O legado econômico que o governo Bolsonaro pode deixar para o Brasil
O legado econômico que o governo Bolsonaro pode deixar para o Brasil
O legado econômico que o governo Bolsonaro pode deixar para o Brasil
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Carlos Alberto Teixeira de Oliveira

Economista, presidente da ASSEMG – Associação dos Economistas de Minas Gerais; ex-presidente do BDMG – Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais S.A.; da ABDE-Associação Brasileira de Desenvolvimento e do IBEF – Nacional – Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças; Coordenador-Geral do Fórum JK de Desenvolvimento Econômico – Presidente e Editor-Geral da MercadoComum. Vice-Presidente da ACMinas – Associação Comercial e Empresarial de Minas

De acordo com projeções do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a população brasileira deverá crescer 2,66% durante o governo Bolsonaro (2019/2022) e deverá somar 214,75 milhões de habitantes em 01 de julho de 2022. Tais dados poderão ser revistos, em função do Censo Demográfico, cuja realização está atrasada, mas prevista para ocorrer neste ano e, também, em função dos efeitos provocados pela pandemia da Covid-19.

População Brasileira – 01.07

Ano                 Habitantes       Variação

Mil                  Em %

2018                209.187              –

2019                210.659           0,70

2020                212.077           0,67

2021                213.440           0,64

2022                214.748           0,61

Acumulada                              2,66

Fonte: IBGE

 

Relatório Focus é uma publicação online do Banco Central do Brasil contendo resumo das expectativas de mercado a respeito de alguns indicadores da economia brasileira. É elaborado pelo Departamento de Relacionamento com Investidores e Estudos Especiais (Gerin) e apresenta resultados da pesquisa de expectativas de mercado, um levantamento diário das previsões de cerca de 120 bancos, gestores de recursos e demais instituições (empresas do setor real, distribuidoras, corretoras, consultorias e outras) para a economia brasileira.

Como resumo das expectativas de mercado, é reportada a mediana das expectativas dos agentes por ser menos sujeita a oscilações dos extremos.

O Focus faz parte do arcabouço do regime monetário de metas de inflação. Seu objetivo é monitorar a evolução das expectativas de mercado para as principais variáveis macroeconômicas, de forma a gerar subsídios para o processo decisório da política monetária.

O Relatório Focus resume as estatísticas calculadas considerando as expectativas de mercado coletadas até a sexta-feira anterior à sua divulgação. Ele é divulgado na manhã de todas as segundas-feiras. Cabe salientar que o relatório traz a evolução gráfica e o comportamento semanal das projeções para índices de preços, atividade econômica, câmbio, taxa Selic, entre outros indicadores. As projeções são do mercado, não do BC.

                 A ECONOMIA BRASILEIRA NO FUNDO DO POÇO?

A ECONOMIA BRASILEIRA NO FUNDO DO POÇO?
A ECONOMIA BRASILEIRA NO FUNDO DO POÇO?

Assim, tomando por base os resultados do Focus divulgado no dia 27 de dezembro –o último do ano de 2021, as expectativas do mercado apontavam, por exemplo, que a Selic – taxa básica de juros subirá do nível de 9,25% desse ano e atingirá 11,25% em 2022. Em relação à inflação, medida pelo IPCA do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, ela deverá fechar o ano de 2021 no nível de 10,02% e, em 2022, em 5,03%. Quanto ao IGP-M, medido pela Fundação Getúlio Vargas, o resultado já divulgado foi de 17,78% em 2021 e a expectativa é de 5,49% em 2022. Quanto ao real, ele encerrou o ano de 21 cotado a 5,58 em relação ao dólar norte-americano, e deverá manter-se em torno de 5,60 até o final de 2022, de acordo com o Focus.

ÚLTIMO RELATÓRIO FOCUS DO BANCO CENTRAL – 27.12.2021

ÚLTIMO RELATÓRIO FOCUS DO BANCO CENTRAL – 27.12.2021
ÚLTIMO RELATÓRIO FOCUS DO BANCO CENTRAL – 27.12.2021 – Fonte: Banco Central do Brasil

Relativamente ao PIB – Produto Interno Bruto brasileiro, o mercado acredita que ele tenha crescido 4,51% em 2021 e que diminurá significativamente para 0,42% em 2022 – o que viria ocasionar, nesse caso, uma queda de 0,22% na Renda per Capita da população. Vale mencionar que o Brasil já registra uma recessão técnica em sua economia, confirmada pelo IBGE quando da divulgação do resultado das Contas Nacionais do 3º Trimestre de 2021.

O FMI – Fundo Monetário Internacional divulgou, em 12 de outubro de 2021 o documento intitulado “World Economic Outlook”, no qual revisa as principais estatísticas da economia mundial e projeta o seu desempenho para os anos seguintes.

Assim, considerando-se os índices dos anos anteriores já efetivados e aqueles atualmente projetados, tanto pelo FMI (World Economic Outlook) quanto pelo mercado doméstico (Relatório Focus), poderá ter o Brasil o seguinte o desempenho dos quatro do governo de Jair Bolsonaro:

A característica principal da economia brasileira deverá continuar seguindo a armadilha e o desalentador ritmo de baixo crescimento econômico verificado nos últimos trinta anos e não sinaliza nenhuma nova postura capaz de revertê-lo.

O PIB – Produto Interno Bruto brasileiro, nos quatro anos de governo Bolsonaro poderá registrar uma expansão média anual de 0,57% e acumulada de 2,11% – resultado bastante inferior aos níveis esperados de crescimento da economia mundial, que deve contabilizar uma média de expansão anual de 2,62% e acumulada de 10,65 durante o mesmo período, de acordo com o FMI – Fundo Monetário Internacional. Ressalte-se que as economias emergentes e em desenvolvimento, categoria da qual o Brasil integra – deverão registrar um desempenho com um crescimento médio anual de 3,28% e acumulado de 13,56% durante o mesmo período. O destaque, mais uma vez, será para a China: taxa média anual de crescimento de 5,48% que totalizará 23,68% no mesmo período.

Produto Interno Bruto brasileiro, nos quatro anos de governo Bolsonaro
Produto Interno Bruto brasileiro, nos quatro anos de governo Bolsonaro

Os Estados Unidos seguem na liderança entre todas as economias e conta com um PIB que corresponde a quase um quarto de toda a produção mundial, sendo seguidos pela China, com uma participação em torno de 18% do total mundial.

É importante mencionar que, no ano de 1995, o PIB-Produto Interno Bruto brasileiro totalizava R$ 786,54 bilhões, detinha uma participação relativa de 2,53% no total mundial e superava o da China, de US$ 736,54 bilhões e participação de 2,38%. Decorrido um quarto de século, o resultado é impressionante: a economia chinesa atualmente é dez vezes maior do que a brasileira. A participação da China no PIB mundial é de 17,76% – enquanto a brasileira reduziu-se para 1,70%.

