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O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Carlos Pastoriza, se reuniu no dia 26 de agosto com empresários mineiros do setor de bens de capital mecânicos e autoridades. No encontro, seguido de jantar, os dirigentes da entidade apresentaram as ações programadas visando à obtenção, junto ao governo e ao legislativo, de medidas para solucionar o problema da acelerada desindustrialização que atinge os fabricantes brasileiros de máquinas e equipamentos. O evento também contou com a participação do presidente executivo, José Velloso, do diretor de ação política, Germano Rigotto, e dos diretores regionais da Abimaq, Marcelo Veneroso, Marcelo Botelho e Alexandre Misk Neto. O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Rogério Nery, e diretores de veículos de comunicação de Minas Gerais também estiveram presentes, entre eles o presidente da Mercado Comum, Carlos Alberto Teixeira de Oliveira. De acordo com Carlos Pastoriza, os desafios são enormes, uma vez que o setor passa por um dos momentos mais difíceis de sua história. “Jamais houve uma conjugação tão nefasta de fatores, como o câmbio subvalorizado, que encarece os nossos custos e barateia a importação. Hoje em dia, qualquer industrial se tiver a ideia de buscar a melhor tecnologia do mundo, vai colocar na planilha os custos e verá que terá um custo 30% mais caro do que na Europa. Isso, principalmente por causa do câmbio. Nesta equação macroeconômica, a indústria de transformação está na ponta perdedora. Ao contrário de outros setores, nossos produtos são facilmente importáveis e exportáveis, então você não tem uma barreira natural como o setor de serviços ou a construção civil possuem”, comenta. Além do câmbio, ele ressalta ainda o impacto da inflação. “Ela cresceu quase 100%. Isso significa que os custos aumentaram significativamente. E não há choque de inovação que compense. A nossa defasagem é brutal. Não há como um país como o nosso aumentar o PIB per capita sem que haja industrialização. Não vai ser exportando minério de ferro ou soja que vamos enriquecer. Não tenho nada contra a exportação de commodities. Os Estados Unidos exportam muitas commodities, mas são uma potência industrial. Nós, com juros altos que atraem capital especulativo e mantêm o câmbio desfavorável, estamos matando a indústria de transformação”, avalia. Uma prioridade básica da Abimaq, será a continuidade do combate ao Custo Brasil, especialmente no tocante ao “tripé do mal”, conceito utilizado pela entidade para destacar a influência dos juros, do câmbio e dos impostos na indústria. “Estaremos todos engajados em implementar as ações estabelecidas no projeto Abimaq 2022, com foco em ampliar a regionalização da entidade, lutar pela desoneração total dos investimentos e por melhores condições de financiamento, estimular a inovação e desenvolvimento tecnológico, além da defesa do mercado interno”, afirma. Ele reforçou ainda que vai continuar empenhado em fortalecer todas as alianças estratégicas constituídas ao longo dos últimos sete anos, com o objetivo de devolver ao País a competitividade sistêmica necessária para o crescimento da indústria de máquinas e do Brasil.

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