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O FMI – Fundo Monetário Internacional divulgou, no dia 9 de julho, as novas projeções para a economia mundial, tendo reduzido de forma expressiva suas estimativas anteriores. Para 2013, as novas projeções indicam para uma economia mundial crescendo 3,1% e, para 2014, 3,8%. Contribuem de forma expressiva para esse resultado o desempenho dos países considerados emergentes e em desenvolvimento, com uma expectativa de expansão de 5,0% e de 5,4%, em 2013 e 2014, respectivamente.

Nesse cenário, os países da América Latina e Caribe deverão registrar um crescimento de 3,0% em 2013 e de 3,4% em 2014.

Pode-se afirmar que o FMI tenha sido generoso com os números divulgados em relação à economia brasileira, pois aponta para uma expansão do PIB-Produto Interno Bruto do país em 2,5% e 3,2% em 2013 e 2014, principalmente quando a quase totalidade dos bancos e analistas econômicos nacionais já calculam números bastante inferiores e, alguns já acreditam que, muito dificilmente, o resultado do PIB nacional ultrapasse 1,5% neste ano.

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Quaisquer que sejam os resultados finais contabilizados, no entanto, o que fica evidenciado é que o Brasil crescerá menos do que a média mundial e a uma taxa ainda inferior à dos países da América Latina. Até aí absolutamente nada de mais, a não ser o fato de já ser este o terceiro ano consecutivo que esse medíocre desempenho econômico nacional vem ocorrendo e, ademais, coincide exatamente com o período do mandato da presidente Dilma Rousseff.

Ao se analisar esses dados consolidados do desempenho da economia brasileira com outros períodos, constata-se que a performance do governo Dilma já pode ser considerado o pior entre todos os governos desde o período Collor. Nestes últimos três anos e considerando-se os 2,5% previstos para 2013 pelo FMI, a média de crescimento real do PIB brasileiro é negativa em 1,4% ao ano, contra 3,6% verificados durante o período de dois anos de Fernando Collor.

O distanciamento do crescimento econômico do Brasil em relação aos demais países nestes três últimos anos de Dilma Rousseff vem se acentuando, o que é uma péssima sinalização, em que pese alguns relevantes avanços sociais conquistados. De 2010 a 2013, de acordo com dados do FMI, a expansão projetada do PIB brasileiro totalizará 6,21%; a média mundial será de 10,44%, a dos países da América Latina e Caribe de 10,98% e a dos países emergentes e em desenvolvimento, de 16,97%. Até os Estados Unidos, que protagonizaram a crise financeira de 2008/2009 – da qual ainda estamos aprisionados, registraram nesse mesmo período, uma expansão acumulada de 5,81% – resultado muito próximo ao ocorrido em relação à economia brasileira.

A ECONOMIA BRASILEIRA É TIDA COMO RABO DE CAVALO: SÓ CRESCE PARA BAIXO E PARA TRÁS – A situação se agrava ainda mais ao percebermos que as projeções do FMI também já apontam para 2014 um crescimento médio da economia mundial de 3,8% – contra 3,2% previstos para o Brasil – o que muitos economistas reconhecem como outra bondade daquela instituição em relação ao nosso país e que este resultado, dado o andar da carruagem nacional, não carece de suporte técnico para sua viabilidade. O cenário para a economia brasileira é de redução do PIB, como água ladeira abaixo.

Considerando-se, no entanto, essas estimativas, o resultado é que o governo Dilma Rousseff tem tudo para registrar uma média pífia de crescimento real anual negativa em 1,5% – ou seja, expansão média nacional de 2,0% contra 3,5% mundial. Em termos acumulados, o crescimento médio brasileiro anual durante o governo Dilma Rousseff será de 9,61% – contra 14,64% verificados em nível mundial.

De outro lado, porém, cabe destacar que as expectativas econômicas mais recentes divulgadas no relatório Focus do Banco Central mostram que a previsão de crescimento do PIB brasileiro já está, no momento, em 2,2% em 2013 e 2,6% no ano que vem – percentuais bem inferiores àqueles apontados pelo FMI. Para o pessoal mais entendido do ramo, não haverá santo capaz de fazer milagre para reverter a situação, que só tende a piorar.

BRASIL É A SÉTIMA ECONOMIA MUNDIAL – Confirmando nossas estimativas anteriores, a economia brasileira em 2012 classificou-se no 7º lugar do ranking mundial, registrando um PIB de US$ 2.252,7 bilhões – equivalente a 3,14% do total mundial.

Para 2013, considerando-se a desvalorização do real verificada até agora e que a taxa cambial termine o ano no patamar atual de R$ 2,40 por dólar, o PIB brasileiro deverá ser inferior a US$ 2 trilhões e o Brasil só não perderá mais posições no ranking mundial porque outros concorrentes mais próximos deverão ter desempenho econômico suficiente para melhorar as suas respectivas classificações.

