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O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e os presidentes dos bancos de desenvolvimento da China, Rússia, Índia e África do Sul, países que compõem a o bloco conhecido como BRICS, assinaram em 29 de março último, dois acordos que abrem caminho para a intensificação das relações econômicas entre as potências emergentes.

Um deles, o Master Agreement (“acordo guarda-chuva”), estabelece os princípios gerais para a concessão de linhas de crédito em moeda local; o outro, Letter of Credit Agreement (acordo de carta de crédito), define as regras para a confirmação de cartas de crédito em operação de exportação entre os cincos países. Os acordos têm vigência de cinco anos. A assinatura ocorreu durante o Quarto Encontro dos Líderes do BRICS, em Nova Delhi, Índia.

O acordo guarda-chuva define os mecanismos para que as cinco instituições signatárias negociem empréstimos em moeda local. O objetivo é ampliar a cooperação financeira e a expansão do intercâmbio comercial e dos investimentos entre os países.

Uma vez que estejam firmados acordos bilaterais entre cada um dos bancos, poderão ser realizados empréstimos nas moedas locais. As instituições deverão examinar as condições em que tais empréstimos serão viáveis, em função da legislação e das normas de seus respectivos países. Toda a análise será feita caso a caso. Uma vez em operação, os empréstimos em moeda local mitigarão os riscos cambiais das empresas em suas operações internacionais.

O documento foi assinado entre o BNDES, o Banco de Desenvolvimento da China (CDB), o Banco de Desenvolvimento da Rússia (Vnesheconombank), o Eximbank da Índia e o Banco de Desenvolvimento da África do Sul (DBSA). Diante da crescente internacionalização das empresas brasileiras e do papel do Brasil no cenário internacional, a iniciativa apresenta uma oportunidade para o BNDES exercer sua função de apoio ao processo de crescimento das companhias nacionais.

Crédito à exportação – Já o segundo acordo determina as condições para a adoção de mecanismos que possibilitem a confirmação de carta de crédito em operações de exportação.

Os bancos de desenvolvimento se comprometem a discutir caso a caso instrumentos bilaterais para concessão da carta de crédito.

Ou seja, as instituições envolvidas podem estabelecer acordo bilaterais pelo qual se comprometem a confirmar carta de crédito expedida por bancos comerciais do país do importador. Em contrapartida, a outra parte garantirá ou indenizará esse pagamento ao banco confirmador.

Economia mundial

A força da economia dos países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) tem aumentado sua importância global. Enquanto economias consideradas maduras estão enfrentando problemas de déficits orçamentários, crescimento pífio e aumento do desemprego, os BRICS estão expandindo rapidamente, reduzindo a pobreza e guiando a economia mundial.

A estimativa é que o grupo corresponda a 37% do crescimento global de 2011 até 2016, aumentando a participação na economia mundial de 19% para 23%.

Segundo dados do International Business Report (IBR) 2012 da Grant Thornton, 34% dos empresários dos BRICs permanecem otimistas com relação as suas economias em 2012, bem acima dos 12% no G7. Essa confiança é refletida na expectativa com relação a performance dos negócios. De acordo com o IBR, 72% dos líderes nos BRICs consultados esperam elevação nas receitas, comparado com 37% no G7 e 43% globalmente. Além disso, 58% dos empresários nos BRICs estimam crescimento dos lucros, percentual bem acima dos 26% do G7 e 31% da média global.

Ainda, há preocupação sobre uma nova recessão. Três quartos dos executivos consultados no BRICs temem que a economia global volte à estagnação novamente nos próximos 12 meses. Os indianos são os mais preocupados com esse cenário (96%), seguidos pelos russos (87%), brasileiros (76%) e chineses (66%).

As perspectivas são robustas também quando se fala em investimentos. Uma área que os governos dos BRICs têm investido recentemente está relacionada aos grandes eventos esportivos como Jogos Olímpicos e Copa do Mundo. Do total, 51% dos empresários da região acreditam que esses eventos são importantes para atrair investimentos.

No Brasil, 84% das empresas creem que sediar a Copa em 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016 é fundamental para chegada de recursos. O mesmo ocorre com 52% dos empresários russos – o país vai sediar a copa em 2018.

 

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