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A geração de riquezas e a criação de empregos no Brasil foram discutidas no dia 12 de abril, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, durante o Ciclo de Debates “Em Defesa da Produção e do Emprego – Contra a Desindustrialização”. O encontro contou com a participação de empresários do setor industrial e trabalhadores das centrais sindicais. O requerimento para o debate foi de autoria do deputado Celinho do Sinttrocel (PCdoB).

O Ciclo de Debates é parte das ações do movimento nacional “Grito de Alerta”, que discute o processo de desindustrialização nacional e pede providências para garantir a competitividade da indústria e, consequentemente, do emprego e da produção nacionais. O movimento mobiliza empresários e sindicalistas em defesa da indústria. Antes do evento, houve uma passeata simbólica do prédio do Banco Central, em Belo Horizonte, até a Assembleia Legislativa.

A desindustrialização é um fenômeno caracterizado por um longo período de queda da participação da indústria na formação do Produto Interno Bruto (PIB) e no índice geral de empregos. O dado mais emblemático desse processo no Brasil é que, em 2011, a participação da indústria no PIB foi de apenas 14,6%, segundo o IBGE. O patamar é o mais baixo desde 1956, quando esse segmento, que transforma matéria-prima em bens de consumo ou itens usados por outras indústrias, respondeu por 13,8% das riquezas produzidas no País.

Alguns setores específicos têm sido mais impactados pela desindustrialização. É o caso da indústria têxtil, importante para a economia mineira. O setor teve retração de 9,2% em 2011 em função da entrada cada vez maior de tecidos chineses no País.

Para o deputado Celinho do Sinttrocel, é preocupante observar que a produção de um país como o Brasil passa por um período de desaceleração industrial. “O reflexo dessa desaceleração pode ser visto no chamado processo de desindustrialização que atinge a economia nacional, que apresentou uma queda de 15% na indústria nos últimos 30 anos”, ponderou o parlamentar. Na opinião dele, para que ocorra uma reversão deste quadro é necessário aplicar algumas medidas emergenciais como o controle de remessas de lucro, a quarentena para o capital especulativo, o controle de importações e uma política industrial de substituições de importações.

O evento contou com a participação especial da Fiemg, das Centrais e Entidades Sindicais e do Grito de Alerta em Defesa da Produção e do Emprego, além do apoio de MercadoComum – Revista Nacional de Economia e Negócios, ASSEMG- -Associação dos Economistas de Minas Gerais, IBEF-MG

– Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças de Minas Gerais, contando ainda com a parceria de diversas entidades.

 

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