Produção industrial brasileira recuou em agosto
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Na série com ajuste sazonal, contudo, a indústria assinalou queda de 0,6% ante julho que compensou a alta de 0,6% observada no mês anterior. A média móvel de três meses terminada em agosto registrou   -0,1%, primeiro resultado negativo desde março deste ano. Em agosto, o nível de produção dessazonalizado se situou 1,5% abaixo do visto em fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 17,9% aquém do recorde alcançado em maio de 2011.

As influências negativas mais importantes ocorreram em três setores com grande peso: Coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-4,2%), Produtos alimentícios (-2,6%) e Indústrias extrativas (-3,6%). Todos eles haviam crescido em julho. Vale destacar também o recuo de 4,6% de Produtos têxteis. Por outro lado, Veículos automotores, reboques e carrocerias (10,8%), Máquinas e equipamentos (12,4%) e Outros produtos químicos (9,4%) exerceram os principais impactos positivos em agosto.

A queda ficou restrita a apenas 8 dos 26 ramos. O índice de difusão calculado pela LCA – a proporção dos ramos de atividade que cresceram no mês, na série dessazonalizada – ficou em 69,2%, acima dos últimos dois meses e da média de 51,1% observada entre 2002 e 2021.

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Alguns sinais de moderação do ritmo de melhora da indústria passaram a ser notados, mesmo com a ampliação das medidas de estímulo governamental, como os pagamentos maiores do Auxílio Brasil e Auxílio Gás e a ajuda excepcional a caminhoneiros e taxistas. Certo esgotamento do processo de recomposição de estoques, o aperto da política monetária e a falta de reação da indústria extrativa são parte da explicação.

Os resultados recentes das sondagens da indústria reiteram esse desempenho mais fraco da indústria. Assim, estimativas preliminares para a produção industrial de setembro indica uma ligeira alta de 0,1% na comparação interanual. Em termos dessazonalizados, haveria baixa de 0,8% em relação a agosto.

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Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física – Brasil – Fonte IBGE – Base: Agosto de 2022

Em agosto de 2022, a produção industrial nacional caiu 0,6% frente a julho, na série com ajuste sazonal, eliminando o avanço de 0,6% do mês anterior. Frente a agosto de 2021, na série sem ajuste, a indústria cresceu 2,8%, após recuar em junho (-0,4%) e julho (-0,4%). No ano, a indústria acumula queda de 1,3% e, em 12 meses, queda de 2,7%.

Agosto 2022/Julho 2022 -0,6%
Agosto 2022/Agosto 2021 2,8%
Acumulado no ano -1,3%
Acumulado em 12 meses -2,7%
Média Móvel Trimestral -0,1%

Na queda de 0,6% da indústria na passagem de julho para agosto, duas das quatro grandes categorias econômicas e oito dos 26 ramos pesquisados mostraram redução na produção. Com esses resultados, o setor industrial ainda se encontra 1,5% abaixo do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 17,9% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.

Entre as atividades, as influências negativas mais importantes vieram de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-4,2%), produtos alimentícios (-2,6%) e indústrias extrativas (-3,6%). Vale destacar também o recuo de 4,6% do ramo de produtos têxteis.

Por outro lado, entre as dezoito atividades com expansão na produção, veículos automotores, reboques e carrocerias (10,8%), máquinas e equipamentos (12,4%) e outros produtos químicos (9,4%) exerceram os principais impactos em agosto de 2022. Outras contribuições positivas relevantes vieram de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (9,9%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (6,0%), de outros equipamentos de transporte (8,9%), de produtos diversos (7,4%) e de bebidas (1,7%).

