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O agronegócio mineiro confirma- se como destaque na economia do estado, mesmo tendo enfrentado desafios inesperados.
Na contramão dos demais setores produtivos, seu PIB atingiu o valor recorde de R$ 159,265 bilhões, incremento de 6,22% em relação a 2013, de acordo com os dados oficiais mais recentes. O resultado elevou a participação no PIB do agronegócio nacional, de 12,98%, em 2013, para 13,56%.
Na Balança Comercial também houve disparidade. O agro mais uma vez proporcionou o superávit no resultado geral do estado.
O crescimento foi de 23%, com o setor respondendo por 32,54% das vendas externas de Minas em novembro – crescimento de 19%, e diminuindo o volume de importações em 53%.
Dentre as excepcionalidades a estiagem severa teve o impacto mais evidente, especialmente nas lavouras. A seca está expressa no VBP (Valor Bruto da Produção), que, até novembro, foi estimado em R$ 47,9 bilhões. Ainda que tímido, o indicador cresceu 0,7% em relação ao ano passado.
O desempenho foi impulsionado pela pecuária, principalmente pela bovinocultura de corte e pela suinocultura. Os produtos das criações de animais registraram VBP 3,7% maior, enquanto os cultivos decresceram 1,3%. Uma das exceções na agricultura foi o café, pois a recuperação dos preços este ano garantiu ao segmento aumento de 16,1% no VBP.
Seca A estiagem persistente, mesmo no período das águas, pôs a agropecuária em alerta e comprometeu a produção de grãos, de café, de cana-de-açúcar e as pastagens.
Também fez surgir conflitos pelo uso da água, devido à diminuição da sua disponibilidade, o que influenciou negativamente a irrigação.
“Desde o primeiro semestre, acompanhamos a influência do clima na agropecuária mineira. A situação nos levou a buscar a implementação de políticas públicas para atender ao produtor fragilizado pela seca, como a renegociação de seus débitos com instituições financeiras, e manter-se no campo, com renda. Uma das conquistas foi a criação de uma linha de crédito emergencial junto ao BDMG (Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais) destinadas às cooperativas de crédito, com juros subsidiados ao produtor”, disse o presidente do Sistema FAEMG, Roberto Simões.
Legisl ação Não bastasse a adversidade climática, em 2014 os produtores também tiveram que lidar com o Cadastro Ambiental Rural. O prazo para a inscrição obrigatória teve início em maio e, até o momento, tem se configurado uma tarefa árdua devido à exclusão digital – realidade em grande parte das zonas rurais, pelas exigências burocráticas e pelas falhas da plataforma de inscrição. O ano terminará com menos de 10% das propriedades mineiras cadastradas, concentrando o grosso das inscrições nos primeiros cinco meses de 2015.
Obstáculos estruturais Somam-se aos desafios atípicos, os tradicionais entraves à produção, que, em 2014, não evoluíram para soluções, ou o fizeram muito pouco. Vias de escoamento, frete, armazenamento, infraestrutura básica (acesso a energia elétrica e telefonia), escassez de mão de obra, aumento da criminalidade, entre outras dificuldades, prejudicaram o setor este ano.
Superação Contudo, o agronegócio apresentou aspectos bastante positivos, como a abertura de novos mercados e o incremento de relações com clientes tradicionais. Também houve recuperação ou manutenção de preços de setores que amargaram crise nos anos anteriores, como suinocultura, pecuárias de corte e de leite, algodão e café. Nesse sentido, houve também um pouco de alívio para os produtores de cana, devido à recuperação dos preços, mas, não o suficiente para arrefecer a crise que o setor sucroenergético enfrenta desde 2008
.2015 – Promessa de um bom ano, apesar de incertezas sobre desempenho econômico do país e resquícios da seca “O setor enfrentou um período atípico, com vários desafios: seca prolongada, agravamento da crise no setor sucroenergético, implantação do Cadastro Ambiental Rural, instabilidades no mercado e nas instituições políticas devido à disputa eleitoral – só para citar alguns. Ainda assim, conseguiu não só um desempenho geral positivo como também avanços significativos, com aumento de demanda e expansão de exportações, principalmente na pecuária.
A expectativa para 2015 é de, pelo menos, manter este desempenho”, sintetiza Roberto Simões, presidente da FAEMG.
O próximo ano será de consolidação de alguns segmentos e recuperação de outros. Um dos desafios é a expectativa de aumento nos custos de produção. Alguns reajustes já estão anunciados como energia elétrica, combustíveis e salários. Outros ainda são uma incógnita, como o câmbio. A previsão é que o valor médio do dólar no próximo ano será de R$ 2,58 (Boletim Focus/Banco Central).
Por um lado, o câmbio neste patamar cria mais oportunidade para a exportação; por outro, contribui para o aumento do custo de produção, principalmente de insumos importados (agroquímicos, medicamentos, fertilizantes, maquinário).
De modo geral, independentemente da atividade agropecuária, os resultados de 2015 dependerão das ações públicas para fomentar a economia e da conjuntura externa.
Também se espera que o governo dê atenção ao agronegócio, atendendo a demandas antigas, como políticas de longo prazo. Da parte do produtor, as palavras-chave serão gestão, produtividade, inovação, qualidade e sustentabilidade.
“O desempenho de cada produto está vinculado a uma série de fatores, da crise mundial e as políticas econômicas aos fenômenos climáticos.
De forma geral, esperamos outro ano igualmente bom, mas de muito mais estabilidade para a agricultura e a pecuária”, resume Roberto Simões.

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