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Por: Jadir Barroso

 

Dilma Rousseff pouco ou quase nada tem feito pela terra que a viu nascer

 

Faltam apenas dezesseis meses para o término do mandato da presidente Dilma Rousseff. Como o tempo passa, o tempo voa, podemos asseverar que o seu governo caminha para o ocaso. E ela ainda não justificou o status de mineira, nem agradeceu, com realizações e atos concretos, a votação recebida em Minas.

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A pupila do ex-presidente Lula, mesmo que tenha sido por acidente, nasceu, foi criada e fez seus primeiros estudos em Belo Horizonte. Nos umbrais da maioridade, migrou para outras plagas, tornou-se guerrilheira, pegou em armas, foi combater a ditadura, deixando Minas para trás.

Mesmo tendo se mandado de Minas na sua juventude, não se justifica a ausência do seu governo nos pleitos que dizem respeito ou interessam a Minas e aos mineiros.

Aqui nas Gerais sempre brota uma pergunta constrangedora: por que é que Dilma Rousseff, nestes seus quase dois anos e oito meses de governo, não deu à terra que a viu nascer à atenção que Minas merece? O seu mandato está acabando e pode chegar ao final sem que ela tenha feito algo de positivo e duradouro em favor de seu estado natal. E o que é mais constrangedor: sem deixar aqui sua marca.

Será que esta desatenção por Minas está ligada ao fato de que um de seus prováveis concorrentes em 2014 ser um mineiro, o senador Aécio Neves? Isto se ela, com a popularidade oscilando, conseguir ser candidata à reeleição.

Se avaliarmos as realizações de Dilma Rousseff em Minas Gerais, não encontraremos algo que justifique sua certidão de nascimento, nem os votos de confiança que recebeu dos mineiros.

Que mal secreto a teria levado a aparentemente menosprezar a sua cidadania mineira, em favor de São Paulo, do Rio Grande do Sul e dos estados administrados pelo PT? Por que ela estaria desdenhando e minimizando o real significado dos votos que recebeu aqui em Minas Gerais nas eleições de 2010? Os fatos estão aí mostrando às escâncaras o pouco que o governo federal tem feito ou faz por Minas.

Com relação ao ministério, Dilma também não dá importância a Minas, pois dos 40 ministros do seu governo (um, o marqueteiro João Santana, tem pasta virtual), apenas dois são mineiros, o ex-prefeito Fernando Pimentel, da cota pessoal da presidente, e o deputado Antônio Andrade, do PMDB de Minas. Este último, lamentavelmente, apenas está ministro e goza das mordomias do ministério, tendo até jatinho da FAB à sua disposição, quando viaja a trabalho. Mas não tem autonomia para decidir, nem manda no seu ministério. Não conseguiu, ao que se comenta até hoje, nomear nomes de sua confiança para postos-chave no ministério.

Pergunta de mineiro, uai: Não é muito pouco, o segundo maior estado da federação, cuja economia só perde para São Paulo e Rio de Janeiro, ter apenas dois ministérios em 40? Ou seja, apenas 5%?

E que se dirá das obras que muito interessam aos mineiros, como a duplicação da 381, a famosa rodovia da morte, a BR 262, o metrô de Belo Horizonte e muitas outras que não saem do papel, mas que, em campanha eleitoral, os marqueteiros vão sempre buscar no baú das promessas e fazer os acenos das ilusões e das quimeras que são mestres em produzir?

E mais: pelo que se comenta nos bastidores da política, até mesmo as transferências constitucionais sofrem percalços. O governador Antônio Anastasia e o secretário Leonardo Colombini têm certamente que monitorar com lupa estas transferências, para conferir se chegam a tempo e a hora e se os valores estão corretos. E há quem assegure que Minas enfrenta problemas com essas transferências constitucionais.

Não se trata de uma situação ao menos esdrúxula mexer até nas transferências constitucionais, já que as voluntárias não vêm mesmo?

Itabira, para Carlos Drummond de Andrade, era apenas uma fotografia na parede. Mas, para Dilma Rousseff, Minas não é nem fotografia nem parede.

Será que ainda há tempo de ela se redimir? Queira Deus que ela tenha um estalo de Vieira e parta para a redenção.

De uma coisa os mineiros podem estar certos: quando se aproximar o período de pré-campanha eleitoral, se, repito, Dilma Rousseff conseguir ser candidata, os marqueteiros vão entrar em ação com novas e mirabolantes quimeras.

Disto eu tenho ligeira desconfiança.

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