EVOLUÇÃO DO PIB – BRASIL X CHINA X MUNDO– 1995/2021

Em US$ bilhões correntes

         1995             2000                2010             2021*
Brasil 786,54 655,44 2.207,62 1.616,14
China 736,87 1.214,92 6.066,35 16.862,98
Mundo 31.003,49 33.843,97 66.026,27 94.935,11

 

PARTICIPAÇÃO DO PIB – BRASIL X CHINA NO TOTAL MUNDIAL – 2005/2021

Em %

1995 2000 2010 2021*
Brasil 2,53 1,94 3,34 1,70
China 2,38 3,59 9,19 17,76
Mundo 100,00 100,00 100,00 100,00

*Projeções

 Fonte: FMI – World Economic Outlook/MinasPart Desenvolvimento

 

De 2019 a 2022, o Brasil deverá acumular uma perda de produção da ordem de US$ 1,10 trilhão – decorrente da diferença que poderá ocorrer nos valores dos PIB’s do país apurados anualmente nesse período. De outro lado, o país tende a ver reduzida a sua participação relativa na economia mundial, de 2,23% em 2018, para 1,59% em 2022 – situando-se em um dos menores patamares dos últimos 50 anos. E, ademais, terá a sua classificação no ranking das maiores economias caindo para a 12ª posição em 2021 e para 13ª, em 2022.

De 2019 a 2022, o Brasil deverá acumular uma perda de produção da ordem de US$ 1,10 trilhão
De 2019 a 2022, o Brasil deverá acumular uma perda de produção da ordem de US$ 1,10 trilhão

Economia Mundial – Variação do PIB-Produto Interno Bruto – 2019 a 2022 –

US$ constantes – Em %

2019    2020    2021    2022    Média  Acumulada

Mundo                                     2,84     -3,12    5,88     4,89     2,62     10,65

Países Desenvolvidos             1,74     -4,54    5,20     4,54     1,74     6,81

-Estados Unidos                     2,29     -3,41    5,97     5,20     2,51     10,14

-Japão                                     0,02     -4,59    2,36     3,20   -0,19      0,80

Zona do Euro                          1,50     -6,34    5,04     4,35     1,14     4,20

Países Emergentes                  3,67     -2,07    6,38     5,15     3,28     13,56

América Latina                        0,15     -7,02    6,34     3,05     0,63     2,04

BRIC                                       5,13     -1,46    7,49     5,47     4,18     17,47

-Brasil                                     1,22     -3,88    4,51     0,42    0,57     2,11

-Rússia                                    2,03     -2,95    4,69     2,95     1,68     6,72

-Índia                                       4,04     -7,25    9,50     8,52     3,70     14,67

-China                                     5,95     2,34    8,02     5,60     5,48     23,68

Obs: Brasil – Projeções de 27.12.21 do Relatório Focus para 2021 e 2022; demais países projeções do

FMI – Fundo Monetário Internacional em 12.10.21

Fonte: World Economic Outlook/FMI-Oct 12,2021/Bacen/IBGE

Elaboração: MinasPart Desenvolvimento

EVOLUÇÃO DO PIB -BRASIL X MUNDO

Em US$ bilhões correntes – 2011 a 2021

Ano                 Brasil               Mundo                        BR/Mundo %

2018                1.915,91          85.883,45        2,23

2019                1.872,51          87.390,79        2,15

2020                1.447,84          84.971,65        1,70

2021                1.616,14         94.935,11        1,70

2022                1.622,93          102.404,01      1,59

Fonte: FMI-World Economic Outlook – Oct/2021

MinasPart Desenvolvimento

EVOLUÇÃO DO PIB -BRASIL X MUNDO
EVOLUÇÃO DO PIB -BRASIL X MUNDO

 

RANKING DAS MAIORES ECONOMIAS – PROJEÇÕES PARA 2021

Classi-                         País                             US$ bilhões        Participação

ficação                                                                                  no total mundial-%

01                                Estados Unidos           22.939,58                    24,16

02                                China                          16.862,98                    17,76

03                                Japão                           5.103,11                    5,38

04                                Alemanha                    4.230,17                    4,46

05                                Reino Unido                3.108,42                    3,27

06                                Índia                            2.946,06                    3,10

07                                França                         2.940,43                    3,10

08                                Itália                            2.120,23                    2,23

09                                Canadá                        2.015,98                    2,15

10                                Coreia do Sul               1.823,85                    1,92

11                                Rússia                         1.647,57                    1,74

12                                Brasil                         1.616,14*                  1,70

13                                Austrália                     1.610,56                    1,70

14                                Espanha                      1.439,96                    1,52

15                                México                        1.285,52                    1,35

16                                Indonésia                     1.150,25                    1,21

17                                Irã                                1.081,38                    1,14

18                                Holanda                       1.007,56                    1,06

Total Mundial                                                94.935,11                 100,00

*Projeções do Relatório Focus do Banco Central; as demais são

do FMI; – Fonte: FMI-World Economic Outlook – Oct/2021 – Bacen

Elaboração: MinasPart Desenvolvimento

Fonte: Jornal O Tempo 2
Fonte: Jornal O Tempo

RANKING DAS MAIORES ECONOMIAS – PROJEÇÕES PARA 2022

Classi-                         País                             US$ bilhões        Participação

ficação                                                                                    no total mundial-%

01                                Estados Unidos           24.795,08                    24,21

02                                China                           18.463,13                    18,03

03                                Japão                           5.383,68                    5,26

04                                Alemanha                    4.557,35                    4,45

05                                Reino Unido                3.442,21                    3,36

06                                Índia                            3.250,08                    3,17

07                                França                         3.140,03                    3,07

08                                Itália                            2.272,27                    2,22

09                                Canadá                        2.189,79                    2,14

10                                Coreia do Sul               1.907,66                    1,86

11                                Rússia                         1.703,53                    1,66

12                                Austrália                     1.677,45                    1,64

13                                Brasil                         1.622,93*                  1,59

14                                Espanha                      1.570,91                    1,53

15                                México                        1.371,64                    1,40

16                                Indonésia                     1.247,35                    1,22

17                                Irã                                1.136,68                    1,11

18                                Holanda                       1.070,75                    1,05

Total Mundial                                              102.404,01                100,00

*Projeções do Relatório Focus do Banco Central; as demais são

do FMI; – Fonte: FMI-World Economic Outlook – Oct/2021 – Bacen

Elaboração: MinasPart Desenvolvimento

Fonte: Jornal Estado de Minas
Fonte: Jornal Estado de Minas

BRASIL X ESTADOS UNIDOS- RENDA PER CAPITA – 2007/2021 – Em US$

correntes

Ano                 Brasil                           Estados Unidos           BR/USA – Em %

2007                7.390,66                    47.943,35                    15,43

2008                8.878,36                    48.470,55                    18,32

2009                8.649,58                    47.102,43                    18,36

2010                11.333,01                    48.586,28                    23,33

2011                13.295,89                    50.008,11                    26,59

2012                12.424,94                    51.736,74                    24,02

2013                12.358,34                    53.245,52                    23,21

2014                12.175,68                    55.083,50                    22,10

2015                8.846,48                    56.729,68                    15,59

2016                8.757,31                    57.840,00                    15,14

2017                9.978,09                    59.885,71                    16,66

2018                9.158,83                    62.769,66                    14,59

2019                8.888,80                    65.051,88                    13,66

2020                6.826,93                    63.358,49                    10,78

