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Em palestra aos associados da Apimec MG (22/11/11), como parte das comemorações dos 40 anos da entidade, o presidente da Vale S/A, Murilo Ferreira, disse que a empresa continuará adotando uma política agressiva de pagamento de dividendos sempre que recursos não sejam alocados em projetos estratégicos de investimento. ”Para mim, o patrão, o dono do dinheiro é o acionista e a ele devem ser direcionados os resultados da companhia caso não existam projetos de alta rentabilidade”, disse, completando que, só em 2011, foram distribuídos US$9 bilhões.

Com o tema “China e as Oportunidades para a Vale”, Ferreira ressaltou o enorme potencial de negócios que a China representa para a Vale, que tem nela concentrados mais de 35% das suas receitas operacionais. “Os números são impressionantes, tanto em relação ao crescimento vigoroso do PIB per capita quanto às projeções de consumo de minerais e metais para atender as crescentes necessidades de suprimentos aos setores industrial e de construção civil e reduzir o enorme déficit habitacional chinês, de 10 milhões de unidades/ano”, disse o presidente da companhia.

Ele defendeu a ideia de que as siderúrgicas do Brasil devem aumentar sua produção e modernizar suas plantas e que a Vale quer incentivar novas empresas a produzirem aço no país, como no caso da coreana Posco, com a qual a companhia se associou numa planta no Ceará.

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“Eu não consigo entender por que nós ficamos parados tantos anos na produção de 30 milhões de toneladas. É uma frustração para os brasileiros, pois o país, ano passado, importou 6 milhões de toneladas de produtos siderúrgicos”.

 

Ferreira observou que as siderúrgicas chinesas produziram, em 2001, 150 milhões de toneladas de aço e que, em 2011, serão 700 milhões de toneladas, um avanço que, segundo ele, decorreu, principalmente, das siderúrgicas privadas.

“Então eu me pergunto o seguinte: esse pessoal perdeu dinheiro ou ficou maluco?”, brincou.

A Vale tem de fazer melhor o dever de casa quando o tema é obtenção de licenças ambientais, na avaliação do seu presidente. “Não podemos só ficar chorando nem só reclamando do governo. Nós estamos fazendo o melhor?

Eu acho que precisa melhorar, mesmo sendo trabalhos complexos, como o processo de licenciamento de Serra Azul, em Carajás, que tem mais ou menos 10 mil páginas”, disse.

A empresa, afirmou Ferreira, fez reformulações e transferiu funcionários que estavam tendo bom desempenho em outras áreas para lidar mais de perto com minério de ferro.

O objetivo, segundo ele, é melhorar a posição da Vale na questão das licenças ambientais.

Dos US$ 24 bilhões de investimentos anunciados neste ano, serão executados entre US$ 18,5 bilhões e US$ 19 bilhões. As licenças ambientais são um dos entraves para a não realização integral dos investimentos programados para este ano.“É preciso ter uma relação respeitosa com as autoridades e evitar polêmicas em jornais”, disse. “Nós temos que melhorar, antes de tudo, o que fazemos em casa”, voltou a afirmar.

 

Murilo Ferreira adiantou que encaminhou proposta ao Conselho de Administração da Vale para que a diretoriaexecutiva da mineradora seja estruturada em unidades de negócios, diferentemente do sistema anterior por tipo de operação. “Prefiro uma estrutura de negócios mais simples e mais direta. Quem acertou, acertou. Quem não acertou, precisa melhorar”.

Se aprovada a alteração, três diretorias serão cortadas, ficando sete cargos. Admitiu que não gostava da estrutura anterior de direção da companhia, implantada há dois anos, que, segundo o executivo, não dava responsabilidade definida para quem comandava uma área.

No negócio de maior peso da companhia, o minério de ferro, o presidente da Vale deixou claro que o limite está numa remuneração de US$ 100 por tonelada da matéria-prima.

“Se o preço do minério vier abaixo de US$ 100 (por tonelada), não há como fazer uma mina”, afirmou aos associados da Apimec MG.

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