Setor de mineração permanece no mesmo padrão de crescimento do início da pandemia
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A KPMG realizou um levantamento analisando os quatro padrões de retomada dos 40 principais setores da economia brasileira após um ano de pandemia da covid-19. Segundo estudo, o setor de mineração está no estágio “transformar para emergir” em que as empresas se recuperarão, mas ao longo de um caminho prolongado, exigindo reservas de capital para resistir e transformar modelos operacionais e de negócio. Trata-se do mesmo padrão de retomada observado na primeira edição da pesquisa realizada em abril do ano passado.

Entre as tendências para o setor de mineração apontadas pelo estudo na nova edição, estão a recuperação nos preços das principais commodities que favorece a retomada de projetos para expansão da produção, os riscos da cadeia de suprimento que permanecem em função da possibilidade de novas medidas de lockdown; as oportunidades para realização de fusões e aquisições no médio e longo prazo, com destaque para operações envolvendo ativos de ouro; a rediscussão do relacionamento com acionistas, incluindo comunidades e autoridades governamentais; a gestão de aspectos ESG (da sigla em inglês para meio ambiente, social e governança) em pauta, com destaque especial para transparência para esse setor; e o alto nível de liquidez, mas ainda existentes desafios para acesso a fontes de financiamento.

Com relação aos desafios da nova realidade para o setor de mineração, o relatório apontou os seguintes:

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• Modelo de negócios e gestão de riscos: revisão da relação das empresas com agentes reguladores e comunidades impactadas, impactando o modelo de operação nos projetos de mineração. Maior transparência e melhor gestão de relações com acionistas


• Modelo operacional: ampliação da automação operacional, da eletrificação de veículos e equipamentos e das alternativas para controle remoto do processo produtivo por meio da utilização de novas tecnologias.


• Mudanças de hábitos dos consumidores: aumento da demanda por minerais estratégicos aplicados em novas tecnológicas, como veículos elétricos e baterias.


• Colaboradores: implementação de estratégias para proteger os empregados da exposição à covid-19 e limitar o risco de interrupção das operações.
 
• Estrutura de capital: desafios para o acesso a novas fontes de capital.
“A pesquisa mostrou que o setor de mineração permanece no mesmo estágio de um ano após o início da pandemia. Contudo, para esse novo contexto, devemos levar em consideração o aumento da demanda nos últimos meses e do preço das commodities minerais e ampliação dos debates sobre saúde, segurança e meio ambiente”, analisa o sócio líder de mineração da KPMG, Ricardo Marques.


Sobre a pesquisa “Tendências e a nova realidade – 1 ano de covid-19”:

O documento da KPMG traz informações relevantes e um balanço sobre como as empresas vêm respondendo aos desdobramentos desde o início da crise. Segundo o relatório. De acordo com a pesquisa, podem ser consideradas em “processo de crescimento”, as indústrias e empresas que escalam o pós covid-19 com o comportamento do consumidor favoravelmente alterado durante a crise. Já no “retorno ao normal”, essas organizações são vistas como essenciais. No terceiro estágio intitulado no relatório como “transformar para emergir” estão as indústrias e empresas que precisam se transformar para emergir mais fortes e mais alinhados com as mudanças nas prioridades e nos padrões comportamentais dos consumidores. Por fim, em “reiniciar”, essas organizações lutam para se recuperar da covid-19 devido à demanda permanentemente reduzida por ofertas, capital insuficiente para evitar recessão prolongada ou má execução da transformação digital.

“A análise destaca que líderes de diferentes mercados têm buscado enfrentar esse momento com resiliência, informação e planejamento estratégico, de modo a antecipar possíveis entraves e obstáculos e, assim, obter os resultados esperados mesmo em um período complexo e desafiador. O estudo aponta as especificidades dos setores abordados, incluindo as tendências, as medidas que as empresas têm adotado para mitigar os reflexos do atual cenário, os principais desdobramentos observados neste último ano, as lições aprendidas e os riscos inerentes aos mercados”, finaliza o sócio de clientes e mercados da KPMG no Brasil e América do Sul, Jean Paraskevopoulos.

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