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Temos de ser verdadeiros equilibristas

m primeiro lugar, gostaria de cumprimentar os caros colegas do IBEF, a quem saúdo nas pessoas de seu presidente do Conselho de Administração Laurindo Souza, presidente executivo, Camilo de Lelis, da presidente do Conselho Mulher Dayse Guelman e do presidente do IBEF Jovem Mauricio Leite.  

Gostaria de cumprimentar também o caro amigo, Carlos Alberto Teixeira, um dos fundadores, ex-presidente e grande apoiador do IBEF.  

Meus cumprimentos às autoridades presentes, aos colegas da AngloGold Ashanti, e meus queridos familiares que vieram prestigiar esta noite de celebração: minha querida esposa Lícia e meus filho Rafael e Brunno e suas respectivas namoradas, Ana e Marcela.

É com muita alegria e honra que recebo a homenagem “Prêmio Executivo de Finanças de 2017 – “O Equilibrista”. Afinal,em nosso país, para navegarmos em ambiente tão volátil como o nosso, temos de ser verdadeiros equilibristas!

Esta noite para mim é mais uma oportunidade de exercer a virtude da gratidão. 

Há 41 anos, eu chegava ao Brasil, vindo de Moçambique, uma ex-colônia portuguesa que acabara de se tornar independente. 

Fui acolhido com a típica solidariedade e carinho, virtudes características do povo brasileiro, ao qual serei eternamente grato.

Iniciava-se ali uma saga com muita esperança, aprendizados e crescimentos pessoal e profissional Era o “país do futuro”, que já fazia parte dos meus sonhos de adolescência na África. 

Não foi fácil, mas tive a sorte de encontrar pessoas especiais e generosas, ao longo deste período, que contribuíram e facilitaram a minha caminhada e o cumprimento da minha missão. 

Meu primeiro teste de sobrevivência foi lidar com as piadas de português as quais, após um período inicial de desconforto, aprendi a usá-las em meu favor, achando graça e como facilitador no meu entrosamento. Hoje provavelmente seria bullying! 

Casei-me com uma mineira e tivemos dois filhos, um cearense e outro paulistano frutos das terras por onde andei. Foi uma experiência fantástica que me permitiu crescimento pessoal e profissional,além do fortalecimento dos laços familiares. 

Nestas quatro décadas, muitas transformações ocorreram neste país.  Desde o renascimento do ambiente democrático, ao complicado convívio com as diversas crises políticas e econômicas até as esperanças e desesperanças dos últimos anos. Para quem aqui chegou, sinceramente, um aprendizado acadêmico de alto nível! 

O PIB brasileiro cresceu nesse período de US$ 153 bilhões para US$ 1,8 trilhão em 2016 e a população praticamente dobrou de 110 milhões para 208 milhões. Apesar deste crescimento, a concentração de renda se aprofundou gerando desigualdade com consequências desastrosas que levarão tempo para amenizá-las.

Certamente não é este o país que queremos, pois não é socialmente sustentável!

É chegada a hora de, mais uma vez, escolhermos o bom caminho!

Acreditando nas lições supostamente aprendidas pelos percalços vividos nos últimos anos e acreditando nos sinais econômicos favoráveis que se vislumbram à nossa frente, resumidamente os do alto desemprego que começa a retroceder;   da baixa taxa de inflaçãoque se estabiliza;  da declinante taxa de juros;  de um câmbio com volatilidade administrável apesar do cenário político corrente;  de uma atividade econômica modesta, mas em recuperação;  –  de algumas reformas estruturantes que começam a acontecer, dependentes, porém, da reforma da previdência e tributária, sem as quais não avançaremos – chegamos a um momento crucial, as eleições de 2018!

Será a hora de renovação e de boas escolhas em um dos momentos mais críticos de nossa história recente. Que Deus nos ilumine na busca do melhor caminho para que o país do futuro realmente se traduza, no presente, num país mais justo, menos desigual e de bem-estar social para todos.

