Como o agronegócio brasileiro representa o que há de melhor neste país, várias empresas internacionais começam a migrar e se instalarem no Brasil. Hoje por exemplo, já se encontra em operação por aqui, a mais valiosa e disruptiva companhia de tecnologia do planeta e vem revolucionando a agricultura. Trata-se da empresa norte-americana de tratamento “Agtech” de sementes processadas Indigo Agriculture. A extraordinária tecnologia e a velocidade imprimida com que a Indigo trabalha, ela perpassou sua simplória condição de modesta startup promissora, para uma das empresas mais ousadas do mercado, hoje avaliada em mais de US$ 3 bilhões de dólares.  Seu crescimento e consolidação no país é vertiginoso e engaja todo o momento em que vive o motor de nossa economia. O agronegócio. Além de contar com um time de primeiríssima linhagem, evoluindo nas operações brasileiras, é onde que a seriedade e a ambição ficam mais nítidas.

Depois de uma carreira vitoriosa na “Syngenita”, o executivo Daniel Bachner, após 33 anos de muito trabalho, decidiu encarar com bravura os destinos da mais poderosa e importante empresa “agtech’ do mundo em alta tecnologia na produção de sementes embarcadas. Ainda nos primórdios de seu surgimento no mercado americano, nos idos dos anos 2014, como uma startup com o nome de “batismo”de “Symbiota”, criada pelos seus empreendedores que integravam à época a chamada “cadeia de inovadores”, David Berry, Geoffrey Von e Noubar Afeyan, todos consagrados pela “Mit technology review. A grande e inovadora diferença deu-se na maneira e na forma de estudar e analisar as “sementes” que outrora, eram feitas pelas indústrias as vezes até químicas. Esse novo procedimento tecnológico, estimulou uma moderna e aturiada abordagem diferente e inovadora.

Neste novo e dinâmico processo, a Indigo por exemplo, analisa dois tipos de plantas de soja que estão lado a lado, sob as mesmas condições, uma bem desenvolvida e outra com baixa performance. No laboratório dotado de tecnologia de ponta no mundo em sua área, os cientistas identificam quais os microrganismos estão presentes na planta da soja desenvolvida e o que estão faltando na outra. E aí, esses pesquisadores desenvolvem os microrganismos benéficos para serem aplicados em outras sementes.

De certa forma, a ideia é similar a que a indústria de alimentos utiliza, nos chamados” alimentos probióticos,” produtos enriquecidos com nutrientes que ajudam o organismo dos consumidores a serem mais saudáveis. Antes dessa novidade tecnológica, você levava de 10 a 12 anos para tentar colocar algo novo no mercado, atualmente você já consegue a cada ano, no máximo a cada ano e meio. Essa velocidade modificou fortemente o mercado consumidor e através dessas informações conseguidas com este inovador método, a Indigo, chancelou o “Indigo algodão” primeiro produto da startup a chegar no mercado em 2016.

Este mecanismo ou este conjunto de tratamentos de sementes, recebeu o nome de “os probióticos do campo, “e é oferecido aos produtores rurais interessados em melhorar a produtividade de suas lavouras. Esta visibilidade deixou o produtor com a iniciativa de poder escolher “a melhor semente”, até o nível de germinação, o vigor e o tratamento químico, ou seja, a inovação trouxe novos microorganismos já tratados e prontos para o plantio.

Esta realidade, no nosso entendimento, propiciou e facilitou um desempenho melhor e mais qualificado para a vida do produtor rural, pois ele não necessitará mais realizar este tratamento na sua fazenda ou área de plantio. Inovação e simplicidade, andam juntas, seja nas sementes de soja, trigo, algodão, milho e arroz etc. É Só colocar na sua semeadeira e sair plantando. Uma outra vantagem competitiva da companhia é de que seus produtos finais não são classificados como químicos ou mesmo defensivos, obtendo liberação mais rápida dos órgãos reguladores governamentais.

*Manoel Mário de Souza Barros

  Presidente da Comissão do Direito do Agronegócio da OAB/MG

  Conselheiro Federal da OAB

  Diretor Executivo do Agronegócio da (CIN) Câmara Internacional de Negócios


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