Lula defende aumento da capacidade de refino da Petrobras
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Lula volta a defender a reconstrução do potencial de refino de combustíveis da Petrobras para evitar que o Brasil faça importação de derivados do petróleo e os preços deixarem de ser “dolarizados”

“O Brasil está exportando óleo cru, quando na verdade a gente poderia estar exportando derivados a um preço muito maior e o Brasil ganhando muito mais”, disse, afirmando também não fazer sentido a gasolina estar R$ 7,50 e o óleo diesel R$ 6,80, em Fortaleza. “Poderia custar menos, é só aumentar a capacidade de refino daquele produto que nós temos de forma suficiente no Brasil. Então, nós precisamos fazer as refinarias. Em vez de fazer, eles estão vendendo as refinarias e quem comprou não vai baratear preços”, disse no dia 7 de abril último, em entrevista ao vivo à rádio cearense Jangadeiro.

Lula afirmou que a irresponsabilidade administrativa dos governos que sucederam o PT levou ao desmonte da Petrobras, à decisão de vender a BR e de não dar continuidade a projetos de refinarias que estavam em curso nos governos dele e da ex-presidenta Dilma Rousseff.

“A irresponsabilidade deles paralisou refinarias. Se tivessem continuado, as refinarias do Ceará e do Maranhão já estariam prontas”, disse criticando também o argumento de que a venda da BR Distribuidora traria concorrência e redução de preços. Segundo o ex-presidente, hoje são 392 empresas importando gasolina, o que faz com que os preços sejam “dolarizados”, ou seja, reajustados conforme a variação do mercado internacional.

Lula voltou a defender o papel estratégico da Petrobras, disse que a empresa tem potencial tecnológico e lamentou que a prioridade da estatal hoje seja distribuir a maior parte do lucro para os acionistas, em vez de fazer investimentos para se fortalecer, como acontecia nos governos do PT. “A maior parte do lucro de 106 bilhões para acionistas de nova Iorque, quando parte deveria ser utilizada para reinvestimento em maior capacidade de produção e de refino para o Brasil ganhar muito mais”.

Pelo sétimo ano consecutivo, o Brasil é superavitário na balança comercial de petróleo e derivados

Pelo sétimo ano consecutivo, o Brasil é superavitário na balança comercial de petróleo e derivados

Em 2021 o Brasil registrou um dos maiores superávits na balança comercial de petróleo e derivados, atingindo saldo positivo de US$ 18,30 bilhões, equivalente a uma expansão de 30,71% em relação ao ano de 2020. As exportações somaram US$ 37,44 bilhões – 50,18% superiores ao valor obtido no ano anterior. Já as importações totalizaram US$ 19,14 bilhões, o que representa um acréscimo de 75,51% acima do valor registrado em 2020.

Brasil virou exportador de petróleo e derivados

Em US$ bilhões – Período de 2014/2021

Ano                 Exportações    Importações    Saldo

2014                25,66               -35,35                 -9,69

2015                16,80               -17,09                 -0,29

2016                13,61               -11,13              +2,48

2017                21,44               -15,94              +5,50

2018                31,86               -19,74              +12,13

2019                30,16               -18,73              +11,43

2020                24,93               -10,93             +14,00

2021                37,44               -19,14              +18,30

Fonte: Ministério da Economia/Secretaria Especial de Comércio Exterior/LCA Consultores/

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