Vinho com água, altitude e vinhedos
Vinho com água, altitude e vinhedos
Vinho com água, altitude e vinhedos
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Inimá Souza*

Vinho com água, altitude e vinhedos

A água é o par constante do vinho; ou melhor, é o único, quando se trata de líquido, naturalmente. E isto, graças à sua neutralidade, ou seja, não tem gosto, nem sabor, e o seu pH (escala que expressa a acidez de uma substância) é quase neutro; e, assim, ao contrário de outras bebidas, ela não interferirá na avaliação de sabor do vinho.

Ademais, a água ajuda na reidratação ao garantir o equilíbrio hídrico do organismo, e deve ser bebida na mesma proporção do vinho; e a exemplo deste, deve-se observar a temperatura, na hora de beber, já que, muito gelada a água inibirá as papilas, afetando a percepção de sabor do vinho.

E quanto à recorrente indagação, com ou sem gás? Simplificando, costumo dizer que o bebedor de vinhos, pede água sem gás. Mas, deixando de lado o simplismo, a água deve levar em conta o tipo de vinho.

Vinho branco, o ideal é com água sem gás; enquanto o rosé, com bom corpo, terá a companhia de água com gás, e o rose mais leve, água sem gás. Com grandes tintos, a água é sem gás, e tintos jovens, no geral, mais tânicos e alcoólicos, água que enfrente os taninos; portanto, mineralizadas com ou sem gás.

Já os vinhos fortificados ou doces, combinam com água com ou sem gás, e, também os espumantes tradicionais. A sutileza de um grande Champagne pede água leve, por razões óbvias.

ALTURA E VINHEDO

Quase perdida na fumaça do tempo, a expressão latina, “Bacchus amat colles”, ou Baco ama colinas, era, já naqueles primórdios, indicação de melhor localização para os vinhedos, e, logo, com efeitos na qualidade do vinho. Ao longo da história da vitivinicultura a afirmação é categórica, na maioria dos vinhedos de maior altitude, espalhados pelo mundo.

Alguns fatores são determinantes para isto: melhor exposição ao sol, favorecendo o processo de amadurecimento das uvas; nos vinhedos mais altos a temperatura média é menor, e além, maior diferença de temperatura entre a manhã e a noite, elevando os níveis de antocianos e taninos, e mais, acidez e frescor.

E mais, em regiões de clima quente a altitude dos vinhedos é decisiva para a produção de vinhos de maior complexidade e elegância. No Brasil, algumas regiões se destacam na produção de vinhos de altitude, a exemplo da Serra Catarinense, a Serra Gaúcha, e a chapada Diamantina.

MFC COMÉRCIO

Com essa marca, Maurício Cabral retorna ao comércio de vinhos em Belo Horizonte, e arredores. Preferencialmente, com restaurantes e afins. Desejo sucesso.

Tim, tim.

*(inima.souza@gmail.com)

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