Sabe aquela cidadezinha que parece ter sido desenhada para ilustrar cartão de Natal? Assim é Gruyères, uma vilazinha medieval, com apenas uma rua e cerca de 100 habitantes, no Cantão Friburgo, da Suíça.

Além do famoso queijo que leva o nome da cidade, a pitoresca vila com uma rua serpenteando a montanha, aos Pés dos Pré Alpes, apresenta uma das paisagens mais deslumbrantes de toda a Europa.Chega-se à Gruyères a partir de Genebra, passando por Vevey, Montreux, Zermatt e Friburgo, Cantão a que pertence a cidade. As paisagens das montanhas e vilarejos que se cruza pelo caminho, já lhe dão um aperitivo do mundo de paisagens de sonhos que lhe aguarda.

Cercada por lendas e histórias misteriosas, sabe-se que Gruyères foi fundada em torno do ano 400 a.C. pelo rei dos Vândalos Gruérius. O brasão da cidade, espalhado pelas fachadas das casas e que traz a ave símbolo da região, o Grou, (Grue) ostenta com majestade a simbologia e a magia de sua história.

A estação Central é a porta de entrada da encantadora cidadezinha. Exatamente em frente à estação de trem está a La Maison Du Gruyère, um museu do queijo, onde o turista acompanha todo o processo de produção do famoso queijo Gruyère, passando pelo tipo de leite utilizado, a alimentação do gado e as peculiaridades da produção desta iguaria que é um dos mais famosos símbolos gastronômicos da Europa. Partindo da Estação Central, pela rua única, telhados, e chaminés garantem a harmonia do conjunto urbano. No caminho, é recomendável uma paradinha no Escritório de Turismo para colher as dicas de restaurantes, bares, hotéis, chocolaterias e lojas de produtos locais.

O centrinho de Gruyères é um largo absolutamente limpo e bem cuidado, calçado com pedras impecavelmente assentadas, rodeada por lojinhas, restaurantes, uma fonte ao centro e um conjunto de casario com detalhes de ornamentação que não nos deixa esquecer que estamos na organizada e fotogênica Suíça.

O Castelo de Gruyères é, sem dúvida, a principal atração da cidade. A imponente construção no alto da colina é do século XIII e durante séculos esteve nas mãos de famílias nobres. Em 1938, o governo de Friburgo comprou o imóvel e o transformou em museu expondo uma preciosa coleção de objetos medievais. A visita ao castelo, acompanhada de áudio guias em várias línguas, inclusive o Português de Portugal, nos transporta no tempo.
Para os amantes da ficção científica e de figuras fantasmagóricas, no Museu HR Giger, criador do filme O Oitavo Passageiro, o turista vê toda a obra surrealista do artista, inclusive um inusitado Salão Vermelho, com desenhos, pinturas e esculturas de cunho erótico, acessível somente para maiores de 18 anos.

No HR Giger Bar, a boa cerveja artesanal vem acompanhada de um ambiente de muito exclusivo. A decoração interna formada por ossos enormes, como se fosse o esqueleto interno de um grande monstro alienígena, é impressionante.
O passeio de trem na Golden Line, da Grande Ligne de Chemin de Fer, pelas montanhas e lugarejos, liga Montreux a Mont Bovon reúne paisagens encantadores em uma viagem panorâmica. Qualquer ângulo que escolher para fotografar é a certeza de um verdadeiro cenário de filme. Da mesma forma, a decoração interna do trem, em estilo retrô é uma experiência inesquecível.
Como estamos na Suíça, não poderia faltar o chocolate. A Maison Cailler, a mais famosa fábrica de chocolate do mundo, é uma verdadeira perdição. O turista aprende sobre a matéria prima, as técnicas do fabrico, além de degustar o melhor chocolate.

Há também outros trens temáticos, como o Trem de Chocolate onde se degusta croissants e chocolates de qualidade, o Foundue Train, com serviço elegante de fundue, merengue e creme de queijo Gruyère e até o suhi train, que serve, à noite, um jantar completo de sushis e sobremesas acompanhados de saquê. Gruyères é para visitar e não esquecer nunca.