O Brasil como líder mundial de boas práticas ambientais no agronegócio
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Colunista do Instituto Millenium elencou os esforços do país para avançar no movimento ESG e avaliou que é preciso incentivar políticas públicas para aumentar a competitividade do setor

O Brasil se destaca no agronegócio como líder mundial na implementação das melhores práticas ambientais, sociais e de governança. A conclusão é do mais recente estudo da série Millenium Explica, elaborado pelo defensor público federal, palestrante, escritor e professor, André Naves. Essa diretriz, que une produtividade e sustentabilidade, é conhecida internacionalmente pela siga em inglês ESG (Environmental, Social and Governance).

Como pontuou o autor, o agro é responsável pela preservação de 33,2% das áreas ambientais no país. Os dados utilizados por ele são de um estudo da Embrapa Territorial (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), que mostrou que cerca de um terço das áreas protegidas estão dentro das propriedades rurais. O levantamento analisou quase seis milhões de estabelecimentos, por meio de dados do Censo Agropecuário e do Sistema Nacional do Cadastro Ambiental Rural (Sicar), e concluiu que os produtores preservam 282,8 milhões de hectares.

Para pontuar o bom uso de defensivos agrícolas, Naves destacou que o Brasil é um dos países com alta produção agrícola que menos utiliza químicos, proporcionalmente à sua produção. A avaliação, conforme explica o autor, é da FAO/ONU (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), EMBRAPA, ABAG (Associação Brasileira de Agronegócio) e ANDEF (Associação Nacional de Defesa Vegetal).

O país está em uma posição de privilégio para avançar no movimento de boas práticas porque tem estabilidade institucional, boa localização e facilidade para acesso aos mercados europeus e africanos. Nas palavras do especialista, “o agronegócio nacional, portanto, possuindo maior produtividade, sustentabilidade ambiental e adequação social, possui todos os requisitos para colocar o Brasil na posição de liderança dessa chamada Globalização ESG”.

O colunista elencou alguns pontos de atenção para o desenvolvimento do agronegócio. Um deles é o protecionismo, muitas vezes identificado por meio de barreiras sanitárias aos produtos brasileiros, o que na prática impede que determinadas mercadorias entrem em importantes mercados internacionais.

Naves também salienta que o setor precisa de investimentos para que haja mais competitividade com o mercado internacional. Na análise do professor, é fundamental a criação e ampliação de políticas públicas que resultem em aumento do valor agregado dos produtos. “É necessária uma melhoria institucional, simplificando, desburocratizando e facilitando o ambiente de negócios”.

Economia verde

O estudo da série Millenium Explica também analisou a conjuntura atual da economia verde brasileira. O palestrante observa que país tem potencial para se tornar líder global na produção da energia limpa. Para que isso seja possível, a sociedade civil deve liderar a condução para patamares mais elevados de desenvolvimento sustentável, em que o crescimento econômico seja pautado por um marco institucional impessoal e transparente que equalize as relações de poder e as desigualdades sociais.

O defensor público cita que o Brasil já possui posição de destaque na produção energética limpa e renovável. “De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a energia eólica é a segunda fonte de matriz elétrica brasileira, atrás apenas da hidrelétrica. A capacidade instalada é de 16 GW, segundo dados divulgados em junho de 2020 pela Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica)”, explicou o estudo.

Para mostrar que o país é uma promessa real, o artigo divulgou números da AproBio (Associação dos Produtores de Biocombustível do Brasil). Os dados revelam que a produção e exportação do hidrogênio deverá responder, em 2050, por 20% de toda a demanda de energia global, gerando um mercado de US$ 2,5 trilhões. Como o Brasil tem cerca de 80% da sua matriz elétrica renovável, o escritor entende que pode se tornar um dos grandes protagonistas desse mercado.

André Naves conclui a narrativa afirmando que as potencialidades brasileiras só irão se concretizar se as diretrizes priorizarem desenvolvimento, transparência e combate à corrupção.

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