Dados foram ainda piores do que o previsto pelo mercado

O PIB dos Estados Unidos despencou 4,8% no primeiro trimestre de 2020, uma baixa ainda pior do que os -4% previstos pelo mercado financeiro no início da pandemia de covid-19. Entre os principais fatores desencadeados pela crise do coronavírus estão o freio no consumo de serviços – que representa cerca de 75% do PIB – e também nos gastos do governo, que têm papel indutor importante para a economia.

A diferença de 0,8% entre a projeção e o dado consolidado representa cerca de 170 bilhões de dólares, o equivalente ao PIB da Hungria. Esta é a pior recessão nos Estados Unidos desde 1929, ano do crash da bolsa de valores de Nova York. Segundo Leonardo Trevisan, economista e professor de Relações Internacionais da ESPM SP, a queda brusca deverá prosseguir no segundo trimestre. “O número recorde de desempregados seguirá tendo impacto pesado no consumo no segundo trimestre.

Portanto, o cenário não deve apresentar melhoras tão cedo”, afirma. A conjuntura econômica nos Estados Unidos se torna ainda mais incerta com as eleições presidenciais previstas para novembro deste ano. “As primeiras sondagens indicam que a pandemia teve o efeito de dar ligeira vantagem ao democrata Joe Biden, concorrente de Trump. Porém, o cenário segue indefinido, já que Biden tem se envolvido em polêmicas na sua vida pessoal, o que tem peso na dinâmica eleitoral”, diz Trevisan.

Outra variável preocupante é a própria dinâmica da covid-19, que ainda não chegou com força na região central e sulista do país. “Os prejuízos tendem a ser maiores em estados mais pobres, com menos margem de manobra financeira e de infraestrutura. Essa dinâmica pode aprofundar a crise ao longo de todo o ano.” A ESPM é uma escola de negócios inovadora, referência brasileira no ensino superior nas áreas de Comunicação, Marketing, Consumo, Administração e Economia Criativa.

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