Nós, executivos financeios, “equilibristas” por natureza, não bastasse gerenciarmos e tomarmos decisões nas últimas décadas em meio a este turbilhão de cenários políticos e econômicos, nacionais e internacionais adversos, focando na gestão de custos, de investimentos e de caixa, nos deparamos também nos últimos anos com as crises financeira pós-Enron, pós-Arthur Andersen e pós-Nasdaq, além da de 2008, crises estas que tiveram como efeitos colaterais uma maior exigência com a qualidade e integridade das demonstrações financeiras,da melhoria dos controles internos (famosa SOX) e uma maior responsabilização dos executivos financeios e demais gestores, ambiente este refletidonas novas regras de governança corporativa e compliance que se tornaram mandatórias para todas as empresas responsáveis.

Os desafios não param por aqui. Na era da revolução 4.0 (a “era digital”), novos desafios se apresentam. Além da maior transparência, as mídias sociais nos exigem mais agilidade e qualidade da informação, e a busca por maior produtividade associada à excelência operacional passou a ser uma prioridade em todos os processos e operações.

O mundo mudou, vivemos a quebra de paradigmas, a era da inovação disruptiva, sinalizando a necessidade de um novo modelo de desenvolvimento mais sustentável socialmente e mais ético. Estes são apenas alguns dos desafios dos novos tempos!

Ao longo destes 41 anos de Brasil, dos quais 35 em carreira profissionalna Anglo American e na AngloGold Ashanti, pude desenvolver uma carreira sólida em companhias que sempre comungaram princípios e valores dos mais destacados, os quais crescem em importância nestes momentos de crise moral que atravessamos. 

A AngloGold Ashanti, uma das empresas hoje aqui homenageadas, acaba de completar 183 anos de história empresarial na mineração de ouro, que se iniciou nos idos de 1834 com a Saint John D´El Rei Mining, empresa que nasceu e cresceu embasada numa sólida capacidade técnica e de inovação as-sociada a princípios e valores robustos.

Estes princípios herdados e aprimorados ao longo da história da empresa e o compromisso de buscar continuamente estar sempre à frente do seu tempo têm sido o sustento desta longevidade.

Temos como objetivo ser uma operação de classe mundial comprometida com a segurança, com a entrega sustentável da produção, e na geração de caixa, em qualquer cenário de preço da commodity.

Uma homenagem como a que recebo hoje não seria possível sem que fizesseparte de um grande time e de uma grande empresa.

Por isto, divido este prêmio com meus colegas da AngloGold Ashanti, em especial os da área de Fi-nanças, aqui representados pelo Klaus Rohrbach, e da área de Negócios Imobiliários, representada pelo André Pompéu, e ainda, com toda a diretoria aqui representada pelo Camilo Farace e Ewerton Trindade.

 A todos agradeço por todo o apoio e contribuições para o meu aprendizado e desempenho ao longo destes anos.

 Não poderia deixar de destacar o papel da minha família. Meus pais que com sacrifício e determinação me educaram e orientaram na vida. E, em especial, minha esposa Lícia que, ao longo destes 31 anos de vida em comum, foi minha mais preciosa “timoneira”, me garantindo o conforto do lar, a tranquilidade da educação dos nossos filhose a presença sempre marcante de apoio e encorajamento nos momentos difíceis da vida profissional. Saúdo meus filhos também por contribuírem com suas constantes indagações e anseios para o meu contínuo aprendizado do papel de pai. 

 Por último gostaria de parabenizar, nas pessoas de seus líderes, as empresas “Excelência em Finanças Corporativas” nesta noite também homenageadas. São empresas cidadãs que se destacam pelos bons resultados financeios e pelas boas práticas em suas áreas de atuação, contribuindo para o desenvolvimento e bem-estar da sociedade mineira e brasileira. 

