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Paulo Queiroga

A Jordânia é hoje, uma espécie de oásis de turismo no Oriente Médio. Vizinha da Síria, do Egito, Arábia Saudita, Israel, e do território palestino da Cisjordânia, região que, normalmente, é um barril de pólvora, o Reino Hachemita da Jordânia, se destaca na quantidade de turistas internacionais que o país recebe, inclusive do Brasil, antes da pandemia.
Tempos Bíblicos
A antiguidade da Jordânia remonta aos tempos dos profetas e comerciantes bíblicos. A região foi dominada pelos amonitas, moabitas e edomitas. Entre invasores e colonos, a História inclui egípcios, israelitas, assírios, babilônios, persas, gregos, romanos, árabes muçulmanos, cruzados cristãos, turcos otomanos e, finalmente, os britânicos. Esse caldeirão de cultura de milhares de anos deixou traços que atraem turistas de praticamente todo o mundo. A cidade milenar de Petra, esculpida em pedra é um dos mais encantadores patrimônios culturais e artísticos da humanidade, junto com as Pirâmides do Egito.
A capital, Amã, centro urbano com mais de 1.5 milhão de habitantes oferece grande variedade de locais históricos e sítios arqueológicos. As escavações no local conhecido por “Cidadela” revelam vestígios de civilizações do período Paleolítico, Helênico, Romano, até à Idade Islâmica Árabe. A arquitetura majestosa fascina o visitante, como o Templo de Hércules, o Palácio Omíada e a Igreja Bizantina. Ao fundo da Cidadela fica o Teatro Romano, de 6000 lugares, uma concavidade esculpida na colina e que ainda hoje é usado em eventos culturais. Outro teatro restaurado é o Odeon, com 500 lugares, que é usado atualmente para concertos diversos.
Os três museus encontrados na área: o Museu Arqueológico da Jordânia, Museu de Folclore e o Museu de Tradição Popular, nos dão um panorama, uma perspectiva mais ampla sobre a história e a cultura deste país cheio de riqueza e magia.
Mar Morto
A costa do Mar Morto é uma das paisagens naturais mais impressionantes da terra. O local encanta os turistas de hoje, da mesma forma que fascinou reis e imperadores em sua longa História.A superfície da água, a 410 metros abaixo do nível do mar e extremamente salinizada, (31,5%), é o local mais baixo do planeta.
O entorno da região oferece boas estradas e estrutura hoteleira de alto nível: Movenpick Hotel e Resort, de 5 estrelas, Jordan Valley Marriott, de 5 estrelas, Star Kempenski Ishtar Hotel, de 5 estrelas e o Dead Sea Spa Hotel, de 4 estrelas e outros menores, não menos luxuosos. Outra experiência inesquecível nas imediações do Mar Morto são as Hammamat Ma’in (Águas termais de Ma’in), ricas em minerais. As termas ficam 264 metros abaixo do nível do mar, num dos oásis do deserto, o mais espetacular do mundo. A água é aquecida a temperatura de 63º C pelas fissuras de lava subterrânea, à medida que avança pelo vale antes de entrar no Rio Zarqa.
A viagem à Jordânia e região do Mar Morto se completa com uma relaxante experiência de massagens e banho de lama nas exclusivas praias privativas dos hotéis de luxo. Neste local sofisticado está o Evason Ma’In Hot Springs & Six Senses Spa, com 97 quartos e uma variedade de serviços, incluindo “wrappings “ de lama, banho e ducha com hidro-jatos, massagens subaquáticas, tratamentos faciais com lama, eletroterapia e tratamentos cosméticos. A Jordânia, entre o mar e o deserto, entre o ocidente e oriente, é um local impressionante de beleza e de contrastes, desde o fértil Vale do Jordão, até os remotos e silenciosos desfiladeiros.
Os serviços turísticos são bem estruturados. Os visitantes podem explorar castelos no deserto, contemplar a vastidão de Wadi Rum ou banhar-se nas águas do Mar Vermelho. Para quem gosta de aventuras, há também, equitação, safáris em veículos 4×4, escaladas e caminhadas, tudo de alto nível.

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