SAUDADE DE JK – Somente durante os cinco anos de Governo JK (1956/1960) o Brasil cresceu a uma taxa média anual de 8,12% – mais que o dobro da média mundial de 3,6% no mesmo período. No acumulado de seu governo, o Brasil cresceu 47,50% e o mundo, 19,34%. A indústria cresceu 60,97% e o Setor Terciário, 37,49%. Já a Agricultura cresceu 20,16% – o que levou muitos a considerar que era pouco e que o presidente dava pouca importância a esse setor.

SAFRA DE MÁS NOTÍCIAS – A situação de mar de rosas em que se encontrava a economia brasileira está basicamente encerrada. A maré, agora baixa, vai mostrar aqueles que nadavam vestidos, os nus e os que não fizeram o dever de casa, como é o caso brasileiro.

O superciclo das commodities, que tanto ajudou alguns países emergentes como o Brasil, parece ter chegado ao fim. A recessão dos países europeus sugere que eles ainda vão demorar um bom tempo para se recuperar. A economia chinesa já dá claros sinais de perda de intensidade do ritmo de crescimento. Aqui, antecipando-se à má colheita de resultados econômicos que temos pela frente, a BMF&Bovespa registra um de seus piores desempenhos.

O superávit primário do setor público – destinado ao pagamento de juros sobre a dívida pública, caiu cerca de 20% no primeiro semestre deste ano e ficou em 2,25% do PIB, o pior desempenho para o período da série histórica do Banco Central, iniciada em 2001. A inflação já superou o teto da meta de 6,5% duas vezes neste ano e levou o Banco Central a iniciar um ciclo de alta dos juros com três aumentos. Com isso, em 10 de julho o COPOM do Banco Central elevou a taxa SELIC, aumentando-a para 8,5% ao ano. Vários analistas econômicos já apostam que ela fechará 2013 bastante próxima de 10%. A inflação, apesar da queda substancial ocorrida em julho último, vai continuar rondando o teto da meta.

O saldo da balança comercial de janeiro a julho – que não ficava negativo desde 1999, contabilizou déficit acumulado de US$ 4,989 bilhões, o pior resultado da história. O resultado foi influenciado pelo déficit de US$ 1,9 bilhão apenas no mês de julho passado, também o mais baixo desempenho para os meses de julho.

O rombo das contas externas brasileiras cresceu 72% no primeiro semestre deste ano, atingindo US$ 43,5 bilhões – maior valor desde 1947. O Índice de Confiança da Indústria (ICI) recuou 4% em julho em relação ao mesmo período do mês anterior, o menor nível registrado desde julho de 2009, conforme divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

O dólar norte-americano, em relação ao real, também registrou, em 16 de agosto, o valor mais elevado desde 2009 – auge da crise financeira internacional, alcançando R$ 2,40. Os investimentos diretos estrangeiros no país diminuíram, a bolsa de valores há muito anda de lado e a geração de novos empregos, não avança. E, para botar mais fogo nesta fogueira, convive o país com uma das maiores “descargas tributárias” de toda a sua história – , com um governo fragilizado e sem rumo, com manifestações populares sinalizando na direção de uma crise institucional séria e preocupante.

Ao que tudo indica não há, pelo menos no curto prazo, chance de o país reverter este elenco de maus resultados econômicos e, ao contrário, as possibilidades de piora do quadro aumentam, principalmente, em função do cenário econômico internacional, também nada alentador. Com isso, vamos caminhando a passos rápidos rumo a mais um ridículo pibizinho em nossa história, sem nenhum sinal de perspectiva de reversão no curto e médio prazos. Agravando ainda mais a situação, as incertezas de um processo eleitoral que se antecipou em muito a seu calendário.

CONCLUSÃO: DILMA ADMINISTRA O PAÍS COMO UMA CORRIDA POR SUPERAÇÃO DE OBSTÁCULOS – O governo

Dilma Rousseff assemelha-se a uma administração conduzida apenas pela busca da superação dos obstáculos mais imediatos. E, lamentavelmente, a gestão das principais questões nacionais é tratada como deveria e acaba simplesmente sendo postergada. No meu entendimento, “nunca na história deste país”, a discussão ou o debate dos principais problemas econômicos nacionais estiveram tão baixos, fracos e desprovidos de conteúdos, como agora.

Economista, amigo meu já afirmava que antes no Brasil a economia e o PIB só cresciam à noite, quando Brasília adormecia e não atrapalhava. Agora, nem isso mais acontece, os governantes e o setor público atrapalham, admoestam, irritam e prejudicam literalmente o setor privado.

