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síntese do discurso
WILSON NÉLIO BRUMER

Presidente da Usiminas e Personalidade Empresarial do XIII Prêmio Minas Desempenho Empresarial

Logo de partida, meu caro Carlos Aberto, não posso deixar de registrar: receber esta homenagem das mãos de Murilo Mendes é mais do que um reconhecimento. Para mim, é um ato de responsabilidade que se torna um dever de, a exemplo do Murilo, atravessar a História com sentimento perseverante e desbravador, conservando ideias ao mesmo tempo maduras e joviais, que apenas a sapiência dos mais egrégios é capaz
de espelhar.

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De fato, todos nós vislumbramos nos últimos anos a conquista de importantes bases democráticas e a estabilização econômica. Todavia, não poderia deixar de tocar em dois ou três pontos que considero relevantes para uma reflexão que, pelos desafios renomados, nunca se envelhece: o tipo de País que queremos ser.

A contribuição do setor industrial no PIB regrediu ao mesmo patamar de 16% da década de 50, quando a economia do País ainda era baseada na agricultura. Não tenho dúvidas da importância do agronegócio e do setor de serviços para o nosso desenvolvimento.

No entanto, um País que se propõe consciente de si e que se propõe influente na nova ordem mundial não pode prescindir de uma base industrial sólida. Uma indústria capaz de exercer plenamente seu papel de multiplicador econômico seja pelo volume de geração de empregos, por sua capacidade de movimentação da cadeia produtiva e consumidora ou por seu potencial de geração de riqueza e arrecadação.

Dispensável dizer o quanto as assimetrias tributárias calejam o setor produtivo. Para os senhores terem uma ideia, o custo de produção de uma bobina de aço laminado a quente no Brasil aumenta 50% se somados todos os tributos que incidem sobre a produção e as vendas. Construir uma usina siderúrgica no Brasil, por exemplo, é mais do que o triplo de vezes mais caro do que na China.

Veja só há quantas anda a nossa infraestrutura: enquanto investimos nos últimos dez anos somente 2,3% de nosso PIB , a Índia investe 6%, a China 10% em média. E não precisamos ir tão longe: nosso vizinhos chilenos investem mais de 6%.

Volto, portanto, à pergunta: que tipo de País queremos ser? Queremos ser exportadores de tecnologia, de produtos acabados, ou exportadores de emprego para a China?

Cabe ao Estado criar as políticas públicas e a ambiência macroeconômica necessária. E cabe ao setor produtivo endereçar seus melhores fundamentos de gestão, produtividade e inovação. Esse é o trabalho que temos feito à frente da Usiminas.

Creio ser meritória a iniciativa do Governo com o programa Brasil Maior. É um primeiro passo. Contudo, não podemos criar falsas expectativas mediante medidas homeopáticas.

Precisamos ir mais a fundo e mais amplamente. Por exemplo, eliminando essa nociva guerra fiscal entre os estados da federação que causa distorções que impedem a livre concorrência. Afinal, precisamos mais do que um plano de Governo, um plano de País.
Ouvimos durante toda a vida que o Brasil era o país do futuro. Hoje, devemos esperançar para que o Brasil seja, acima de tudo, o País do presente. Vamos fazê-lo. E já.

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