Mineiros utilizam o 13° salário para quitar suas dívidas e poupar, segundo dados de pesquisa da Fecomércio MG
Mineiros utilizam o 13° salário para quitar suas dívidas e poupar, segundo dados de pesquisa da Fecomércio MG
Mineiros utilizam o 13° salário para quitar suas dívidas e poupar, segundo dados de pesquisa da Fecomércio MG
Mercado Comum Jornal on line BH Cultura Economia Política e Variedades

Panorama de endividados e inadimplentes apresenta queda na passagem de dezembro de 2021 para janeiro de 2022.

 

Com o pagamento do 13° salário, os consumidores mineiros usaram a renda extra para quitar compromissos financeiros, fazer compras à vista e investir na poupança. De acordo com o levantamento da Fecomércio MG, em dezembro de 2021, 88,9% dos entrevistados estavam endividados. Já em janeiro desse ano, esse percentual caiu para 88,8%. O indicador de inadimplência também apresentou redução, saindo de 39,0% em dezembro do ano passado para 38,2% em janeiro de 2022, representando uma queda de 0,8 ponto percentual.

 

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), é elaborada pela Fecomércio MG, com base nos dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Segundo a análise, a redução do comprometimento e inadimplência financeiros se deve a injeção de recursos do 13° salário.

 

A economista da Federação, Gabriela Martins, observa que essa atitude dos consumidores foi positiva. “É preciso adotar uma postura de consumo mais consciente e usar o planejamento financeiro como aliado, evitando assim um cenário de endividamento e não cumprimento dos gastos assumidos.”

 

Em relação às dívidas, o principal compromisso financeiro assumido pelos consumidores continua sendo o cartão de crédito. Em janeiro, 81,2% dos entrevistados se utilizaram e essa modalidade de pagamento. Na sequência, aparecem o carnê e o cheque especial, com percentuais de 20,7% e 8,3%, respectivamente.

 

Considerando as famílias com dívidas pendentes, 37,6% afirmaram que não terão condições de honrar, no próximo mês, os compromissos assumidos, permanecendo, dessa forma, inadimplentes.

 

Em relação ao comprometimento da renda, a pesquisa da Fecomércio MG apontou que, para 45,6% das famílias, os atrasos somam 90 dias ou mais. Além disso, o tempo de comprometimento da renda com dívidas chega a pouco mais de seis meses e comprometem 30,5% do orçamento mensal.

 

A Peic, realizada nos últimos dez dias de dezembro, retrata o comprometimento da renda familiar com financiamento de imóveis, carros, empréstimos, cartões de crédito, lojas e cheques pré-datados, bem como a capacidade de pagamento dos consumidores belo-horizontinos. Ela também mostra o percentual de famílias que possuem dívidas e não terão condições de quitá-las.

Mercado Comum Jornal on line BH Cultura Economia Política e Variedades