2021*              7.571,87                    69.375,38                    10,91

2022*              7.557,30                    74.725,00                    10,11

Variação no período

analisado – %            2,26                           55,86                       –

*Projeções                    

Fontes: FMI/Relatório Focus Banco Central

Elaboração: MinasPart Desenvolvimento

Fonte: Jornal O Tempo 3
Fonte: Jornal O Tempo

EVOLUÇÃO DO PIB BRASIL X MUNDO

Em US$ bilhões correntes – 2011 a 2022

Ano                 Brasil                           Mundo                       BR/Mundo %

2011                2.614,03                      73.654,67                    3,55

2012                2.464,05                      75.038,19                    3,28

2013                2.471,72                      77.207,53                    3,20

2014                2.456,06                      79.237,88                    3,10

2015                1.800,05                      74.954,12                    2,40

2016                1.796,62                      76.153,75                    2,36

2017                2.063,52                      80.823,16                    2,55

2018                1.915,91                      85.883,45                    2,23

2019                1.872,51                      87.390,79                    2,14

2020                1.447,84                      84.971,65                    1,70

2021*              1.616,14                      94.935,11                    1,70

2022*              1.622,93                   102.404,01                     1,59

*Estimativas

Fontes: FMI-World Economic Outlook – Oct/2021

Relatório Focus Banco Central – Elaboração:MinasPart Desenvolvimento

 

BRASIL – RENDA PER CAPITA

Governo Bolsonaro – 2019-2022

Ano                             %

2019                            0,51

2020                            -4,52

2021*                          3,85

2022*                          -0,22

Média                          -0,10

Taxa Acumulada       -0,56

*Projeções

Fonte: Banco Central/MinasPart

Taxas de investimento e Poupança
Taxas de investimento e Poupança

Desde 1980, no consolidado de seus respectivos governos, apenas José Sarney e Itamar Franco conseguiram obter expansão real da economia brasileira, isto é, o PIB brasileiro conseguiu superar a média mundial. Itamar Franco lidera o ranking, registrando um crescimento médio anual de 2,18% nos seus dois anos de mandato. O pior desempenho fica por conta de Fernando Collor, que apresentou uma queda real média anual de 4,02% nos três anos de seu governo.

BRASIL – RANKING DA TAXA DE VARIAÇÃO MÉDIA ANUAL REAL DO PIB – PRODUTO INTERNO BRUTO POR GOVERNO– 1980 a 2021

Em pontos percentuais (p.p.)

Classi-                     Governo                                  Variação Média Anual

Ficação                                                                    p.p.

1º                               Itamar Franco                       +2,18

2º                               José Sarney                          +0,58

3º                               Luiz Inácio Lula da Silva      -0,16

4º                               João Batista Figueiredo       -0,88

5º                               Fernando Henrique Cardoso   -0,99

6º                               Jair Bolsonaro*                     -2,05

7º                               Michel Temer                         -2,11

8º                               Dilma Rousseff                      -3,15

9º                               Fernando Collor                    4,02

*Projeções

Observação: Considera apenas os 5 últimos anos do Governo J.B. Figueiredo;

Os dados do Brasil de 2021 e 2022 são projeções – Relatório Focus do Banco Central;

Considera a variação do PIB mundial deduzida da variação do PIB brasileiro em pontos percentuais.

Fonte: FMI-Word Economic Outlook – Oct/2021

BRASIL – TAXA DE VARIAÇÃO MÉDIA ANUAL REAL DO PIB – PRODUTO INTERNO BRUTO POR GOVERNO – 1980 a 2022

Governo/Média Anual %                                                    Brasil                       Mundo                    Diferença*

p.p.

João Batista Figueiredo                                                       1,46                        2,34                          -0,88

José Sarney                                                                         4,50                        3,92                          +0,58

Fernando Collor                                                                  -1,20                        2,82                          -4,02

Itamar Franco                                                                       5,00                        2,66                          +2,18

Fernando Henrique Cardoso                                               2,46                        3,45                          -0,99

Luiz Inácio Lula da Silva                                                      4,08                        4,24                          -0,16

Dilma Rousseff                                                                    0,43                        3,58                          -3,15

Michel Temer                                                                        1,55                        3,66                          -2,11

Jair Bolsonaro*                                                                     0,57                        2,62                          -2,05

*Projeções

Observação: Considera apenas os 5 últimos anos do Governo J.B. Figueiredo;

Os dados do Brasil de 2021 e 2022 são projeções – Relatório Focus do Banco Central;

Considera a variação do PIB mundial deduzida da variação do PIB brasileiro em pontos percentuais.

Fonte: FMI-Word Economic Outlook – Oct/2021

Taxa (%) acumulada nos últimos 4 trimestres
Taxa (%) acumulada nos últimos 4 trimestres
Para onde vai a economia?
Para onde vai a economia?

Nos quatro anos de governo Bolsonaro, o PIB – Produto Interno Bruto mundial deverá registrar uma expansão média anual de 2,62% e, no acumulado de 10,65% – enquanto estima-se que a economia brasileira cresça a uma média anual de 0,57% e de apenas 2,11% no acumulado do mesmo período. Ou seja, como verdadeiro rabo de cavalo que só cresce para baixo e para trás, a economia brasileira continuará aqui praticamente estagnada e inferior à média mundial.

Assim, o governo Bolsonaro que recebeu o país com um PIB de US$ 1,92 trilhão, deixará a seu sucessor uma economia valendo US$ 1,62 trilhão, totalizando uma perda total de produção no período de US$ 1,10 trilhão.

Para o período 2019 a 2022, as projeções indicam uma desvalorização média de 54,53% do real frente ao dólar americano
Para o período 2019 a 2022, as projeções indicam uma desvalorização média de 54,53% do real frente ao dólar americano

Para o período 2019 a 2022, as projeções indicam uma desvalorização média de 54,53% do real frente ao dólar americano.

Relativamente aos principais indicadores de inflação, o governo Bolsonaro deverá ficar marcado por uma expansão acumulada de 25,98% do IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo e de 63,73% do IGP-M – Índice Geral de Preços do Mercado – tendo como principais causas os aumentos de preço do petróleo e seus derivados; a crise de energia elétrica e a expansão do preço das commodities, principalmente as de alimentos, entre outros.

SALÁRIO-MÍNIMO NO GOVERNO BOLSONARO

Ano                 Valor R$          Reajuste %

2018                   954,00             –

2019                   998,00          4,61

2020                1.045,00          4,71

2021                1.100,00          5,26

2022                1.212,00       10,18

Variação no período             27,04

Fonte: MinasPart Desenvolvimento

Quanto ao Balanço de Pagamentos não se registra variações significativas que mereceriam maiores comentários, mantendo-se praticamente estável o nível de reservas cambiais e uma ligeira deterioração nos saldos da dívida externa. Houve queda significativa nos Investimentos Estrangeiros Direitos em 2020, mas com uma possibilidade de sua reversão e ampliação ainda em 2022.

