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Ganhador do Nobel em Economia de 2017 tornou a Economia mais humana

Economia e Psicologia unidas ganharam destaque nos últimos dias. O Prêmio Nobel de Economia foi concedido ao norte americano Richard Thaler, 72 anos, considerado o pai de uma área ainda incipiente no Brasil, a Economia Comportamental.

Suas teorias corajosas trouxeram luz a pressupostos psicológicos que poderiam ser incorporados às teorias econômicas, mostrando como características humanas afetam diretamente decisões individuais e da sociedade. Racionalidade limitada, preferências sociais e falta de auto controle foram analisados por Thaler, dando a dimensão exata de quão humanos somos em momentos decisivos.

Na prática, pense nas últimas escolhas que você teve que fazer: a última vez que decidiu assinar uma revista ou jornal, se matricular numa academia, comprar um plano de saúde ou uma simples televisão. E quando tomou uma decisão pensando no bem-estar do próximo, economizou água ou simplesmente respondeu a um favor? 

Você lembra o que pesou na sua decisão naquele momento? Quanto tempo demorou para tomar aquela decisão? O que acha que te influenciou bem ali? As pessoas costumam fazer escolhas imediatis tas, impulsivas e muitas vezes errôneas ao considerar que elas são influenciadaspor fatores raramente determinantes. Elas agem de forma automática, em decorrência de hábitos ou por inércia. Ficamos paralisados diante de muitas escolhas ou sobrecarga de informação sobre um produto. Animais sociais e além de influenciados pelos outros no dia a dia, nós nos deixamos afetar por nossas identidades pessoais: como nos vemos e como queremos ser vistos. 

Um outro marco importante para área foi a escolha do psicólogo israelense Daniel Kahneman para receber, ao lado do economista Vernon Smith, o Prêmio Nobel de Economia de 2002 por seus estudos que forneciam uma visão integrada da psicologia à economia, com uma abordagem experimental. 

om a ascensão de pesquisas que demonstram a dimensão do impacto de influências cognitivas, sociais, econômicas e contextuais na preferência de compra, estilo de vida e consumo de mídia de consumidores, a área empírica ganha reconhecimentos dos seus processos e resultados.

Estudando decisões de compras, amplamente moldadas pelo contexto, além de crenças, experiências e interações sociais, os experimentos permitem desenvolver desenhos de estratégias efetivas para empresas, agências de publicidade ou consultorias, sendo preditivo ao se investigar o comportamento de consumo. 

No Brasil, uma das pioneiras da área é a consultoria InBehavior Lab, que traz em seu DNA a base da Economica Comportamental: os experimentos. Comandada pela economista comportamental Flá-via Ávila, a consultoria vem desenvolvendo projetos que já auxiliaram várias empresas, principalmente as que atuam no mercado financeio, a entenderem um pouco mais da tomada de decisão de seus clientes e consumidores. 

Por ser uma área muito recente no país, a Economia Comportamental ainda não é explorada em todo seu potencial pelas organizações. Países como os Estados Unidos e Inglaterra já aplicam suas ferra-mentas nos mais diversos setores. O Nobel será um grande incentivo para que seus fundamentos sejam cada vez mais incorporados por empresas que estejam investindo em um entendimento cada vez mais profundo e realista de seus consumidores. 

“Ao utilizar os fundamentos e ferramentas da Economia Comportamental, temos visto resultados claros e efetivos. Nosso objetivo é difundir a área e suas metodologias no Brasil, pois acreditamos que o ser humano e o país ainda tem muito a se beneficia com seus estudos e aplicações”, destaca Flávia.

Nas últimas duas décadas a área e suas aplicações empíricas têm vivido seu auge no mundo, ganhando cada dia mais destaque tanto no meio acadêmico, quanto em áreas como marketing, sustentabilidade e políticas públicas. 

Atualmente, departamentos de produtos e inovação em empresas e governo gastam milhões para entender e influenciar pessoas, com resultados mistos e a Economia Comportamental pode ser chave nesse desafio.

SOBRE INBEHAVIOR LAB 

A consultoria InBehavior Lab é pioneira no Brasil baseada nos fundamentos e ferramentas das ciências comportamentais para investigação do comportamento do consumidor e processos de tomada de decisão. Composta por especialistas com mais de 15 anos de experiência em consultoria e condução de experimentos de laboratório e de campo, aplica os mais modernos avanços da Economia Comportamental para testar e propor soluções efetivas e criativas para o dia a dia, empresas de consumo, instituições financeiras,varejo, governo, terceiro setor, entre outras.

Flávia Ávila

Fundadora da consultoria InBehaviorLab e do site EconomiaComportamental.org. Coordenadora do MBA em Economia Comportamental da ESPM, primeira pós-graduação do tema no Brasil. Tem mais de 15 anos de experiência prática na condução de experimentos e estudos sobre comportamento do consumidor em empresas de grande porte. Formada em Economia pela UnB (Universidade de Brasília). Mestre em Behavioural Economics pelo CeDEx group (Center for Decision Research and Experimental Economics) da University of Nottingham, Inglaterra. Idealizadora e co-organizadora do Guia de Economia Comportamental e Experimental.


Esse artigo não reflete necessariamente a opinião de MercadoComum


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