José Maria Couto Moreira
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Um dia, e será em breve tempo, a capital do Estado acordará em galas para a abertura das portas, para nossa visitação permanente, da soberana na arquitetura e na autoridade eclesiástica – a Catedral Metropolitana de Belo Horizonte – um monumento imponente nascido do sonho do venerável Dom Antônio dos Santos Cabral e tornado realidade pelo dinamismo e sublime obsessão de nosso arcebispo Dom Walmor Oliveira de Azevedo. Este dia da consagração da Catedral Cristo Rei marcará uma nova etapa da igreja em Belo Horizonte, e a capital estará inserida no conjunto das comunidades mundiais que possuem um templo magnífico, uma construção de traço incomum, arrojado, um palácio de deslumbrante beleza. Seu desenho, concebido pela vanguarda arquitetural liderada pelo genial Niemeyer, dir-se-ía mesmo por sua alma de abundante altruísmo, abrigará os serviços religiosos e a moderna doutrinação da igreja católica, a que nossa diocese aderiu com entusiasmo, irradiando sua ação, aberta e solidária, para uma movimentação de atendimento social intenso. Para tanto, a base territorial do futuro templo permitirá acolher 20.000 pessoas. Este será o grande resultado do esforço que a arquidiocese desenvolve ao acrescentar alturas a este majestoso projeto.

O edifício merecerá, certamente, a admiração permanente de todos, pois as linhas originais que o desenharam assim o sugere, o interior esplêndido na dimensão de suas dependências fascinarão o observador, a que se juntarão as peças de uma apropriada decoração. Tudo que poderá exprimir homenagem ao virtual Ocupante daquele cenário fantástico estará presente, homenagem que se completará com a fiel e numerosa assistência ali persignada que virá de todos os recantos da cidade e do país.

Enquanto isto, a edificação prossegue em ritmo acelerado, garantido pela oferta da população que generosamente acorreu ao chamamento da igreja e do projeto, que ecoará em todo o mundo pela incrível e inédita plasticidade e leveza que lhe atribuiu seu criador. A sugestão de uma mão posta ao céu não é um delírio poético ou estético que lhe atribuiu seu inspirador, mas o momento apoteótico da concepção, uma prova em concreto, permanente, de que pedir é preciso, é o que deseja a família crística em nossa passagem pela terra. A linguagem arquitetônica usada por Niemeyer, alçando a mão aos céus, é herança da imagem da catedral de Brasília, sua obra prima, gloriosamente repercutida no mundo.

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Ao lado da alegria da comunidade cristã, Belo Horizonte dela se vale para ter-se a cidade internacionalizada, detentora de atração monumental em que se encontra presente a mais pura criação de uma prancheta aplaudida e vitoriosa em chãos de todo o planeta.

*Advogado

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