Fonte: Jornal O Tempo 4
Fonte: Jornal O Tempo

Verifica-se uma piora considerável nas contas públicas de uma maneira em geral em decorrência, principalmente, dos efeitos da pandemia da Covid-19. Vale destacar que o ministro da Economia, antes da posse, prometia zerar o Resultado Primário (que chegou a um déficit de 9,4%em relação ao PIB de 2020) – indicando que fechará os anos de 2020 e 2021 com um déficit em torno de 1% do PIB. Quanto ao Resultado Nominal, recebido com um déficit de 7% em 2018, tendo alcançado -13,6% em 2020, este deverá ter situado em 8,5% em 2021 e poderá fechar 2021 com um déficit de 10,7.

Como resultante dos déficits das contas públicas, tanto a Dívida Bruta quanto a Líquida do Setor Público Consolidado deverão registrar expansão no período, saltando de 75,3% e 52,8% do PIB em 2018, para 85,1% e 58,8% em 2022, respectivamente.

Fonte: Valor Econômico – 09.12.2021
Fonte: Valor Econômico – 09.12.2021

Outro destaque do período Bolsonaro será a nova escalada da taxa de juros praticada no país. A Selic – taxa básica recebida em 2019 no patamar de 6,50% ao ano chegou a ser reduzida para 2,0% ao final de 2020 – (negativa em termos reais de inflação), mas em 2021 retomou ao ritmo de expansão em termos reais. As perspectivas apuradas pelo Relatório Focus do Banco Central é que ela feche 2022 no nível de 11,50% e o resultado desta política monetária (mais uma vez equivocada) é o forte aumento das despesas públicas a título de pagamento de juros nominais sobre a dívida pública, dispêndio esse que poderá alcançar a impressionante cifra de US$ 457 bilhões pagos tão somente no governo Bolsonaro.

Gastos com Juros nominais sobre                  PIB em US$ bilhões                Juros Pagos

a Dív. Púb. Consol. em relação ao PIB                                                           US$ bilhões

 

2019                4,96                                         1.872,51                                  92.876,50

2020                4,20                                         1.447,84                                  60.809,28

2021*              8,93                                         1.616,14                               144.321,30

2022*              9,82                                         1.622,93                               159.371,73

Total de Gastos com Juros no Governo Bolsonaro                                     457.378,81

*Projeções

Fonte: Bacen/LCA Consultores/MinasPart Desenvolvimento

Charge de AFO – Afonso Celso Duarte, publicada na edição de MercadoComum de dezembro de 2002
Charge de AFO – Afonso Celso Duarte, publicada na edição de MercadoComum de dezembro de 2002

PNAD Contínua: Taxa de Desocupação é de 12,1% e Taxa de Subutilização, de 25,7% no trimestre encerrado em outubro

Segundo o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a  taxa de desocupação (12,1%) do trimestre móvel de agosto a outubro de 2021 caiu 1,6 ponto percentual (p.p.) em relação ao trimestre de maio a julho de 2021 (13,7%) e recuou 2,5 p.p. frente ao mesmo trimestre móvel de 2020 (14,6%).

população desocupada (12,9 milhões de pessoas) diminuiu 10,4% (menos 1,5 milhão de pessoas) frente ao trimestre terminado em julho (14,4 milhões de pessoas) e caiu 11,3% (menos 1,7 milhão de pessoas) ante ao mesmo trimestre móvel de 2020 (14,6 milhões de desocupados).

população ocupada (94,0 milhões de pessoas) cresceu 3,6% (3,3 milhões de pessoas) frente ao trimestre anterior e subiu 10,2% (8,7 milhões de pessoas) frente ao mesmo trimestre de 2020.

nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi estimado em 54,6%, subindo 1,8 p.p. frente ao trimestre de maio a julho de 2021 (52,8%) e de 4,6 p.p. frente ao mesmo período do ano anterior (50,0%).

taxa composta de subutilização (25,7%) caiu 2,1 p.p. em relação ao trimestre de maio a julho de 2021 (27,9%) e 3,8 p.p. ante ao mesmo trimestre de 2020 (29,6%).

A população subutilizada
A população subutilizada

população subutilizada (29,9 milhões de pessoas) diminuiu 6,5% (menos 2,1 milhões de pessoas) frente ao trimestre anterior (32,0 milhões de pessoas) e 9,6% (menos 3,2 milhões de pessoas) no confronto com igual trimestre de 2020 (33,1 milhões de pessoas subutilizadas).

população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas (7,7 milhões de pessoas) ficou estável ante o trimestre anterior (7,8 milhões de pessoas) e subiu 17,7% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (6,5 milhões de pessoas).

A população fora da força de trabalho (65,2 milhões de pessoas) recuou 2,1% (menos 1,4 milhão de pessoas) ante o trimestre anterior e caiu 7,7% no ano (menos 5,4 milhões de pessoas).

A população desalentada (5,1 milhões de pessoas) caiu 3,8% (menos 199 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e de 11,9% (menos 683 mil pessoas) frente a igual período de 2020.

percentual de desalentados na força de trabalho (4,5%) caiu em relação ao trimestre anterior (4,8%) e também recuou frente a igual trimestre de 2020 (5,5%).

O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 33,9 milhões de pessoas, subindo 4,1% (mais 1,3 milhão de pessoas) frente ao trimestre anterior e 8,1% (mais 2,6 milhões de pessoas) frente a 2020.

O número de empregados sem carteira assinada no setor privado (12,0 milhões de pessoas) subiu 9,5% (1,0 milhão de pessoas) ante o trimestre anterior e 19,8% (2,0 milhões de pessoas) em relação a igual trimestre de 2020.

O número de trabalhadores por conta própria (25,6 milhões de pessoas) cresceu 2,6% (638 mil pessoas) na comparação mensal e 15,8% (3,5 milhões de pessoas) na comparação anual.

O número de trabalhadores domésticos (5,5 milhões de pessoas) aumentou 7,8% (mais 400 mil pessoas) no trimestre e 22,3% (mais 1 mil pessoas) no ano.

taxa de informalidade foi de 40,7% da população ocupada, ou 38,2 milhões de trabalhadores informais. No trimestre anterior, a taxa havia sido 40,2% e, no mesmo trimestre de 2020, 38,4%.

rendimento real habitual (R$ 2.449) caiu 4,6% frente ao trimestre anterior e recuou 11,1% relação a igual trimestre de 2020.

massa de rendimento real habitual (R$ 225,0 bilhões) não teve variações estatisticamente significativas em ambas as comparações.

 

Indicador/Período Ago-Set-Out 2021 Mai-Jun-Jul 2021 Ago-Set-Out 2020
Taxa de desocupação 12,1% 13,7% 14,6%
Taxa de subutilização 25,7% 27,9% 29,6%
Rendimento real habitual R$ 2.449 R$ 2.566 R$ 2.756
Variação do rendimento habitual em relação a: -4,6% -11,1%

 

No trimestre móvel de agosto a outubro de 2021, a força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas) chegou a 106,9 milhões de pessoas, crescendo 1,7% (1,8 milhão de pessoas) frente ao trimestre de maio a julho de 2021 e 7,0% (7,0 milhões de pessoas) frente ao mesmo trimestre de 2020.

