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Por: Jayme Vita Roso

 

Publiquei, em MercadoComum (nº 158, p.26, 16/12/02), um artigo, vergastando a comida servida nos restaurantes populares, intitulando-o “Comer, engordar, é só engolir fast-food”. Não é que, passados quase onze anos, sou constrangido a voltar ao tema. Insurjo-me contra as consequências do que esse tipo de alimentação está provocando às pessoas e ao custo que a saúde pública, por derivação, dispende para suportar a falta de caráter desses empresários, criadores de obesos, com hipertensão, diabetes e moléstias decorrentes de alimentos hipercalóricos.

Enquanto no Brasil, são escassas as providencias para obrigar restaurantes a colaborar com a saúde dos cidadãos, apresentamos algumas ideias que são adotadas para essa finalidade, em países onde o tema preocupa mas é enfrentado.

Na municipalidade de Londres, a obesidade já é considerada epidêmica. Inovando, na primeira semana deste ano, publicou um relatório sobre o papel do Conselho da cidade sobre a saúde pública, sugerindo, draconiamente, que os benefícios sociais sejam ligados aos comportamentos que promovam a preservação da saúde pública. Textualmente, as autoridades locais devem considerar que é necessária a prescrição de atividades físicas às pessoas beneficiárias, além de que uma série de exercícios físicos serão exigidos como compensação a quem, fazendo-os, não utilizar com frequência os serviços públicos de saúde. Levaram em boa conta as atividades que, na Grande Londres, mais da metade dos adultos e um terço das crianças é obesa ou tem sobrepeso. Um importante passo foi o incentivo às atividades físicas, ressaltando-se o aluguel de bicicletas, treino e participação em atividades físicas, natação etc.

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Nesse relatório, antes lembrado, fazem parte as populações com menos atividade física as da Argentina, Brasil, Estados Unidos, Itália, África do Sul, Portugal, dentre outros.

A inatividade e as calorias dos alimentos servidos, em New York, apesar das prescrições calóricas serem obrigatórias, concluíram que o valor nutricional é nulo, sobretudo, nos fast-foods. Esse comportamento binário (ausênciade exercícios + calorias exageradas), para a Big Apple tem o custo anual de USD 4 bilhões anuais (médios apenas). Forçando diretamente os fabricantes, neste mês de março de 2013, é obrigatório para os estabelecimentos que servem fast-food a limitação drástica do açúcar. Essa imposição é geral para todos os demais locais públicos que vendem produtos com açúcar, constatado que foram adulterados pelos fabricantes os índices considerados permitidos.

A obesidade, esparramada pelo mundo, tem motivado atividades proativas em países como a Colômbia e Austrália. Por sorte dos cidadãos, as autoridades de Sidney, corajosamente, imitam as britânicas, em favor do movimento, restrição com duras penalidades ou imposição de altas taxas de impostos para diminuir o consumo de bebidas com açúcar. A Coca-Cola decidiu entrar no programa e, alegando comprometimento, fará campanha para reduzir seus produtos produzidos com altas doses calóricas. Embora a empresa mostre sua face angelical, as entidades privadas que defendem o interesse público querem, dela, compromissos formais e, aos quais, com habilidade, tem se esquivado.

Vamos esperar que o Legislativo tente sobreviver às criticas e proporcione aos brasileiros legislação adequada e que seja cumprida. E o Ministério da Justiça seja o impulsionador dessas atitudes, visando também o custo, para a nação, no atendimento dos aditos adiposos: ambulatorial, hospitalar e medicamentos.

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