Meu agradecimento mais uma vez a todos e em especial aos colegas do IBEF pela homenagem e presença nesta noite, desejando a todos uma excelente noite, um feliz finalde ano que se aproxima, com esperanças renovadas para um 2018, com um final feliz.

As soluções que o país espera não virão todas do governo

Primeiramente, agradeço ao Sr. Laurindo Souza de Deus Filho e ao Sr. Carlos Alberto Teixeira de Oliveira, presidente e vice-presidente do Conselho de Administração do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças de Minas Gerais, pelo convite para assumir a Presidência desta Instituição.

Faço também um agradecimento especial ao Sr. Gilson de Carvalho e a toda a diretoria pelos trabalhos prestados ao IBEF-MG.

 Assumo a presidência com responsabilidade e com o compromisso de promover a conectividade entre as pessoas das comunidades financeirae de negócios, fortalecendo as atividades desenvolvidas, em âmbito regional e global.

Estaremos focados em:

• promover o desenvolvimento da marca IBEF;

• desenvolver atividades de Networking, por meio da ampliação das vivências técnicas

• fomentar o debate de temas atuais e inova dores que enderecem o aprimoramento da gestão financeira 

• acelerar o modelo de comunicação digital

• e em promover ações que favoreçam a captação e retenção de associados

Precisamos consolidar o IBEF Minas Gerais como um espaço democrático, pluralista e inovador no cenário regional e nacional. E assim, assumir uma instância propícia ao ouvir, compartilhar experiências e ajudar no direcionamento das ações. 

À medida que a conjuntura nacional se torna mais complexa, mais o IBEF se consolida como um fórum privilegiado, mais somos chamados à ação, como formadores de opinião, formuladores de estratégias e de decisões.

Mas vamos falar do dia de hoje. É com muita alegria que estamos reunidos para a cerimônia de entrega do Prêmio Equilibrista 2017, outorgado pelo Instituto Brasileiro de Executivos Financeiros.

Agradecemos aos colegas de diretoria, conselhos, associados e a todos aqueles que nos honram com sua presença nesta noite de solenidade.

Cumprimento em nome do IBEF MG todas as empresas vencedoras e agraciadas nesta premiação com o Troféu Excelência em Finanças Corporativas de Minas Gerais.

Nesse sentido, formulo aos dirigentes e colaboradores da AngloGold Ashanti, Banco Fidis, Mi-crocity, Unimed-BH e Grupo Hermes Pardini – a qual tenho o privilégio de pertencer – os nossos especiais parabéns.

Esta premiação reconhece o bom desempenho realizado por empresários e executivos nas empresas, de forma a superar o momento de crise e prepará-las para que possam voltar crescer.  Mantendo-nos otimistas e atentos à história econômica do Brasil, sabemos que após cada período de dificulddes, a economia se recompõe e se estabiliza em um patamar superior ao anterior.

Dentro das empresas, nossa responsabilidade como gestores é contribuir para que os ajustes se façam na direção e intensidade necessárias. Ao mesmo tempo, precisamos administrar os impactos e consequências sobre nossos negócios, mitigando seu custo social e financeio.

Temos que pensar grande, pensar à frente, monitorar todas as variáveis, apostar no planejamento e executar com disciplina e convicção. 

As soluções que o país espera não virão todas do governo. Os setores produtivos, financeio e a elite empresarial têm um papel a cumprir na formulação de táticas e estratégias de superação da crise.

Tenho certeza que em alguns meses estaremos colhendo os frutos do ajuste da economia, para iniciar a ascensão em direção a um degrau mais elevado de produção e crescimento sustentável.

Por fim,quero parabenizar o homenageado desta noite, Agostinho Tibério Costa Marques diretor financeio da AngloGold Ashanti, por sua carreira exemplar, por sua ativa contribuição a diversas entidades de classe e pela importância do prêmio que recebe.  Essa premiação é símbolo do reconhecimento coletivo da sua capacidade de administrar nos momentos de incertezas, como bom equilibrista. 

Peço uma salva de palmas em sua homenagem.

 

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