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Por: José Aparecido Ribeiro

 

Nas palavras do brilhante repórter Paulo Henrique Lobato, do time de craques do EM, mais um capítulo da famigerada BR- 381 é revelado para o pacato e passivo povo mineiro, neste “livro” que soma mais de mil páginas e parece não ter fim (CADERNO GERAIS – 02/06). A escolha dos personagens Nelson Germano dos Santos (aposentado) e João Amiro (caseiro) não poderia ter sido melhor. Eles traduzem a essência do mineiro e nos deixam uma reflexão sobre as razões para a rodovia continuar matando impiedosamente, debaixo do queixo das autoridades e dos caciques da política, alguns, inclusive, com laços fortes com a Região do Vale do Rio Doce. Donos dos votos daquela região.

Houve um tempo em Minas que os líderes preocupavam-se com os interesses do povo, homens que fizeram história, a nossa e a do Brasil. Foram Inconfidentes; foram tropeiros e Emboabas, mas eles não existem mais. Juscelino também se foi e nenhum deles deixou herdeiros. Minas não é mais a mesma. Estamos perdendo o passo, ficando para trás, nos contentando com migalhas, com projetos meia boca, com recapeamento de rodovias que há muito deveriam já ter sido reconstruídas, e não apenas duplicadas. A 381 desvela muito mais do que agentes públicos omissos e negligentes, ela estampa uma geração de políticos medíocres que só pensam no poder, são encantados por ele e, para conquistálo, vendem a alma. Em troca do voto, vale tudo…

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O repórter nos convida para uma viagem interior, de reflexão, e aponta, com conhecimento de causa, o motivo de tantas mortes. Sai da superficialidade, comum na boca de representantes da PRF (Polícia Rodoviária Federal) e do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), que reduzem as tragédias a imprudência, em uma visão míope. Ele fala de um modelo de rodovias falido, que continua com pistas simples, facilitando as colisões frontais, causa de 85% de óbitos. Esqueceu apenas de dizer que 40% dos feridos graves morrem a caminho dos hospitais nas unidade de resgate ou alguns dias depois e não são computados em nenhuma estatística, o que transformaria os números em epidemia, maiores do que números de guerras.

Mas não faz mal, ele lembrou que toda vez que um imprudente age, leva com ele um prudente, alguém que estava cumprindo suas obrigações ao volante. Não esqueceu de citar que a rodovia é traiçoeira, possui curvas fora dos padrões mínimos de segurança. Deu voz a dois matutos que representam a nossa essência e traduz, para os mais atentos, o porquê de nada acontecer em Minas. O povo resmunga, mas aceita tudo calado e não reage. Usousua capacidade de interpretação jornalística para mostrar que a lógica que norteia o “imbróglio” chamado 381 é a dos números, dos lucros e do voto que endossa a farra da democracia e condena o pacato povo mineiro à morte em rodovias ultrapassadas e assassinas, debaixo do bigode do Ministério Público Federal, da Justiça e dos políticos.

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