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Fernando Soares Rodrigues
Jornalista especializado em economia e finanças

 

Os investidores em fundos de investimentos financeiros e CDBs (Certificados de Depósitos Bancários) – renda fixa – são obrigados a realizar cálculos sobre a rentabilidade real de suas aplicações a cada corte que o Comitê de Política Monetária (Copom) realiza na taxa Selic, os juros básicos da economia.

Taxa Selic próxima ou abaixo de 9% ao ano pode tornar as cadernetas de poupança mais rentáveis que muitas aplicações em fundos de renda fixa e CDBs. As cadernetas oferecem rentabilidade líquida ao ano de 6% mais a variação da TR que pode elevar esse percentual para cerca de 7%.

Já a rentabilidade líquida dos fundos de renda fixa e DI depende da incidência da alíquota regressiva do Imposto de Renda conforme o prazo da aplicação, da cobrança do IR através da sistemática de “come cotas” que incide a cada seis meses e das taxas de administração cobradas pelos administradores dos recursos. Os analistas de fundos apontam que as taxas de administração superiores a 1,5% ao ano tornam os fundos de renda fixa e DI menos competitivos que as cadernetas se a taxa Selic encerrar 2012 próxima de 9% ao ano, conforme as previsões do mercado.

Nos CDBs, só consegue a rentabilidade máxima próxima da taxa Selic quem aplica quantias elevadas nos grandes bancos – entre R$ 100 mil a R$ 500 mil -, ou se submete às taxas atrativas, mas mais arriscadas oferecidas por bancos menores e com maior necessidade de captação de recursos no mercado.

Sobre os CDBs incide a tributação regressiva de IR que vai de 22,5% nos seis meses até os 15% nos dois anos da aplicação.
Somente mediante remuneração líquida bem superior à da poupança compensa aplicar nos CDBs no curto e médio prazo.

Esse quadro mais complexo no mercado de renda fixa começou em setembro do ano passado, quando o Copom iniciou o processo de redução da Selic confiante no desaquecimento da economia e colocando em segundo plano o combate à inflação. Ao mesmo tempo, por razões políticas, o governo não teve condições de mexer na remuneração das cadernetas de poupança.

Pelo discurso da diretoria do BC o atual procedimento da autoridade monetária vai continuar. Durante palestra para analistas mineiros na APIMEC-MG dia 13 de abril passado, em Belo Horizonte, o diretor de Política Monetária do BC, Aldo Mendes voltou a afirmar que o órgão continua empenhado em reduzir os juros básicos da economia para estimular o crescimento econômico. O ideal para o BC seria determinar um percentual de juro real neutro que permitisse o crescimento econômico sustentável (sem pressão inflacionária), acrescentou.

A inflação oficial anualizada acima de 5% -IPCA de março foi de 5,24% – e a expectativa de aceleração da atividade econômica no segundo semestre, conforme admite o próprio BC, são fatores que podem levar o Copom a reavaliar seu posicionamento no final do ano. O mercado – boletim Focus da segunda quinzena de abril – prevê a volta da Selic para 10% ao ano em 2013 diante da previsão da alta da inflação anualizada para 5,50%. O investidor na renda fixa terá então que rever a sua estratégia atual.

Destaques empresariais
Ótimos resultados: A Cemig registrou ótimos resultados em 2011, que se traduziram em receitas expressivas para seus acionistas, entre os quais os dois maiores majoritários são o Estado e a Andrade Gutierrez Construções. O lucro líquido de R$ 2,4 bilhões correspondeu à expansão de 7% em relação ao ano anterior. O aumento da receita líquida foi ainda maior, de 14% em relação ao ano anterior, ao atingir R$ 15,8 bilhões ao final de 2011.

Mediante a receita praticamente certa e crescente obtida através do fornecimento de energia a 11,5 milhões de consumidores em Minas e em mais 21 estados, a empresa distribuiu 54% de dividendos sobre o lucro líquido ou R$ 1,2 bilhão.

Estrangeiros: Os investidores estrangeiros que representam 80% do total dos detentores de ações preferenciais nominativas (PN) da Cemig se beneficiam também dos bons resultados da Cemig, que não devem parar. No último encontro com analistas mineiros na APIMEC-MG, o diretor de finanças e relações com investidores da Cemig, Luiz Fernando Rolla disse que “vamos trabalhar duro este ano para pagarmos dividendos ainda maiores aos acionistas”.

Opção global: – O potencial alcançado pela empresa mineira de energia demonstra que ela é uma opção global de investimentos segundo sua Diretoria de Relações com Investidores.

Ao final do ano passado, seus ativos totais alcançaram R$ 37,4 bilhões, o patrimônio líquido (capital mais reservas) R$ 11.7 bilhões, o faturamento R$ 22,8 bilhões, a receita líquida R$ 15,8 bilhões e o valor de mercado (a soma de todas as ações) R$ 28,1 bilhões. O valor de mercado da empresa evoluiu 277% desde 2003, o que demonstra que suas ações se constituíram no período excelente opção de investimentos.

Setor em alta: – O antigo sócio da Cemig, o grupo americano de energia AES Brasil que controla a AES Eletropaulo, AES Sul, AES Tietê e AES Uruguaiana mantém o ritmo de crescimento do setor elétrico no Brasil. Presidido pelo engenheiro mineiro Britaldo Pedrosa Soares, o AES Brasil alcançou ao final do ano passado, R$ 3 bilhões de lucro líquido (35% superior ao do ano anterior) através do atendimento a 7,5 milhões de clientes. No período, o grupo investiu R$ 1,2 bilhão. Para os próximos cinco anos, o AES Brasil prevê investimentos de
R$ 5,5 bilhões.

Apoio decisivo: – O setor do ensino privado é beneficiado pelos programas governamentais de financiamentos a estudantes carentes. Entre os destaques do setor encontra-se o Kroton, holding com ações em bolsa e criada a partir do sistema Pitágoras de Ensino, que tem entre seus principais acionistas o ex-ministro do governo Lula, Walfrido dos Mares Guia.

O presidente do grupo Kroton, Rodrigo Galindo, ao comentar os resultados de 2011, disse que o grupo registrou no período faturamento de R$ 880 milhões, 12% superior ao do ano anterior. O número de alunos presenciais cresceu 47% e o de alunos pela internet 37%.
Galindo afirmou que o crescimento do número de matrículas foi impulsionado basicamente pelo FIES (financiamento estudantil do governo). De cada três alunos do Kroton, um estuda com o FIES e 43% dos calouros contrataram o financiamento.

O grupo fechou 2011 com lucro de R$ 37,3 milhões após expansão acelerada de sua rede. O programa
de investimentos contou com a participação de grande investidor estrangeiro, o fundo americano Advent.

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