Frente ao trimestre móvel anterior, a ocupação cresceu em seis dos dez grupamentos de atividades: Indústria Geral (4,6%, ou mais 535 mil pessoas), Construção (6,5%, ou mais 456 mil pessoas), Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (6,4%, ou mais 1,1 milhão de pessoas), Alojamento e alimentação (11,0%, ou mais 500 mil pessoas), Outros Serviços (7,1%, ou mais 304 mil pessoas) e Serviços domésticos (7,8%, ou mais 401 mil pessoas).

Fonte: Jornal Estado de Minas 2
Fonte: Jornal Estado de Minas

Ante o mesmo trimestre móvel de 2020, a ocupação cresceu em nove grupamentos: Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (7,8%, ou mais 645 mil pessoas), Indústria Geral (8,4%, ou mais 950 pessoas), Construção (19,2%, ou mais 1,2 milhão de pessoas), Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (10,9%, ou mais 1,8 milhões de pessoas), Transporte, armazenagem e correio (11,7%, ou mais 509 mil pessoas), Alojamento e alimentação (26,3%, ou mais 1,0 milhão de pessoas), Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (8,4%, ou mais 861 mil pessoas), Outros serviços (11,4%, ou mais 471 mil pessoas) e Serviços domésticos (21,1%, ou mais 1 milhão de pessoas).

Nenhum dos grupamentos de atividades teve crescimento no rendimento médio real habitual, frente ao trimestre anterior, mas houve três reduções: Indústria geral (-4,1%), Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (-2,8%) Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (-7,1%). Os sete demais grupamentos não mostraram variações estatisticamente significativas.

Ranking do desemprego no mundo em 2021
Ranking do desemprego no mundo em 2021

Taxa composta de subutilização – Trimestres de agosto a outubro – Brasil – 2012 a 2021 (%)

Na comparação anual, também não houve crescimento no rendimento de qualquer grupamento, mas seis deles mostraram reduções: Indústria (-16,1%), Construção (-7,4%), Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (10,0%), Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (-9,3%), Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (-11,6%) e Serviços domésticos (-5,1%).

Na comparação trimestral, três posições na ocupação tiveram quedas em seus rendimentos: Empregado com carteira de trabalho assinada (-3,6%), Empregado sem carteira de trabalho assinada (-8,9%) e empregado no setor público (-5,8%). As outras três principais posições não mostraram variações estatisticamente significativas.

Frente ao mesmo trimestre móvel de 2020, as seis principais posições de ocupação tiveram quedas nos seus rendimentos: Empregado com carteira de trabalho assinada (-8,0%), Empregado sem carteira de trabalho assinada (-11,9%), Trabalhador doméstico (-5,1%), Empregado no setor público (-10,6%), Empregador (-15,0%) e trabalhadores por Conta própria (-4,0%).

Fonte: Jornal Estado de Minas 3
Fonte: Jornal Estado de Minas

Gasolina fechou o ano com alta de 46,7% em comparação a 2020, e etanol 56,5% mais caro

Durante o Natal, motoristas brasileiros pagaram R$ 6,837 pelo litro da gasolina e R$ 5,680 do etanol, altas de 45,17% e 53,68% respectivamente, em comparação com o mesmo período de 2020.

Apesar da tendência de estabilidade, o ano termina com a gasolina e o etanol custando mais caro no bolso dos brasileiros, se comparado ao mesmo período de 2020 – é o que aponta o último levantamento do Índice de Preços Ticket Log (IPTL). O mês de dezembro fechou com a gasolina custando em média R$ 6,890 nos postos de abastecimento, alta de 46,7% em relação a dezembro do ano passado, quando custava R$ 4,696. No comparativo com o mês de novembro, o combustível ficou 0,52% mais barato em dezembro, passando de R$ 6,926 para R$ 6,890, mantendo quedas identificadas na primeira quinzena deste mês.

Já o etanol, com valor médio atual de R$ 5,779, registrou acréscimo de 56,5% em relação a dezembro do ano anterior. Bem como a gasolina, o combustível vem apresentando queda desde a primeira quinzena de dezembro e o valor, que fechou novembro a R$ 5,853, baixou para R$ 5,779, uma economia de 1,26%. “Assim como no início de dezembro, o Índice de Preços Ticket Log (IPTL) identificou novamente uma tendência de estabilidade no ritmo de alta dos preços dos combustíveis. Porém, as médias continuam elevadas e o valor da gasolina e do etanol ainda pesa no bolso dos motoristas brasileiros” destaca Douglas Pina, Head de Mercado Urbano da Edenred Brasil.

Apesar de ter a maior variação de baixa no valor, de 1,54%, em relação a novembro, o Centro-Oeste permanece no ranking da Região com a gasolina mais cara do país, cobrada a R$ 6,951. Em contrapartida, o Centro-Oeste comercializou o etanol mais barato, a R$ 5,346, e com a maior redução de preço, de 6,80%. Já o Sul se destacou na análise com a gasolina mais barata, comercializada a R$ 6,723, e o etanol mais caro (R$6,188).

No recorte por Estado, o Rio de Janeiro continuou vendendo a gasolina mais cara do País, a R$ 7,282, e o Amapá a mais barata, a R$ 6,388. A gasolina que sofreu maior aumento foi a de Roraima, que passou de R$6,846 para R$6,931, um acréscimo de (1,24%). Já a que apresentou maior redução (3,50%) foi a gasolina do do Rio Grande do Norte, que passou de R$7,149 para R$6,899.

Ainda na análise por Estado, Roraima também se destaca com o maior aumento no valor do etanol, de 3,49%, passando de R$6,184 para R$6,400. O Rio Grande do Sul teve a maior média do país, com R$ 6,983. Já o Estado do Mato Grosso, registrou a maior redução no valor do etanol (4,50%), e passou de R$5,461 para R$5,215. São Paulo também teve grande representatividade na baixa de valor desse combustível, sendo o Estado a cobrar o menor valor médio (R$ 5,078) e a apresentar uma das maiores baixas também, de 4,22%.

“Vale ressaltar que na relação 70/30, a gasolina continua sendo a opção mais vantajosa para os motoristas abastecerem, de acordo com o mesmo levantamento da Ticket Log. Exceto para o Estado de Goiás que tem o etanol como o mais favorável e para Santa Catarina, Amapá e Distrito Federal, onde não foi possível analisar”, explica Douglas Pina, Head de Mercado Urbano da Edenred Brasil.

Combustível mais caro no Natal

Os dados do IPTL também identificaram que nos dias 24, 25 e 26 de dezembro deste ano, feriado do Natal, os brasileiros pagaram 45,53% mais caro pela gasolina, se comparado ao mesmo período do ano passado. O combustível, que no Natal de 2020 custava em média R$ 4,710, neste ano passou para R$ 6,837. Também houve uma diferença no valor durante os três dias – no dia 24/12 a média nacional estava a R$ 6,834 e no dia 26/12 o valor já estava em R$ 6,847.

Já o etanol, também apresentou acréscimo expressivo em relação ao Natal anterior, de 53,68%, passando de R$ 3,696 para R$ 5,680. A variação ao longo dos três dias de feriado foi mais significativa do que a gasolina – no dia 24/12 o valor estava R$ 5,654 e no dia 26/12 em R$ 5,695.

