2,50 dia 12 de setembro passado, um valor elevado frente ao patamar de R$ 1,70 de julho de 2011, por exemplo. Caso a moeda americana se mantenha em patamar mais elevado, em algum momento, o turismo de compras dos brasileiros pode ser afetado, mesmo diante dos preços bem mais baratos dos produtos mais demandados em Miami e Nova York. Não há garantia da continuidade da alta do dólar frente ao real devido às intervenções do governo no mercado de câmbio através da venda maciça da moeda americana no mercado futuro. Investir em dólar é, portanto, uma opção de risco. O ideal é comprar a moeda americana em espécie, cheques de viagem ou cartões de débito internacional considerando a perspectiva da ida ao exterior. A cotação do ouro negociado como ativo financeiro na BM&F/ BOVESPA reage imediatamente com a alta do dólar, apesar de o valor do metal não sofrer grandes oscilações este ano no mercado de Nova York, onde continua valendo pouco mais de US$ 1.230,00 a onça-troy (31,1 gramas). GANGORRA DA BOLSA O mercado acionário foi bastante afetado pela proximidade das eleições. O índice BOVESPA que espelha o valor das ações mais negociadas no Brasil despencou depois de registrar valorização de cerca de 20% em agosto. A subida da presidente Dilma Roussef nas pesquisas eleitorais foi o fator interno determinante dessa queda. O mercado teme os reflexos da continuidade da política econômica recessiva do atual governo. As notícias vindas do exterior também não foram boas com destaque para a queda de 40% neste ano dos preços do minério de ferro exportado pela mineradora Vale. Os preços de commodities agrícolas como soja e milho estão com perspectiva de recuo, o que também afeta a balança comercial brasileira. As ações da Vale sofrem as consequências dessa expectativa de perda de receita. As denúncias de desvios de recursos e má gestão também afetam as ações da Petrobras, que como as da Vale ainda têm grande peso na formação do índice Bovespa. Os investidores reagem a essas notícias e migram para ações de empresas que oferecem maior potencial de resultados como as da Kroton Educacional, Estácio Participações, TAESA, Multiplus e CCR, entre outras. A participação das pessoas físicas se reduz entre o total dos investidores. Ocorre o “efeito manada” ao contrário. Com a bolsa em baixa, as pessoas saem do mercado. 

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