Produção Industrial por Grandes Categorias Econômicas  –  Brasil – Agosto de 2022
Grandes Categorias Econômicas Variação (%)
Agosto 2022 /Julho 2022* Agosto 2022 /Agosto 2021 Acumulado   Janeiro-Agosto Acumulado nos Últimos 12 Meses
Bens de Capital 5,2 4,0 -1,2 1,7
Bens Intermediários -1,4 2,1 -1,1 -2,2
Bens de Consumo -1,0 4,0 -1,9 -5,1
Duráveis 6,1 13,6 -7,2 -12,9
Semiduráveis e não Duráveis -1,4 1,9 -0,6 -3,0
Indústria Geral -0,6 2,8 -1,3 -2,7
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Estatísticas Conjunturais em Empresas
*Série com ajuste sazonal

 

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com julho, bens de consumo semi e não duráveis (-1,4%) e bens intermediários (-1,4%) tiveram taxas negativas, com ambas eliminando parte dos avanços do mês anterior: 1,5% e 1,8%, respectivamente. Por outro lado, houve altas nos setores de bens de consumo duráveis (6,1%) e de bens de capital (5,2%), com o primeiro voltando a crescer após recuar 6,7% em julho e o segundo interrompendo dois meses consecutivos de queda, período em que acumulou perda de 5,2%.

Média móvel trimestral varia -0,1% no trimestre encerrado em agosto 

Ainda na série com ajuste sazonal, a média móvel trimestral para a indústria foi de -0,1% no trimestre encerrado em agosto de 2022 frente ao nível do mês anterior, interrompendo a trajetória ascendente iniciada em março de 2022.

Entre as grandes categorias econômicas, bens de consumo semi e não duráveis (-0,3%), bens de capital (-0,1%) e bens intermediários (-0,1%) assinalaram os resultados negativos nesse mês, com a primeira interrompendo dois meses consecutivos de crescimento, período em que acumulou expansão de 1,0%; e as duas últimas revertendo os avanços do mês anterior: 0,3% e 0,1%, respectivamente. Por outro lado, o setor de bens de consumo duráveis cresceu 1,7% em agosto de 2022 e permaneceu com a trajetória ascendente iniciada em março de 2022.

Frente a agosto de 2021, a indústria avança 2,8% 

Na comparação com agosto de 2021, o setor industrial avançou 2,8% em agosto de 2022, com resultados positivos em quatro das quatro grandes categorias econômicas, 15 dos 26 ramos, 41 dos 79 grupos e 48,0% dos 805 produtos pesquisados. Vale citar que agosto de 2022 (23 dias) teve um dia útil a mais do que igual mês do ano anterior (22).

Entre as atividades, as principais influências positivas vieram de veículos automotores, reboques e carrocerias (19,3%), outros produtos químicos (10,6%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (5,0%) e produtos alimentícios (3,2%). Vale destacar também as contribuições positivas dos ramos de celulose, papel e produtos de papel (9,3%), de bebidas (8,9%), de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (9,7%), de outros equipamentos de transporte (17,4%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (7,5%), de couro, artigos para viagem e calçados (9,0%) e de produtos diversos (9,8%).

Por outro lado, ainda em relação a agosto de 2021, entre as 11 atividades em queda, indústrias extrativas (-7,3%) exerceu a influência mais intensa, pressionada pela menor produção de minérios de ferro e óleos brutos de petróleo. Outros impactos negativos importantes vieram de metalurgia (-4,1%), produtos de metal (-6,9%), produtos de madeira (-13,8%), produtos têxteis (-10,4%), móveis (-13,8%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-4,8%).

Entre as grandes categorias econômicas, ainda no confronto com igual mês do ano anterior, bens de consumo duráveis (13,6%) teve a expansão mais acentuada. Os setores produtores de bens de capital (4,0%), de bens intermediários (2,1%) e de bens de consumo semi e não duráveis (1,9%) também mostraram resultados positivos, com o primeiro apontando crescimento mais intenso do que o observado na média da indústria (2,8%); e os dois últimos registrando avanços mais moderados.

