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Por: Paulo Queiroga

 

A experiência da Copa das Confederações e da Jornada Mundial da Juventude, eventos ocorridos no primeiro semestre, escancarou a precariedade do turismo brasileiro e serviu de alerta para governo e “trade” se precaverem para a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

O presidente da Embratur, Flávio Dino, em audiência pública realizada em setembro na Câmara dos Deputados, admitiu que o grande problema do turismo brasileiro é a falta de competitividade. Preço e qualidade são as principais dificuldades do setor.

Outro problema a ser enfrentado pelo turismo, segundo Dino, é a dependência do transporte aéreo. “Não temos integração ferroviária com países vizinhos, temos barreiras naturais como os Andes e a Amazônia, portanto, dependemos da aviação regional”, explicou. Diante disso, o presidente da Embratur apontou a necessidade da atuação de mais companhias aéreas regionais para operar esses voos e de subsídios para promover novas concessões desse tipo.

Como solução, Flávio Dino sugere uma política de “céus abertos” na América do Sul, como incentivo, da mesma forma como foi feito na Europa. Além disso, ele defende as desonerações tributárias que beneficiem o setor, como para os combustíveis de aviões.

 

Brasileiro não fala outra língua

Dino também considera insuficiente o número de pessoas atuando no setor, que falam inglês e acha impossível que se formem profissionais a tempo. “Vamos investir em novas tecnologias, como aplicativos e centros informatizados de atendimento e suporte ao turista”, informou.

O presidente da Embratur também pediu que os deputados alterem a Lei Geral de Turismo para definir melhor as atribuições da Embratur e do Ministério. Dino fez ainda um apelo para que o orçamento da Embratur para 2014 seja reforçado.

Apesar da precariedade na qualidade e altos preços que comprometem o bom desempenho do setor, a situação do turismo no Brasil como motor da economia comparado aos anos anteriores é relativamente boa. No ano passado, o setor movimentou R$ 247 bilhões. O valor superou as marcas de 2011 (R$ 238 bilhões) e de 2010 (R$ 228 bilhões).

A experiência vivida por algumas cidades que sediaram jogos da Copa das Confederações, em junho, deixou claro, por exemplo, que a sinalização nos principais destinos procurados pelos viajantes precisa ser melhorada. A deficiência, e até mesmo ausência de placas e outras formas de indicação de lugares, foi um dos itens mais criticados por turistas estrangeiros que responderam uma pesquisa do Ministério do Turismo.

 

Sinalização turística: um dos principais problemas

Em outro levantamento contratado pelo governo, mais de 20% dos brasileiros que viajaram pelo país em 2011 classificaram como ruim a sinalização turística nos destinos nacionais. A mesma pesquisa mostrou que, para os estrangeiros que avaliaram, no mesmo ano, 16 serviços turísticos, a sinalização das cidades ocupa a 12ª posição, superando apenas as críticas atribuídas à qualidade dos aeroportos, aos serviços de telefonia e à internet, às condições das rodovias e aos preços.

No ano passado, o governo federal destinou R$ 38,5 milhões para que as cidades-sede da Copa do Mundo investissem em sinalização turística. Em setembro, o Ministério do Turismo anunciou que R$ 19 milhões foram reservados para a colocação de placas indicativas, desta vez, nas cidades históricas. Segundo o ministério, mais de 30 destinos, em 17 estados receberão ajuda financeira para adequar esses mecanismos de comunicação aos padrões internacionais. Congonhas, Diamantina, Mariana, Ouro Preto, Sabará, São João Del Rei e outras cidades de Minas Gerais, de São Paulo e do Rio de Janeiro vão receber R$ 5,5 milhões.

O fato da Embratur admitir, em audiência pública, a precariedade do sistema é um sinal de que há alguma senso crítico por parte do governo. O trabalho, agora é, em tempo recorde, levantar recursos e aplicá-los, efetivamente nas falhas do sistema.

Ano que vem tem eleição e tem Copa. A esperança é o que esses eventos possam contribuir para uma razoável melhoria dos serviços no setor.

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