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Ex-presidente fez palestra para empresários e inaugurou quadro para GaleriaPor

A indústria tem futuro. Stefan Bogdan Salej terminou sua palestra para empresários mineiros dizendo que o setor passa por diferentes fases, mas que não desaparece. Ele esteve na sede da Fiemg, instituição que dirigiu de 1995 a 2002, em Belo Horizonte, na manhã desta quinta-feira, 24 de maio. Após sua fala, o industrial descerrou seu retrato para a Galeria de Ex-presidentes da Federação.
O ex-presidente ministrou a palestra “A indústria tem futuro? – Uma visão internacional”. Para ele, a desindustrialização é uma fase do setor, vivida não só no Brasil, como em diversos países. “Alguns locais já vivem uma ‘reindustrialização’, com tecnologia e inovação”, afirmou. Stefan Salej acredita que a indústria brasileira tem lugar de destaque no mercado mundial. “Produtos mineiros podem ter grande sucesso. Já acontece com a cachaça, vendida em dezenas de nações”, exemplificou.
Salej enfatizou a necessidade de se investir em educação e no incentivo ao empreendedorismo. “A força motriz de uma nação é o empresário inovador”, garantiu. Para ele, isso deve ser somado a uma política industrial sólida e que seja parte de uma estratégia brasileira de desenvolvimento. “Todos os países bem-sucedidos têm uma boa política industrial”, afirmou.
A mesa de homenagem ao ex-presidente da Fiemg, Stefan Bogdan Salej, foi formada pelo atual presidente da Federação, Olavo Machado Junior, pelo ex-ministro João Camilo Penna, pelo empresário José Maria Barra, e pelo secretário-adjunto de desenvolvimento econômico de Minas Gerais, Fábio Veras.
Trajetória
O esloveno-mineiro Stefan Bogdan Salej carrega no estilo enérgico o poder de empreender. Nascido em 1943 em Liubliana, na Eslovênia, viveu as agruras de um país em guerra.

Por causa do grande conflito mundial, viu a família separada com a mudança forçada do pai para o Brasil e a prisão da mãe. O refúgio no trabalho e nos estudos era combustível para a formação do jovem. Nas décadas seguintes, toda sua atuação à frente das empresas e instituições de representação empresarial se pautaram na rigidez das decisões e na crença na formação do ser humano.
Em 1960, Salej mudou-se para Belo Horizonte. Na capital mineira, a família se reencontrou. Mesmo construindo a vida no Brasil, manteve seus vínculos com a Eslovênia. Entre 1968 e 1974, foi correspondente para a América Latina do maior jornal daquele país, o Delo. Em 1970, formou-se em administração de empresas pela UNA e criou, em seguida, a Tecnowatt – Indústria Eletrônica Ltda., para produzir relés fotoelétricos. Com apenas quatro anos de existência, a empresa fez a sua primeira exportação, para o Chile, e em 2003, quando foi vendida para um grupo espanhol, exportava para 14 países.
O pioneirismo e a visão de mercado fizeram de Salej um grande líder empresarial. Em 1987, tornou-se vice-presidente regional da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). No mesmo ano, em abril, assumiu a presidência do Centro das Indústrias das Cidades Industriais de Minas Gerais (Cici-MG). No cargo, defendeu os interesses das indústrias, principalmente nos casos de invasões de fábricas, como a da Mannesmann, em 1989, e se coloca como um dos porta-vozes da classe empresarial. Sua atuação o credenciou a ser como um dos vice-presidentes na chapa de José Alencar Gomes da Silva na sucessão de Nansen Araujo na presidência do Sistema Fiemg. Em 1991, assume também a presidência do Sebrae-MG.
Em 1995, é eleito presidente do Sistema Fiemg, função que exerce até 2002. Como representante máximo da indústria mineira, imprime o mesmo ritmo adotado nas outras entidades que presidiu. Reestrutura os vários órgãos ligados à indústria e passa a atuar de forma ousada na defesa dos interesses das empresas mineiras, em ações em busca de maior qualificação dos trabalhadores e na abertura de novos mercados. Marcas de sua passagem pela entidade são a instituição do Dia do Voluntariado, Dia V, a criação do Instituto Estrada Real, o aumento significativo de alunos nas escolas técnicas e profissionais do Senai, e o trabalho pelos Arranjos Produtivos Locais do estado.

 

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