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Redução no Custo Brasil deve chegar a toda indústria de transformação até 2014

Fernando Pimentel

Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

 

Único mineiro no governo da presidenta Dilma Rousseff, Fernando Pimentel é formado em Economia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), foi prefeito de Belo Horizonte e agora está à frente do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Diante do cenário econômico estadual e brasileiro, o político afirma que as medidas de estímulo adotadas pelo governo federal vão impulsionar o setor produtivo. Além da redução do custo da energia, o ministro cita as desonerações nas folhas de pagamento, que já ocorreram em determinados setores e devem abranger toda a indústria de transformação até 2014. No que se refere a Minas Gerais, Pimentel destaca a instalação da SIX Semicondutores em Ribeirão das Neves, região metropolitana de Belo Horizonte. A empresa iniciará a produção no primeiro semestre de 2015 e será responsável pela fabricação de chips para equipamentos eletrônicos como parte de um caminho para agregar valor às riquezas produzidas no Estado.

O efeito das medidas setoriais implementadas pelo governo federal são esperados para 2013. Em sua visão, quais estados puxarão a retomada do crescimento?

O governo federal tem tomado medidas que beneficiam o setor produtivo de forma indistinta e, portanto, devem ter reflexos sobre todo o tecido econômico. A redução da taxa de juros aos níveis mais baixos da história e a redução da tarifa de energia elétrica, por exemplo, beneficiam todos os setores produtivos, com mais economia para os setores eletrointensivos, como o siderúrgico, por exemplo.

A desoneração da folha de pagamento da indústria de transformação de amplos setores do comércio e serviços já beneficia grande parte da economia, mas a disposição do governo é desonerar a folha de pagamento de toda a indústria de transformação até 2014.

O fato de um estado ser mais ou menos beneficiado do que outro vai depender exclusivamente do seu perfil econômico.

Onde houver mais indústria eletrointensiva, caso da siderurgia em Minas Gerais, a redução da tarifa de energia elétrica terá maior impacto. Onde o setor de TI for mais forte, será maior o impacto da desoneração da folha de pagamento desse segmento.

O PIB de Minas no acumulado de 2002 a 2010 cresceu 34,7%, enquanto a média brasileira foi maior, 37,2%. As políticas de fomento do Estado estão sendo suficientes?

Há um trabalho permanente dos governos federal e estadual para a promoção da economia mineira. Da parte do governo da presidenta Dilma Rousseff, estão sendo tomadas medidas que beneficiam o setor produtivo indistintamente.

No segundo semestre de 2012, em uma solenidade em Belo Horizonte, eu, o governador Anastasia e investidores privados anunciamos um grande investimento para dotar Minas Gerais de uma grande fábrica de semicondutores.

Nós, que temos grande tradição mineradora, podemos e devemos agregar valor ao que extraímos de nosso solo. A SIX Semicondutores é um passo importante que damos nesse sentido, de agregar valor às nossas commodities, de forma conjunta, sem disputas.

Nos últimos anos, um consenso é de que a economia mineira deve ser diversificada para diminuir a dependência da venda de commodities para o mercado externo. Isso está ocorrendo?

A exportação de commodities não é um problema em si. Países desenvolvidos como o Canadá, a Austrália e os Estados Unidos são grandes exportadores de commodities.

O Brasil é competitivo nesse segmento graças ao grande investimento em tecnologia que nos permite alta produtividade na produção de proteína animal e produtos agrícolas e a extração de minérios de áreas improváveis, como o petróleo retirado de águas profundas.

Obviamente, devemos perseguir sempre a agregação de valor para retermos mais divisas no Brasil. O investimento na fábrica de semicondutores é o melhor e mais recente exemplo desse esforço. No Plano Brasil Maior, quase quarenta setores foram priorizados – alguns deles centrais na economia de Minas Gerais, como automotivo, indústria da mineração e metalurgia.

Queremos ser uma potência na área industrial, embora o governo brasileiro vá continuar trabalhando para manter a liderança na exportação de commodities agrícolas e de minérios.

Diante da potencialidade de Minas Gerais, o Estado poderia estar em uma curva de crescimento mais ascendente?

Minas Gerais, a exemplo do Brasil, está no bom caminho. Os indicadores econômicos mostram o avanço da nossa economia – ainda que não na velocidade desejada – num momento em que o mundo enfrenta uma das mais agudas crises econômicas.

Estamos conseguindo atravessar essa crise mantendo o crescimento da economia e em situação de pleno emprego. O índice de desemprego medido pelo IBGE em Belo Horizonte, de 4,4, é o segundo mais baixo do Brasil – estamos atrás somente de Porto Alegre – e menor que a média nacional, de 5,5%.

Em sua opinião, quais são as novas vocações econômicas de Minas? Elas estão sendo bem exploradas?

O século 21 tem revelado ao mundo o enorme potencial da indústria criativa, que pode e deve ser cada vez mais incrementado em Minas Gerais. A fábrica de semicondutores é um passo importante na indução desse processo, por possibilitar um grande polo de software. Esse passo deve ser dado sem prejuízo das tradicionais vocações mineiras nos setores siderúrgicos, automotivo (que deve passar por uma grande transformação com a entrada em vigor do novo regime automotivo), agrícola, de produção de energia e prestação de serviços.

 

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