Vinho, Gente, Coisas e Adjacências
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Inimá Souza*

Recentemente, aqui, mencionei uvas que elaboram os vinhos finos brasileiros, relacionando várias delas, conhecidas e reconhecidas mundo afora. Entre as brancas, a Chardonnay, rainha, primeira e única.

Seu berço é a Borgonha, mas se faz presente na Califórnia, Austrália, Nova Zelândia, Chile, Itália, África do Sul, Argentina, Brasil, Espanha, e vários outros locais; sendo a uva branca mais difundida no mundo, e possui extraordinária capacidade de expressar o terroir onde é cultivada.

Essa sua capacidade de adaptar-se não deixa de revelar, em si, uma personalidade pouco marcante; ao contrário, por exemplo, da tinta, Pinot Noir, sabidamente de muita personalidade, e, exatamente por isto, de trato muito difícil.

Logo, essa – digamos, pouco personalidade da Chardonnay, permiti-lhe produzir uma miríade de vinhos, refletindo, no geral, o terroir em que está plantada, ou seja, vinhos de muitos estilos e perfis.

Ao contrário da, também, adorável Sauvignon Blanc – pródiga em frescor e acidez -, a Chardonnay, naturalmente, possui pouca acidez, o que, no entanto, altera-se em razão do clima e tempo de colheita, e, se perceptível nos seus vinhos mais simples, os grandes Chardonnays têm acidez perfeita.

Vinhos de grande corpo, intensos na boca, elegante retrogosto, o Chardonnay é um dos poucos vinhos brancos com afinidade com o carvalho, o que lhe amplia a intensidade, complexidade e aromas característicos, além de capacidade para envelhecer. Neles são citados aromas de baunilha, caramelo, especiarias e bala toffee.

Naqueles que não passam por madeira é comum menção de aromas típicos de maça verde, abacaxi, melão, pera, damasco e cítricos.

Os vinhos da rainha das uvas brancas estão entre os melhores brancos do mundo; e se estendem do seu berço – os fantásticos Chablis e Cote d´Or (Montrachet, Mersault) a todo o Velho e o Novo Mundo.

No Brasil, a Chardonnay é plantada do Sul – na Serra Gaúcha o clima é, especialmente, favorável ao cultivo de uvas brancas, e de lá saem exemplares de padrão internacional -, ao Nordeste, passando pelo sudoeste e Centro-oeste, incluindo o Sul de Minas, hoje, uma das mais destacadas regiões vinícolas do País.

Na hora de ir à mesa com comida, um bom Chardonnay é companhia certa para peixes e frutos do mar, e aquele sem madeira, fazendo par com ostras, camarões, aspargos.

E, lembrando, os espumantes Blanc de Bancs são inteiramente elaborados com Chardonnay.

Queijos

A esta altura já deve estar nas melhores prateleiras o mais recente produto dos Queijos São Vicente: Queijo Minas Padrão – Zero Lactose.

Lactose passou a fazer parte do vocabulário diário de muita gente; eu, inclusive. Segundo as leituras especializadas, cerca de 40% da população brasileira sofre da chamada hipolactasia do “tipo adulto”; e, na medida em que os diagnósticos mais se avolumam, maior pressão e maior demanda por produtos sem lactose.

Esse encantador alimento chamado queijo, é, em constantes citações, relacionado entre os vilões; e por “razões que a própria razão desconhece.”

Segundo o Paulo Gribel – que fala ex-cathedra sobre o tema -, todo queijo com maturação superior a vinte dias não tem lactose; ou rigorosamente, não tem lactose significativa. Portanto, a absoluta maioria dos queijos.

Ainda assim, certamente o Minas Padrão Zero Lactose atenderá a demanda de milhares.

Guia

Segundo o Wine Center D.O.C, os preparativos para a apresentação e lançamento do Guia de Vinhos com Descontos em Restaurantes de Belo Horizonte, encontra-se em estágio final, e terá eficiente sistema de distribuição. O objetivo é incrementar venda de vinhos nos restaurantes parceiros.

Tim, tim.

*(inima.souza@gmail.com)

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