Maior busca por proteção
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Fernando Soares Rodrigues*

Os debates em torno da eleição presidencial, a deflação de 0,29% em setembro pelo terceiro mês consecutivo, a perspectiva de inflação mensal baixa em seguida, a manutenção da taxa Selic em 13,75% ao ano e o impacto da guerra da Ucrânia na economia mundial dominam as atenções do mercado financeiro neste final de ano.

Torna-se mais acentuado, principalmente no mercado acionário, a busca por proteção diante de um cenário caracterizado por maiores incertezas até a a nomeação da equipe econômica e as principais diretrizes da nova gestão presidencial.

Nos debates que precederam a eleição, os dois candidatos à presidência não se comprometeram com programas econômicos. E muito menos sobre a adoção de medidas para equilibrar as finanças públicas, após os gastos extraordinários do governo Bolsonaro para cooptar eleitores.

Vale e Petrobrás

No mercado acionário, os investidores nacionais e estrangeiros anteciparam desde o final de setembro este comportamento mais cauteloso. Aumentou a procura por ações de grande liquidez e que oferecerem maior proteção em qualquer cenário como as da mineradora Vale e da Petrobrás.

Cresceu também a procura por ações de bancos, setor sempre favorecido pelos juros elevadíssimos praticados no País. O índice Bovespa oscilou muito e ficou acima dos 110 mil pontos na segunda quinzena de outubro.

Para obter resultados na bolsa, é preciso acompanhar o mercado diariamente, e nem sempre acreditar nas projeções mais otimistas dos analistas. Muitos deles procuram sinais a todo o momento para projetar resultados mais favoráveis ao mercado acionário.

A guerra na Ucrânia, ao interferir nos preços dos combustíveis, e o ritmo de crescimento da China que baliza os preços das commodities são alguns dos fatores que interferem nos resultados das empresas de capital aberto com maiores volumes de negócios na B3, a bolsa paulista. As oscilações da Bolsa de Nova York e outras grandes bolsas mundiais também interferem no mercado interno.

Boa rentabilidade

Juros básicos bem acima da inflação oferecem ganho real expressivo na renda fixa para os investidores nacionais, e principalmente para os estrangeiros.

A taxa Selic deve encerrar 2022 no patamar de 13,5% ao ano, bem acima da inflação oficial pelo IPCA projetada para dezembro em 5,62% pelo boletim Focus do Banco Central relativo ao final da segunda quinzena de outubro. O juro real brasileiro na faixa de 8% é o maior do mundo. É calculado deduzindo-se da taxa Selic a inflação projetada pelos 12 meses seguintes.

Os Certificados de Depósitos Bancários-CDBs emitidos pelos bancos, cujas taxas seguem os percentuais dos Certificados de Depósitos Interbancários-CDI’s estão entre as melhores opções na renda fixa.

As taxas dos CD’s acompanham a Selic, que pode cair para 11,25% no próximo ano, quando a inflação oficial deve ficar próxima dos 5%, também conforme a projeção do boletim Focus. Caso este cenário se verifique, os CDBs de longo prazo (acima de 2 anos) com as taxas prefixadas atuais são os mais atrativos.

Outras opções de renda fixa como fundos de investimentos financeiros e títulos do Tesouro Direto são outras opções de renda fixa também muito atraentes neste cenário.

As cadernetas de poupança também se beneficiaram com a inflação de 7,17% relativa aos doze meses anteriores a setembro passado. Esse tipo de investimento mais popular oferece líquidos 6,17% ao ano mais a variação TR ou 7,19% ao ano, superando um pouco a inflação.

*Jornalista especializado em economia e finanças

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