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Por: José Maria Couto Moreira

 

As atitudes do homem em passado recente, em contraste com a realidade atual, nos fazem passageiros de bons augúrios

Estaria a civilização beirando a perfeição? Esta cogitação surge em face de acontecimentos que a inspiram, fatos que até o início do século XX os teríamos como absolutamente impossíveis de presenciar. É por eles que a vida no planeta vai desbravando o futuro, tais o impacto que nos causaram.

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O primeiro apontamento seria a escolha pelo povo americano de um presidente negro, isto é, um representante de uma etnia até então considerada inimiga ou malquista pela maioria maciça da nação, hostilizada por mais de cem anos, cujas ações a ela contrárias se traduziram em escravagismo, associações organizadas para efetivar direitos exclusivos aos brancos, perseguições e assassinatos. A segregação nos Estados Unidos chegava a ser questão de honra, tal a idiossincrasia e a recusa dos americanos do Mayflower em aceitarem o negro como um compatriota. E para maior pasmo do mundo, Barack Obama transformou-se em líder, e, em eleições empolgantes como há muito não acontecia, conseguiu se reeleger, com o referendo incontestável do povo pelas suas ações em prol, inclusive, daqueles que ainda há pouco vociferavam contra a presença de um negro nas ruas do país.

 

Pois bem. Agora, para surpresa da humanidade, o Vaticano alargou suas fronteiras e foi buscar na pessoa de um humilde sacerdote, que professava o amparo à pobreza como sentido absoluto de solidariedade e da mais pura convicção cristã, um chefe para a crise da igreja. E este predestinado, para nossa maior surpresa, não se elevou apenas por seu anônimo e edificante sacerdócio, mas ei-lo consagrado pela vontade cardinalícia, buscado num país da América Latina, um continente ainda em processo lento de desenvolvimento, desconhecido até geograficamente por uma imensa maioria das gentes estrangeiras e por elas um tanto desdenhada.

Para coroar estes episódios tão significativos, responsáveis por uma nova visão do mundo, eis que a comunidade científica coloca à disposição do homem os estudos, até conclusivos, da utilização da célula tronco ou célula mãe, como alternativa já provadamente eficaz em favor da vida. Em miúdos: foi encontrada a capacidade de as células se dividirem, dando origem a novas células, ou, em processo que os cientistas chamam de diferenciação celular, de transformarem-se em outros tecidos do corpo, como ossos, nervos, músculos e sangue. Esta descoberta revolucionária da pesquisa médica de todo o globo concede aos portadores de deficiência cardiovascular, neurodegenerativa, diabetes, acidentes vasculares cerebrais, traumas e outros casos graves a festejada esperança da reabilitação ou da cura. Isto é, os mortos vivos não carregam mais uma condição de tristonha morbidez, mas se desviam com certeza da penosa expectativa da morte.

O francês Pasteur, com seus estudos realizados no campo da microbiologia, que salvou milhões de pessoas e proporcionou avanços extraordinários na medicina e em outras vertentes científicas, e a polonesa madame Curie, responsável pelo descobrimento do rádio como material aplicável às iniciativas de curas e de sofisticadas aplicações no campo vasto da tecnologia, foram os anjos bons do século XIX, projetando suas relevantíssimas pesquisas para a alvorada do tempestuoso século XX.

De suma e decisiva importância para todos os setores tecnológicos, especialmente na voluptuosa marcha para o descortino e conquista do espaço, foi o programa contínuo e pan-nacional da busca constante da miniaturização, louvando-se nesta arte, especialmente, o Japão e os Estados Unidos. Este grande e constante esforço, em que se empenharam homens e povos, representou um progresso espetacular para soluções tecnológicas específicas, que requintaram o aperfeiçoamento para a utilização de objetos de aplicação múltipla, desde o emprego doméstico, passando pela medicina, a aviação e as telecomunicações até o aproveitamento no mundo imenso, miraculoso e espetacular da eletrônica.

O século XX conheceu a valia do computador, até os anos setenta apresentados em gabinetes enormes, que ocupavam por isso espaços necessariamente grandes. Mas aquele período encontrou-se, também, com os computadores pessoais, de ampla serventia, tanto quanto aqueles aparelhos monumentais ora lembrados, hoje, no entanto, máquinas cujo peso completo não passa de vinte quilos. A travessia do milênio proporcionou maior encantamento e surpresa a seus usuários. Agora, esses mesmos usuários dispõem de um PC portátil, em conexão perfeita e constante com o mundo, pesando até sete quilos, varando, pela Internet e alcançando outros programas informáticos, canais de informações, notícias, entretenimento e ultimando negócios num inesgotável diálogo com bilhões de parceiros espalhados no planeta terra. Para enfeixar esta ação maravilhosa e mágica da miniaturização, surge o “chip”, um circuito eletrônico de tamanho mínimo construído sobre uma tênue superfície onde se instalam materiais semicondutores, que proporciona utilizações e serviços relevantíssimos em todos os campos tecnológicos.

Tudo que nos surpreende e nos serve é obra da ciência, sim, da abnegação de pesquisadores anônimos e corajosos, de homens que, embora cientes de nossa pequenez, acreditam no estudo e na investigação como êmulos de nosso conforto, prazer e longevidade.

Ciência e fé são as guardiães do porvir.

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