O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Ticket Log, que tem grande confiabilidade, por causa da quantidade de veículos administrados pela marca: 1 milhão ao todo, com uma média de oito transações por segundo. A Ticket Log, marca de gestão de frotas e soluções de mobilidade da Edenred Brasil, conta com mais de 30 anos de experiência e se adapta às necessidades dos clientes, oferecendo soluções modernas e inovadoras, a fim de simplificar os processos diários.

A Ticket Log é uma marca da Edenred, empresa global e digital de serviços e pagamentos que atua como companheira de todas as horas para os trabalhadores e empresas. Líder em seu segmento, conecta mais de 50 milhões de usuários, 2 milhões de estabelecimentos e mais de 850 mil empresas-clientes, em 46 países, administrando transações de mais de 7,1 bilhões de litros de combustível.

Quero um Brasil melhor
Quero um Brasil melhor

País que não cresce é país condenado ao atraso, à miséria e ao subdesenvolvimento, considerados os maiores inimigos da democracia.

O Brasil não pode prescindir do crescimento: o estoque de problemas econômicos e sociais, acumulados, eleva-se exponencialmente, apesar da desaceleração da taxa de crescimento da população. Só a expansão da economia preencherá as condições necessária para o enfretamento e atenuação dos mesmos.

A superação dos diversos impasses atuais e o ingresso do País em uma nova etapa de expansão econômica, contínua e segura exigirão coragem e firme determinação por parte da sociedade brasileira e de seus dirigentes. A saída não é simples nem trivial e demandará enfoques criativos e destituídos de preconceitos e de várias antigas verdades.

Há uma grave crise financeira do setor público brasileiro, em todos os seus níveis. É absolutamente indispensável que se promova o resgate do crescimento acelerado da economia e se busque a resolução dos problemas financeiros que o impedem de exercer o seu imprescindível papel dinamizador. O principal problema brasileiro continua sendo o desalentador ritmo de sua economia e daí resultam todos os demais malefícios. País cuja economia não cresce é como casa onde falta pão. Todos brigam e todos têm razão!

É mister que não se caia aqui no privatismo radical e absoluto. É certo que a superação da crise financeira do Estado brasileiro exigirá um reposicionamento e um redimensionamento do mesmo no contexto da economia nacional. No entanto, sua presença continua essencial e insubstituível.

Neste sentido, o equacionamento e a solução da problemática financeira do setor público devem se efetivar no bojo de um projeto global de redefinição de seu papel na economia do País, e não a partir de medidas tópicas, superficiais e indiscriminadas que fariam agravar a questão.

Sem a superação desses entraves, a economia brasileira continuará patinando, imersa no conjunturalismo predominante e vigorante em várias das décadas anteriores e ainda persistente nos dias atuais. Desatar esses nós é pré-condição para o seu lançamento em um novo ciclo de expansão.

Entendo ser fundamental que as decisões governamentais nacionais consideram a urgente necessidade da transformação do País em uma Nação Desenvolvida, justa e próspera. Para que isso ocorra, torna-se imprescindível que estas decisões, insubstituíveis e inadiáveis por mais tempo, elejam “o desenvolvimento em primeiro lugar” e definam:

– O estabelecimento de um Plano de Metas para a busca do crescimento econômico vigoroso, consistente, contínuo e sustentável, através do resgate do planejamento de médio e longo prazo que possa definir e eleger as grandes estratégias para o alcance do desenvolvimento nacional e a transformação do país em Nação Desenvolvida;

– A convocação de uma Assembleia Constituinte Revisionista Exclusiva, eleita pela sociedade e a ser integrada por seus múltiplos representantes. Na sua pauta e entre os seus objetivos: as reformas política, jurídica, tributária, agrária; educacional, previdenciária e a modernização das relações do capital e trabalho; a redução da maioridade para efeitos penais, o fim do voto obrigatório, o impedimento de criação de novos municípios e a alternativa de fusionamento entre eles.

– A redefinição do papel do setor público na economia. O fim da estabilidade do emprego público, dos privilégios e dos abusos adquiridos;

– A adequação do País com às transformações em curso na economia mundial;

– A promoção da desconcentração da renda nacional;

– A recuperação da infraestrutura básica nacional, em especial de energia, transportes, saneamento e construção habitacional com o assentamento de uma nova base para a expansão da economia;

– A privatização, as parcerias público-privadas e a desestatização de empresas estatais são alternativas válidas dentro do contexto geral de redefinição do papel do setor público na economia nacional. Entretanto, esses mecanismos não devem ser encarados como panaceia e como solução absoluta dos problemas do Estado Brasileiro.

– A valorização da economia de mercado; a melhoria do ambiente de negócios, da segurança jurídica e patrimonial, além da implantação de rigorosos mecanismos de coibição a toda e qualquer invasão de propriedades públicas e privadas – anulando-se as imposições legais de exigência de “pedido de reintegração de posse” para essas situações;

– O incentivo ao empreendedorismo e à livre iniciativa; à competitividade e à maior agregação de valor da produção nacional; à produtividade, à qualidade e à inovação tecnológica;

– A necessidade de abertura do mercado interno e da internacionalização da economia nacional, a melhoria da atratividade aos investimentos produtivos, tanto internos quantos externos, bem como, a redefinição e a rearticulação do sistema financeiro nacional e a expansão do mercado de capitais. Ressalte-se que a abertura do mercado interno e a eleição da competitividade internacional como paradigma transferem para a produção interna os benefícios de melhoria de qualidade, do desenvolvimento de novos produtos e da redução dos custos de produção;

– A sintonia com o movimento em curso no panorama internacional exige a abertura da economia brasileira a um relacionamento mais intenso com a economia mundial. Impõe, em consequência, como palavra de ordem, a elevação da eficiência, da eficácia e da produtividade em todos os setores da economia nacional.

– A recomposição, modernização e ampliação da infraestrutura básica nacional;

– O rigoroso combate à corrupção, ao desperdício e à sonegação fiscal;

– A ampliação da importância da preservação ambiental e a reconciliação da legislação vigente com as necessidades e exigências do desenvolvimento e do crescimento econômico;

Há de se considerar, ademais que, permeando todas as grandes questões que se debatem no País está, subjacente, o dilema entre o moderno e o arcaico, o novo e o velho. As questões de natureza ideológica tornam-se secundárias diante da importância de se retomar o crescimento econômico e atingir o desenvolvimento – sintonizado com as grandes e rápidas transformações que já há muito se verificam na economia internacional, e voltado para a minimização dos problemas sociais; da democracia, plena e efetiva, onde a real participação de todos os segmentos da Sociedade, nas decisões políticas do País, não se traduza na mera defesa de interesses corporativistas ou no populismo inconsequente, mas sintetiza as suas aspirações maiores, transformando-as em ações factíveis, no rumo do progresso.

Por fim, o social não pode ser tratado como um apêndice do econômico, mas como parte integrante de um processo mais amplo e equitativo de desenvolvimento socioeconômico.

Desenvolver ações de cunho compensatório e assistencialista atenua, momentaneamente, as carências mais imediatas, mas não resolve de maneira definitiva os problemas sociais. Há que se conceber uma política de redistribuição efetiva da renda, acoplada ao crescimento consistente, equilibrado e harmônico da economia.