O setor de bens de consumo duráveis avançou 13,6%, terceiro resultado positivo consecutivo nessa comparação. O setor foi impulsionado pela alta na fabricação de automóveis (39,9%). Vale citar também os avanços de eletrodomésticos da “linha marrom” (16,3%) e motocicletas (18,4%). Por outro lado, os impactos negativos vieram da menor produção de eletrodomésticos da “linha branca” (-19,1%) e dos grupamentos de outros eletrodomésticos (-15,8%) e de móveis (-19,1%).

A produção de bens de capital cresceu 4,0%, interrompendo dois meses de quedas. O segmento foi influenciado pela expansão no grupamento de bens de capital para equipamentos de transporte (15,7%). Os demais resultados positivos foram nos grupamentos de bens de capital para construção (22,8%), para energia elétrica (19,5%) e de uso misto (2,1%). Os impactos negativos vieram de bens de capital agrícolas (-6,0%) e para fins industriais (-1,6%).

O segmento de bens intermediários subiu 2,1%, intensificando o avanço de 0,3% registrado em julho. O resultado desse mês foi explicado pelos avanços nas atividades de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (9,3%), veículos automotores, reboques e carrocerias (18,7%), outros produtos químicos (10,7%), celulose, papel e produtos de papel (10,9%), produtos alimentícios (4,3%), máquinas e equipamentos (6,0%) e produtos de borracha e de material plástico (2,3%), enquanto as pressões negativas foram registradas por indústrias extrativas (-7,3%), metalurgia (-4,1%), produtos de metal (-7,0%), produtos têxteis (-7,6%) e produtos de minerais não metálicos (-2,4%).

Ainda nessa categoria econômica, vale citar também os resultados de insumos típicos para construção civil (-4,3%), que marcou o 12º recuo seguido nesse tipo de comparação; e de embalagens (0,0%), que repetiu o patamar do mês anterior após avançar 2,2% em julho.

O setor de bens de consumo semi e não duráveis cresceu 1,9% em agosto de 2022 frente a igual período de 2021, quinto resultado positivo consecutivo nessa comparação. A alta nesse mês foi explicada pelos avanços nos grupamentos de não duráveis (5,7%) e de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (2,2%). Vale citar também o resultado positivo do grupamento de semiduráveis (1,1%). Por outro lado, o grupamento de carburantes (-3,6%) recuou, pressionado pela menor produção de álcool etílico.

Todas as grandes categorias econômicas acumulam quedas no ano 

No índice acumulado no ano, frente a igual período do ano anterior, o setor industrial assinalou queda de 1,3%, com resultados negativos em quatro das quatro grandes categorias econômicas, 17 dos 26 ramos, 57 dos 79 grupos e 60,5% dos 805 produtos pesquisados.

Entre as atividades, as principais influências negativas no total da indústria foram registradas por indústrias extrativas (-3,8%), produtos de metal (-11,1%), metalurgia (-5,3%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-12,1%) e produtos de borracha e de material plástico (-7,2%). Vale destacar também as contribuições negativas dos ramos de produtos têxteis (-13,4%), de móveis (-18,5%), de produtos de minerais não metálicos (-4,7%), de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-6,4%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-7,4%), de veículos automotores, reboques e carrocerias (-1,6%) e de máquinas e equipamentos (-2,3%).

Por outro lado, entre as nove atividades com expansão, a de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (9,4%) exerceu a maior influência. Outros impactos positivos importantes vieram de bebidas (4,8%), outros produtos químicos (2,3%), produtos alimentícios (0,8%) e celulose, papel e produtos de papel (3,1%).

Entre as grandes categorias econômicas, o perfil dos resultados para os oito meses de 2022 mostrou menor dinamismo para bens de consumo duráveis (-7,2%), pressionada pelas reduções na fabricação de eletrodomésticos da “linha branca” (-20,0%) e da “linha marrom” (-9,3%). Os segmentos de bens de capital (-1,2%), de bens intermediários (-1,1%) e de bens de consumo semi e não duráveis (-0,6%) também tiveram resultados negativos no ano, mas todos com recuos menos intensos do que a média da indústria (-1,3%).

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