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Por: Wilson Pereira Neto
 
A Escola Inglesa de Cerveja é considerada por alguns historiadores mais antiga até que a Alemã. Até meados do século XV, as cervejas britânicas eram temperadas apenas com ervas e condimentos locais. Só a partir daí é que os ingleses passaram a utilizar o lúpulo, denominando como beer as cervejas que utilizavam esse ingrediente e eram importadas de outras partes da Europa, enquanto as cervejas locais eram chamadas de Ale.
Na época, a produção de pão e cerveja era responsabilidade feminina e destinada ao consumo familiar. Com o tempo, algumas alewives (esposas cervejeiras) ficaram famosas por suas receitas saborosas e montaram estabelecimentos especializados na bebida, as alehouses, precursoras dos public houses, os tradicionais pubs. A partir da Revolução Industrial, as grandes indústrias investiram em melhorias e barateamento dos processos cervejeiros, colocando as cervejarias artesanais em segundo plano. 
Com a invasão das Lager (cervejas de fermentação de fundo) ao seu território, nas décadas 1960 e 1970, os estilos tradicionais de cervejas inglesas perderam força, já que suas concorrentes eram mais baratas, refrescantes e acessíveis. Inconformados, consumidores ingleses fundaram uma associação batizada de CAMRA (Campaign for Real Ale ou Campanha pela Cerveja de Verdade) para proteger as cervejarias artesanais, os pubs e os estilos de cerveja de antes da Revolução Industrial, fermentadas em barris de carvalho e extraídas manualmente. 
A grande maioria das cervejas inglesas é de baixo teor alcoólico, baixa carbonatação, alta drinkability, como é o caso das Bitter, tradicionalmente consumidas por camponeses como nutrição no trabalho diário. A famosa London Porter, largamente aceita por toda população britânica, se originou nas áreas portuárias e também servia como alimento para os estivadores. As Porter foram precursoras das Stout, bebida mais forte que a original e que foi desenvolvida na Irlanda, popularizando-se mundialmente sob o rótulo Guinness.
A Escola Inglesa possui fases bem distintas, o que se reflete em seus estilos. Cervejas doces e alcoólicas que passaram a cervejas leves e amargas, que evoluíram para cervejas fortes e amargas. São cervejas quase aguadas e, consequentemente, com pouca formação de creme. Todas são de fermentação de superfície (Ale). Os principais estilos são: Pale Ale, Porter, Stout, Old Ale, Brown Ale.
Nas Ilhas Britânicas também foram criadas bebidas que são a base para algumas das mais fortes e peculiares cervejas feitas até hoje. É o caso das Barley-Wine, India Pale Ale e Imperial Stout, as duas últimas desenvolvidas, respectivamente, para suportar as longas e adversas viagens ao oriente e para enfrentar o rigoroso frio russo. Na Escócia, país conhecido por seus whiskeys, são fabricadas cervejas mais ao gosto local: encorpadas, escuras, doces, bem maltadas e com alto teor alcoólico. O estilo mais famoso é o Strong Scotch Ale ou Wee Heavy.
Alguns bons exemplos da Escola Inglesa (fabricados ou não na Inglaterra), por estilo: Barley-Wine (Fuller’s Golden Pride, Wäls EAP); Brown Ale (Brooklin Brown Ale, Colorado Titãs); English Pale Ale (Batemans Victory Ale, Ruby Tuesday Küd); Extra Special Bitter – ESB (Fuller’s ESB, Vinil Rock Baba O’ Riley); India Pale Ale (Meantime India Pale Ale, Ballast Point Sculpin IPA); Porter (Fuller’s London Porter, Sierra Nevada Porter); Russian Imperial Stout (North Coast Old Rasputin, Tupiniquim Imperial Stout); Special Bitter (Fuller’s London Pride, Diabólica Pale Ale); Stout (Guinness, North Coast Old); Strong Scotch Ale (Bodebrown Wee Heavy, San Diego Scotch Ale).
 

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