Através de MercadoComum – Publicação Nacional de Economia, Finanças e Negócios e ora em seu 29º ano de circulação – sempre buscamos acender o debate sério, amplo, profundo e isento da problemática econômica estadual e nacional e reitero que apostamos no desenvolvimento econômico do Estado e do País e na possibilidade de conciliar-se o crescimento e a modernização da economia, com a justiça social e a democracia.

PIB de Minas Gerais registra ligeira retração no terceiro trimestre de 2021
PIB de Minas Gerais registra ligeira retração no terceiro trimestre de 2021

PIB de Minas Gerais registra ligeira retração no terceiro trimestre de 2021

Estimado em R$ 209,7 bilhões, o PIB de Minas representou 9,5% do PIB nacional e os dados são preliminares

De acordo com a Fundação João Pinheiro, no terceiro trimestre de 2021, o Produto Interno Bruto de Minas teve variação real ligeiramente negativa, -0,2%, pouco maior que no âmbito nacional, -0,1%, em relação ao trimestre anterior. Os dados foram divulgados no dia 13 de dezembro último

Os resultados foram obtidos nas diferentes bases de comparação e desagregados por grupamentos de atividades econômicas em que o Sistema de Contas Trimestrais possibilita a compreensão das taxas de variação do índice de volume pela ótica da produção.

Relativamente ao PIB brasileiro, houve crescimento econômico constatado com ajuste sazonal somente no primeiro trimestre de 2021 (1,3%), seguido por dois trimestres consecutivos com resultados desfavoráveis. Já em Minas Gerais, a variação positiva do índice de volume do PIB mineiro se deu, preferencialmente, no segundo trimestre deste ano (1,4%), tendo em vista que, no primeiro trimestre de 2021, a economia mineira se expandiu apenas 0,4%.

De acordo com a FJP, “a explicação para a pequena retração no nível de atividade econômica observada no cenário estadual e no nacional no terceiro trimestre de 2021 está, sobretudo, no comportamento desfavorável em termos da evolução do índice de volume do Valor Adicionado Bruto (VAB) da atividade de energia e saneamento, do setor agropecuário e da indústria de transformação.

Setores – A atividade de energia e saneamento em nível estadual teve grande queda do volume de VAB no terceiro trimestre de 2021 em comparação com o trimestre imediatamente anterior (-9,1%). A redução na geração de eletricidade foi determinante para o desempenho negativo. Ela ocorreu pelo fato de os principais reservatórios das usinas hidroelétricas no território mineiro terem atingido baixo volume útil.

O volume total de energia elétrica gerada no estado no terceiro trimestre de 2021 foi 9,7% menor do que o observado no segundo trimestre do ano e 41,0% inferior que o do terceiro trimestre de 2020.

A agropecuária também foi determinante para a retração do índice de volume do produto agregado em julho, agosto e setembro de 2021. O volume de VAB agropecuário retraiu-se 10,1% no estado e 8,0% no cenário nacional quando a comparação é feita entre o terceiro trimestre de 2021 e o trimestre imediatamente anterior.

A dissipação do efeito o positivo do aumento na produção da safra de soja também confirma a intensidade da queda no nível produtivo da atividade no terceiro trimestre de 2021. Além disso, o Levantamento Sistemático de Produção Agrícola (LSPA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também indica redução na quantidade produzida em Minas Gerais de outros cultivos relevantes da pauta agrícola estadual e/ou com proporção importante na colheita no terceiro trimestre (como a segunda safra do milho, a terceira safra da batata-inglesa, além do cultivo da cana-de-açúcar e do sorgo).”

A FJP informou que “A indústria de transformação também contribuiu para o resultado negativo do índice de volume do PIB mineiro e brasileiro no terceiro trimestre de 2021. Em função do encarecimento dos insumos (inclusive energia elétrica), o volume de VAB da manufatura decresceu 2,6% em Minas Gerais e 1,0% em âmbito nacional quando se compara o terceiro trimestre de 2021 com o segundo trimestre do ano.

A extração mineral e a construção civil apresentaram resultados positivos em termos da evolução do índice de volume do VAB no trimestre de referência na série dessazonalizada no cenário estadual. Em Minas Gerais, a indústria extrativa mineral expandiu-se 2,3% na comparação do terceiro trimestre de 2021 com o trimestre imediatamente anterior. A construção civil teve crescimento de 3,9% na mesma base de comparação. No Brasil, ao contrário, a indústria de extração mineral apresentou ligeiro decrescimento (-0,4%). A construção civil, porém, teve acréscimo equivalente ao observado em nível estadual (3,9%) na mesma base de comparação.

O agrupamento formado pelos “outros serviços”, conjunto de atividades e serviços vinculados, principalmente, ao comportamento das famílias, teve evolução positiva no volume de VAB no terceiro trimestre de 2021 em relação ao trimestre imediatamente anterior (6,3%). Essa tipologia de serviços foi favorecida pelo avanço da vacinação contra a Covid-19 e o consequente aumento da mobilidade com a reabertura da economia.

De acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE, em Minas Gerais, destacaram-se a expansão no volume de serviços relacionados às atividades turísticas e o resultado favorável dos serviços profissionais, administrativos e complementares no trimestre de referência. No Brasil, o volume de VAB do agregado “outros serviços” expandiu-se 2,3% no trimestre de referência na análise da série dessazonalizada.”

Para o pesquisador da FJP Raimundo Leal, o fato econômico mais importante do terceiro trimestre no Brasil e em Minas foi o avanço da vacinação e a diminuição da percepção de risco com relação à Covid por parte da população. “Devido a esses fatores, houve uma mudança na demanda da população de produtos físicos pela demanda de serviços. E em resposta a essa maior demanda, a produção de serviços aumentou tanto na economia mineira quanto na brasileira”, explicou.

“Já a indústria da transformação, segundo Leal, além do problema relacionado à menor demanda, o setor também foi afetado pela questão do suprimento. “As cadeias globais de suprimento continuam com gargalos na oferta de insumos essenciais como semicondutores e isso teve consequências na produção, por exemplo de automóveis”, destaca o pesquisador.

“Por último, com relação à agropecuária, é sempre bom lembrar que a colheita de café ocorre com muito mais intensidade exatamente nesse período. E esse ano de 2021, um ano ímpar, é um ano de redução na produtividade do café e isso impacta a agropecuária de Minas Gerais devido ao peso que o café tem na nossa produção”, concluiu.

Acrescenta a FJP que “A atividade de comércio em nível estadual ficou praticamente estagnada no terceiro trimestre de 2021 em relação ao segundo trimestre do ano. No Brasil, o volume associado às margens de comércio recuou 0,4% na mesma base de comparação. Em Minas Gerais, a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) apontou queda no volume de vendas de móveis e eletrodomésticos, de livros, jornais, revistas e papelaria, de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação e de combustíveis e lubrificantes.

Houve, porém, expansão nas vendas de tecidos, vestuário e calçados, de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos e de veículos, motocicletas, partes e peças. No Brasil, venda de livros, jornais, revistas e papelaria e de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação foram os segmentos que apresentaram taxas negativas de variação mais expressivas no terceiro trimestre de 2021 em relação ao trimestre imediatamente anterior.

