PIB Verde: Minas Gerais é o primeiro Estado a instituir
PIB Verde: Minas Gerais é o primeiro Estado a instituir
Foto: Caico Gontijo/Pixabay – PIB Verde: Minas Gerais é o primeiro Estado a instituir
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Aprovado em definitivo e por unanimidade, projeto do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Agostinho Patrus, busca promover o desenvolvimento sustentável em Minas

 “Minas sai, mais uma vez, à frente”, afirmou o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), deputado Agostinho Patrus (PSD), ao comemorar, no dia 8 de abril último, a aprovação do projeto de lei de sua autoria que institui o Produto Interno Verde de Minas Gerais (PIV-MG), o chamado PIB Verde. A matéria foi aprovada de forma definitiva, em Plenário, nesta semana, pelo voto favorável de todos os deputados estaduais.

“Minas Gerais é o primeiro Estado a instituir o PIB Verde no Brasil, uma fórmula de calcular a sustentabilidade do nosso Estado. Com isso, poderemos levar adiante uma Minas melhor, com uma natureza mais vistosa e, assim, garantir a manutenção dos nossos cursos d’água e, também, das nossas matas e florestas”, explicou o presidente da ALMG, deputado estadual Agostinho Patrus.

Agostinho Patrus – Presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais -  Foto: Victor Oliveira/ALMG
Agostinho Patrus – Presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais – Foto: Victor Oliveira/ALMG

Segundo o parlamentar, o objetivo do projeto é introduzir uma metodologia complementar à do PIB — Produto Interno Bruto, indicador que mede o crescimento econômico do Estado. Trata-se de uma forma de calcular o valor monetário do capital natural de Minas para avaliar os impactos da atividade econômica sobre a natureza.

Dessa forma,  ao consolidar a variável ambiental na economia mineira, o PIB Verde é capaz de colaborar para a sustentabilidade do Estado em diversas áreas de interesse público, como a assistência social, o desenvolvimento econômico e a preservação do meio ambiente.

“Fico muito feliz de ter sido o autor desta lei. Quero agradecer a todos os deputados estaduais que votaram unanimemente pela sua aprovação”, agradeceu Agostinho Patrus.

Para começar a valer, o projeto depende, agora, de sanção do governador do Estado.

Para começar a valer, o projeto depende, agora, de sanção do governador do Estado
Para começar a valer, o projeto depende, agora, de sanção do governador do Estado

Biofertilizantes: insumos sustentáveis podem reduzir a dependência brasileira do mercado internacional

Além de suprir as necessidades de importação, as substâncias contribuem com a diminuição dos gases de efeito estufa

O conflito militar entre Rússia e Ucrânia teve início há pouco mais de um mês, mas os seus efeitos já são sentidos ao redor do mundo. No Brasil, uma das maiores consequências é a crise dos fertilizantes, já que a Rússia costumava ser o maior fornecedor do produto. Uma das saídas para a situação, que pode comprometer a produção e as margens de lucro dos agricultores, está no investimento em biofertilizantes.

“Nos últimos três anos, esse tipo de insumo tem se mostrado uma tendência muito grande, pois se trata de um mercado em franca expansão”, ressalta Bernardo Lipski, pesquisador de Agrotecnologia na instituição de ciência e tecnologia (ICT) Lactec.

Segundo uma estimativa do Itaú BBA, as áreas de plantações de soja devem aumentar apenas 0,5% até 2023, um reflexo do aumento dos custos de produção e do risco da escassez dos insumos agrícolas. A crise dos fertilizantes evidenciou a dependência brasileira desses produtos. Apesar do país ser um dos maiores exportadores mundiais do agro, não possui uma produção própria de insumos expressiva.

“É o momento de fazer esse investimento, principalmente diante do aumento de custos que a guerra trouxe para os fertilizantes”, pontua Bernardo.

Agricultura e sustentabilidade

Um dos exemplos de insumo sustentável que pode ser utilizado é o chamado pó de rocha. Na técnica de rochagem, o pó de minerais como o basalto é aplicado no solo para a sua remineralização. Além de contribuir com a captura de dióxido de carbono da atmosfera, o uso contínuo do processo a longo prazo tende a regenerar o solo, tornando-o mais fértil e provendo as plantas com os nutrientes necessários.

Outra tendência são os biofertilizantes, produzidos a partir de matéria orgânica. “No Lactec, atuamos na produção de biomassa de microalgas, organismos vivos que não apenas nutrem as plantações, mas estimulam o seu crescimento e desenvolvimento”, explica o pesquisador.

A biomassa de algas é versátil: pode ser usada da nutrição de substratos ao tratamento de água, detoxificação e remoção de metais tóxicos. Trata-se de uma alternativa  sustentável não apenas porque não polui o solo, mas porque seu cultivo pode utilizar resíduos orgânicos poluentes, como matéria orgânica advinda da criação de animais e subprodutos da indústria.

O Lactec é um dos maiores centros de pesquisa, tecnologia e inovação do Brasil. Atua fortemente nos mercados de Energia, Meio Ambiente, Indústria, Mobilidade Elétrica e Conectividade em todo o ciclo de inovação; desde P&D, ensaios e análises até a execução de processos complexos para o setor de infraestrutura. Há mais de 60 anos, suas soluções e serviços atendem às demandas atuais dos diversos setores produtivos da economia brasileira, como empresas, indústrias e concessionárias de energia. (Fonte: Luiza Lafuente)

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