Marcelo Bomfim, presidente do BDMG
Marcelo Bomfim, presidente do BDMG
Marcelo Bomfim, presidente do BDMG
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As perspectivas são muito positivas e a instituição financeira, que está completando 60 anos deve chegar, ao final de 2022, com captações de R$ 1 bilhão

 

“A nossa perspectiva é muito positiva e o viés é de aumento”, comemora o presidente do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Marcelo Bomfim, diante da elevação de nota do rating da instituição, que foi reafirmada recentemente pela agência internacional de avaliação de risco de crédito, a Moody’s.

A classificação de risco foi fixada na nota BBB+, que possui qualidade média, com uma perspectiva favorável dentro da escala em divisa local. Marcelo Bomfim destacou que para a elevação da nota, antes classificada em BBB, várias metodologias dentro da instituição foram desenvolvidas e outras ampliadas.

“Então, temos recursos em caixa, e outros fatores que posso destacar é o índice Basileia apontando um enquadramento bom, a qualidade de nossos ativos, a redução dos custos de captação, assim também a nossa garantia de uma liquidez maior e mais forte”, acrescenta Bomfim.

Segundo os dados divulgados pela Moody’s, a liquidez do BDMG registrava historicamente baixos níveis. Desta forma, o nível de liquidez obteve uma alta recorrente de 24,9% em março deste ano. Em sua funcionalidade no mercado, quanto mais alta a liquidez de um ativo, maior a probabilidade de conversão rápida em recursos.

No acumulado de 2022, até 22 de junho, o banco já captou no mercado recursos da ordem de R$ 428 milhões e planeja chegar ao final do ano com captações acumuladas em R$ 1 bilhão. Em relação à inadimplência, a Moody’s apresenta um índice acima de 90 dias, de clientes do BDMG, fechando o 1º trimestre de 2022 em 1,3%, o que representa um índice baixo.

“Desde 2011 não temos a atribuição de uma nota. No entanto, durante este período de 11 anos intensificamos a diversificação das nossas estruturas de captação de recursos”, conta.

Moody’s eleva nota de rating do BDMG
Moody’s eleva nota de rating do BDMG

Injeção de recursos

No acumulado deste ano até a última quarta, 22 de junho, o BDMG já liberou R$ 836 milhões para empresas de todos os portes e municípios mineiros, alta de 15% em comparação com o mesmo intervalo do ano passado. “Estamos cumprindo com o nosso papel de promover o desenvolvimento para gerar emprego e renda na economia com desembolso sustentável”, diz.

Apesar de todo o contexto desafiador sobre a realidade e duração da pandemia de Covid-19 para os micro e pequenos negócios, a instituição garantiu boa qualidade nos últimos períodos. Apostou em investimentos, dentre eles a oferta de crédito de R$ 240 milhões no 1º trimestre deste ano, o que representa um crescimento de 156% no desembolso bancário. O investimento foi enviado para 426 cidades de Minas que decretaram estado de calamidade.

“Nós financiamos investimentos por todo o Estado. Assim como também realizamos os investimentos na carteira do Pronampe como consequência de uma melhor oferta de crédito e taxas mais baratas em detrimento ao capital de giro para médias e grandes empresas”, disse o presidente. O Pronampe é o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, que foi lançado em 2020 pelo Ministério da Economia.

 

Captação de crédito

Ainda neste ano, o banco anuncia o aumento de 81% em captação de crédito de LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) e CDB (Certificado de Depósito Bancário). O dado é em comparação ao mesmo período do ano passado. Já as letras financeiras voltam no segundo semestre às operações do BDMG, desde que foram suspensas em 2018.

Em 2021, o BDMG registrou uma soma de R$ 449 milhões em captações realizadas pelo próprio banco. Já em relação à obtenção dos créditos CDB e LCA mencionados, a instituição destinou R$ 301 milhões em recursos.

“O banco não tem uma fonte de captação apenas, mas tem outras fontes, entre elas as multilaterais e as nacionais. O crescimento total da nossa carteira de crédito entre junho de 2021 e junho de 2022 foi de 15,5%”, apresenta Marcelo. – (Fonte: Diário do Comércio – 28.06)

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