Uma verdade precisa ser dita: todo mundo, medianamente bem esclarecido, sabe o que precisa ser feito na economia brasileira. A receita é: menos governo e intervenção na economia e, essencialmente, mais produtividade e eficácia gerencial – enfim, resultados!

O Brasil, historicamente, tem sido absolutamente pródigo em desperdiçar chances e oportunidades de crescimento e de desenvolvimento. Nutre, invariavelmente, uma enorme simpatia pelo atraso e não consegue se reconciliar com o crescimento econômico vigoroso, contínuo, sustentado e sustentável.

Volto a repetir aqui, mais uma vez e alerto a todos, para uma grave e importante constatação. Parece que o Brasil desaprendeu a crescer de forma vigorosa e contínua. O baixo ritmo de crescimento da economia brasileira não é uma característica apenas dos tempos atuais. Durante os últimos trinta anos, exceto em algumas raras circunstâncias, o país não conseguiu se reconciliar com taxas de expansão da economia mais robustas, a exemplo do ocorrido em vários países do BRIC e, do qual, ele faz parte.

A razão é simples: a equação econômica que implantamos é completamente incompatível com taxas de crescimento mais expressivas. Na verdade, boa parte da nossa política econômica tem atuado como uma armadilha que, por longo tempo, nos impôs a taxa de juros real mais elevada do mundo, uma moeda das mais valorizadas e uma carga tributária de causar inveja à Coroa Portuguesa à época da Derrama.

É preciso desarmar essa perversa combinação de fatores que penaliza a produção e se confirma como impeditivo ao crescimento econômico e, de outro lado, resgatar a imperiosa necessidade de se imaginar o amanhã e planejar o médio e longo prazos.

O crescimento vigoroso da nossa economia não pode ser uma coisa esporádica, efêmera, episódica, ocasional ou casuística. É preciso que esse crescimento incorpore novas variáveis, como as de qualidade, de inovação tecnológica, de produtividade e de competitividade.

Enfim, urge ao Brasil buscar a sua transformação em país desenvolvido. Entendo que assim como vem funcionando o “Sistema de Metas de Inflação”, o Brasil deveria criar outro modelo similar, com a implantação de um “Sistema de Metas de Crescimento Econômico Vigoroso e Contínuo”. O crescimento econômico vigoroso e contínuo deve se transformar, efetivamente, na principal e na maior de todas as metas econômicas nacionais, permitindo a convolação do País em uma economia madura e desenvolvida. Já tivemos vários exemplos bem sucedidos implementados no passado, como foi o caso do Plano de Metas durante o governo JK. Considero ser este o caminho certo, rumo ao futuro que pretendemos trilhar.

Se o Brasil quiser ser protagonista de uma nova relação mundial, o recado que precisa ser dado é muito simples: a nossa meta de crescimento econômico tem de superar a média internacional e ela precisa se alinhar àquelas taxas contabilizadas pelos países emergentes e, porque não, às dos países do BRIC.

 

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DESDE COLLOR GOVERNO DILMA DETÉM O PIOR DESEMPENHO DA ECONOMIA BRASILEIRA

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THE ECONOMIST FAZ AVALIAÇÃO NEGATIVA DO BRASIL E DOS BRIC’s

A capa da edição de 26 de Julho da revista britânica “The Economist” traz uma avaliação negativa sobre a economia no bloco dos chamados Brics, composto por Brasil, Rússia, Índia e China. A revista tem uma ilustração que mostra os quatro países como atletas afundando na lama, com o título “A grande desaceleração”. O Brasil é o mais afundado.

Em 2009, a mesma revista havia feito uma capa em que mostrava o Cristo Redentor como um foguete decolando, simbolizando a boa fase do país então. O título da capa era “Brasil decola”.

Segundo a revista, após uma década de forte crescimento, durante a qual os países emergentes ajudaram a impulsionar a economia mundial e segurar os efeitos da crise econômica, os países dão os primeiros sinais de que a recuperação pode estar perdendo fôlego.

O artigo menciona as manifestações populares que tomaram o Brasil. A revista afirma que o Brasil precisa recuperar seu “zelo reformista”, caso contrário, vai desapontar a classe média emergente que, recentemente, foi às ruas.

A “Economist” afirma que a China terá sorte se conseguir atingir a meta oficial de crescimento de 7,5% da economia neste ano. As metas da Índia (5%), do Brasil e da Rússia (2,5%) se reduziram à metade do que os países conseguiram alcançar no período de crescimento coletivo.

O crescimento mais fraco da China, segundo a revista, ajuda a afundar as outras economias emergentes, bastante dependentes de exportações para o país asiático.

O crescimento econômico recente do Brasil foi ajudado pela forte alta no preço das commodities vendidas à China. Agora, a combinação de inflação com baixas taxas de crescimento do PIB faz com que a economia caminhe a passos muito mais lentos do que o esperado. (Fonte: Planner)

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