Planos de Saúde: Guia de portabilidade para auxiliar consumidor na mudança é lançado pela ANAB
Planos de Saúde: Guia de portabilidade para auxiliar consumidor na mudança é lançado pela ANAB
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Material desenvolvido pela associação traz dicas, passo a passo e orientações financeiras para o dinheiro economizado com o recurso.

Em tempos de crise sanitária e financeira, o brasileiro tem se desdobrado para equilibrar o orçamento sem abrir mão do plano de saúde. Em julho o setor registrou o total de 48,4 milhões de beneficiários, o maior número desde 2016 segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Na mesma medida, o interesse pela portabilidade de carências cresceu 42% de janeiro a julho deste ano. O recurso permite a mudança de plano sem a necessidade de novos prazos para utilização dos serviços.

Para auxiliar o consumidor no processo de portabilidade, a Associação Nacional das Administradoras de Benefícios (ANAB) acaba de lançar o Guia de Portabilidade dos Planos de Saúde, um material online e gratuito com todas as informações necessárias para o beneficiário solicitar a mudança.

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“Ter plano de saúde hoje é um dos maiores desejos de consumo do brasileiro, atrás apenas da casa própria e de educação. Enquanto o número de novos usuários cresce, vemos também uma parcela de pessoas que buscam uma solução para manter o plano, especialmente em virtude do preço. O guia da ANAB chega para mostrar ao consumidor que ele tem direito à portabilidade e que ela pode ser uma alternativa para reduzir valores e alinhar uma cobertura mais adequada às necessidades”, explica Alessandro Acayaba de Toledo, advogado especializado em direito na saúde e presidente da Associação Nacional das Administradoras de Benefícios (ANAB).

O guia da ANAB foi dividido em sete capítulos. Com uma linguagem didática, o consumidor vai entender o contexto legal da portabilidade, as vantagens para quem decide aderir, orientações para análise de caso, passo a passo do procedimento e dicas sobre segurança de dados. O material traz ainda um capítulo de orientações financeiras para quem deseja colocar as contas em dia com o dinheiro economizado no plano. As dicas são uma colaboração da Fiduc, uma fintech de investimentos e planejamento financeiro.

Por fim, o material traz ainda depoimentos de beneficiários que fizeram a portabilidade e hoje desfrutam de um plano mais acessível e ajustado a sua realidade. É o caso da aposentada Salua Assad Abirad, de São Paulo. Ela possui um plano coletivo por adesão e conseguiu reduzir quase pela metade o valor do plano após buscar o suporte da administradora de benefícios Qualicorp. “Hoje, o plano de saúde é a minha prioridade, mas estava ficando muito caro. Estou muito contente com a mudança, porque eu estava pagando a mais por alguns serviços que eu nem utilizava e que não fazem diferença para mim”, explica.

Desde o início da pandemia, as operadoras de planos de saúde criaram ao menos 40 portfólios de produtos para atender as demandas do consumidor. “A ANAB, como representante no segmento de planos coletivos por adesão, incentiva o lançamento de novas opções para o consumidor. Exemplo disso são os planos com redes credenciadas de alcance regional e até operadoras que possuem suas próprias clínicas e centros de atendimento ao paciente. Tudo isso contribui para a redução de valores”, finaliza Alessandro.

O papel das administradoras de benefícios – A ANAB representa as empresas que fazem a gestão e comercialização de planos de saúde coletivos, aquela em que o benefício é vinculado a alguma empresa ou entidade de classe a que o consumidor pertença. De acordo com a ANS, há 168 administradoras de benefícios cadastradas no país.

Levantamento da ANAB aponta que, nos últimos 8 anos, quem tinha uma administradora de benefícios na gestão do plano de saúde pagou R$ 6 bilhões a menos de reajuste das operadoras. Esse valor representa a diferença entre o pedido pelas operadoras para o reajuste anual e o efetivamente cobrado dos clientes das administradoras de benefícios após a atuação dessas empresas na negociação em prol dos consumidores. Uma redução de 54%, gerando uma economia mensal por beneficiário de R$ 131.

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