A administração pública apresentou taxas de crescimento mais expressivas na série com ajuste sazonal no terceiro e no quarto trimestre de 2020. A partir de 2021, os resultados demonstram que a atividade retornou para o seu padrão de comportamento observado ao longo da série com taxas de variação mais condizentes com o seu padrão histórico. Nesse sentido, no terceiro trimestre de 2021 e em comparação com os três meses anteriores (abril, maio e junho), o volume de VAB da atividade de administração pública apresentou expansão de 0,3% em Minas Gerais e de 0,8% em âmbito nacional.”

Por fim, a FJP revelou queO PIB de Minas Gerais no terceiro trimestre de 2021 foi estimado em R$ 209,7 bilhões e representou 9,5% do PIB nacional no trimestre de referência (Gráfico 3). O ganho de participação do PIB mineiro no produto agregado brasileiro nos dois últimos trimestres (segundo e terceiro trimestres de 2021) esteve associado, principalmente, à evolução favorável nos preços das principais commodities agrícolas, produtos siderúrgicos e minerais (a despeito da sinalização de diminuição na cotação internacional do minério de ferro em setembro de 2021 em razão da diminuição da demanda chinesa) presentes no território mineiro.

Do valor do PIB estimado no trimestre de referência, de R$ 209,7 bilhões, R$ 24,4 bilhões dizem respeito aos impostos indiretos líquidos de subsídios e R$ 185,3 bilhões referem-se ao Valor Adicionado Bruto (VAB). Em Minas Gerais, na composição setorial relativa ao terceiro trimestre de 2021, o VAB agropecuário foi responsável por R$ 12,8 bilhões (6,9% do total); o da indústria, por R$ 61,6 bilhões (33,2% do total); e o dos serviços, por R$ 110,9 bilhões (59,8% do total).

PIB
PIB

MINAS GERAIS X BRASIL X MUNDO– TAXA DE VARIAÇÃO

ANUAL E ACUMULADA DO PIB – PRODUTO INTERNO BRUTO

2011/2020 – Em %

Ano Minas Gerais Brasil Mundo
2011 2,5 4,0 4,3
2012 3,3 1,9 3,5
2013 0,5 3,0 3,5
2014 -0,7 0,5 3,5
2015 -4,3 -3,6 3,4
2016 -2,0 -3,3 3,3
2017 1,7 1,3 3,8
2018 1,3 1,8 3,6
2019 0,0 1,2 2,8
2020 -4,0    -3,9 -3,1
Média – 0,2 0,3 2,9
Acumulada -2,0 2,6 32,2

Fonte: FMI-World Economic Outlook-oct-2021/IBGE/FJP/MinasPart Desenvolvimento

Regime de Recuperação Fiscal de Minas Gerais

Em relação ao Regime de Recuperação Fiscal pretendido pelo governo de Minas Gerais junto à União, a minha opinião é similar à de Winston Churchill, em discurso na Câmara dos Comuns, ocorrida em 11 de novembro de 1947:

“Ninguém pretende que a democracia seja perfeita ou sem defeito. Tem-se dito que a democracia é a pior forma de governo, salvo todas as demais formas que têm sido experimentadas de tempos em tempos. O melhor argumento contra a democracia é uma conversa de cinco minutos com um eleitor mediano.

democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas.”

Traduzindo-se para o nosso mineirês seria algo, como:

“Ninguém pretende que o Regime de Recuperação Fiscal seja perfeito ou sem defeito. Tem-se dito que o Regime de Recuperação Fiscal é a pior forma de negociação com o governo federal, salvo todas as demais formas que têm sido experimentadas de tempos em tempos. O melhor argumento contra o Regime de Recuperação é uma conversa de cinco minutos com um eleitor mediano, até mesmo porque não há outras alternativas, a não ser pagar o que se deve, já à vista e imediatamente – cerca de R$ 30 bilhões, vencidos e dependurados por liminares concedidas pelo Supremo Tribunal Federal e, agora, com prazo estipulado para cancelamento.

Enfim, o Regime de Recuperação Fiscal é a pior forma de acordo imaginável com o governo federal, à exceção de todas as outras que foram experimentadas.”

 

 Dívidas dos Estados e Municípios

Ano de 2020 – R$ Bilhões

Estados União Outras Total   RCL DC/RCL%
AC 0,6 3,8 4,4      5,7 77,20
AL 7,5 3,2 10,7   10,1 105,91
AP 2,2 1,7 3,9      6,3 61,69
AM 0,4 7,5 7,9   16,4 48,17
BA 10,1 18,5 28,6   37,9 75,46
CE 1,4 16,4 17,8   22,0 80,91
DF 6,7 4,1 10,8   23,1 46,75
ES 1,8 5,6 7,4   15,7 47,13
GO 11,5 11,2 22,7   26,3 86,31
MA 2,2 7,5 9,7   16,9 51,40
MT 2,9 3,8 6,7   20,5 32,68
MS 7,0 2,3 9,3   14,1 65,96
MG 104,4 36,5 140,9   70,6 199,58
PA 1,2 4,1 5,3   23,9 22,18
PB 3,1 1,6 4,7   11,3 41,59
PR 20,2 9,1 29,3   40,4 72,52
PE 4,0 13,2 17,2   27,2 63,24
PI 0,7 5,9 6,6   11,8 55,93
RJ 155,2 37,8 193,0   59,5 324,37
RN 1,6 2,4 4,0   10,8 37,04
RS 84,8 12,1 96,9   43,4 223,27
RO 4,8 0,3 5,1      8,7 58,62
RR 0,7 1,2 1,9      4,3 44,15
SC 13,0 11,1 24,1   26,8 89,93
SP 278,5 49,9 328,4   165,6 198,31
SE 2,4 2,2 4,6      8,7 52,87
TO 1,2 4,1 5,3      9,0 58,85
Estados 730,1 277,1 1.007,2   737,0 136,66
Municípios 79,6 128,1 207,7  
Total 809,7 405,2 1.214,9  

– DC (Dívida Consolidada) /RCL (Receita Corrente Líquida) – %.

Fonte: Secretaria do Tesouro Nacional/Ministério da Economia – Ricardo Bergamini

Considerações:

1 – Em 2020, os estados tinham uma dívida total de R$ 1.007,2 bilhões, sendo R$ 730,1 bilhões com a União e R$ 277,1 bilhões com outros credores.

2 – Em 2020, os municípios tinham uma dívida total de R$ 207,7 bilhões, sendo R$ 79,6 bilhões com a União e R$ 128,1 bilhões com outros credores.

3 – Em 2020, a dívida total de estados e municípios era de R$ 1.214,9 bilhões, sendo R$ 809,7 bilhões com a União e R$ 405,2 bilhões com outros credores.

4 – Cinco estados a DC (dívida consolidada) está maior do que a RCL (receita corrente líquida), quais sejam:

4.1 – Alagoas – 105,91%.

4.2 – São Paulo – 198,31%.

4.3 – Minas Gerais – 199,58%.

4.4 – Rio Grande do Sul – 223,27%.

4.5 – Rio de Janeiro – 324,37%.

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