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Primeira pesquisa da série traça o perfil econômico das empresas do setor varejista localizadas no Rio Doce. Outras nove áreas também serão analisadas

A área de Estudos Econômicos da Fecomércio MG inicia, neste mês, a divulgação de uma série de estudos que abrange as dez regiões de planejamento de Minas Gerais. A primeira pesquisa traça o perfileconômico do setor vare-jista do Rio Doce, área que responde por cerca de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado. Os dados coletados revelam que a maioria dos estabelecimentos que atuam na atividade são microempresas (76%), prevalecendo o seg-mento de supermercados e hipermercados, produtos ali-mentícios, bebidas e fumo (22,5%). Também têm destaque os ramos de tecidos, vestuário e calçados (21,7%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cos-méticos (19,1%).

De acordo com o economista da Federação, Guilher-me Almeida, além desse e outros contornos, o levantamento identificaque a realidade das empresas da Região do Rio Doce está correlacionada com situações já conhecidas na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). “Há muitas características convergentes entre o varejo do interior e da capital. Isso pode ser observado, por exemplo, nos entraves à operação, nos efeitos da crise econômica e na necessi-dade de grandes investimentos em segurança”, argumenta.

Nesse sentido, os empresários locais apontaram a elevada carga tributária do país como a principal dificuld-de para o desenvolvimento do comércio (23,1%). “O custo dos impostos corresponde a cerca de 40% do faturamen-to. Considerando que a maioria dos varejistas é de peque-no porte, o impacto é ainda maior. O peso dos tributos prejudica os investimentos e, consequentemente, a com-petitividade”, completa Almeida. A instabilidade política e econômica (16,7%) e a falta de mão de obra qualificad (10,4%), entre outros motivos, também foram citadas como obstáculos para os negócios.

Com relação à crise econômica, 81,4% das empre-sas da região foram afetadas por ela. O grande impacto foi percebido com a queda na receita de vendas, problema enfrentado por 83,5% dos entrevistados. Já 5% cortaram funcionários, e 4,5% viram a inadimplência aumentar. As operações se sustentaram nesse período, especialmente, pela oferta de um mix de produtos variado (89%), boa es-trutura da loja/vitrine (76,6%), crédito facilitado ao cliente (64%), capacitação constante de funcionários (59,7%) e vendas em datas comemorativas (55,6%).

A pesquisa da Fecomércio MG ainda mostra que, para garantir competitividade, quase todos os empresá-rios consultados (91,3%) afirmaramrealizar investimentos, sendo o principal deles em segurança (74,9%). O tópico publicidade e propaganda é o segundo colocado, com 69,6% das respostas. Além disso, aproximadamente 71% garantiram ter implementado algum processo de inovação no estabelecimento nos últimos 12 meses. No entanto, a atuação no comércio exterior permanece baixa: menos de 4% atuam nesse nicho, sendo que 60% dessas empresas importam bens de outros países.

O presidente do Sindicomércio Governador Valada-res, Hercílio Araújo Diniz Filho, avalia a importância do novo levantamento. “O estudo possibilita compreender o perfi das empresas, seus desafiose o cenário econômico da re-gião do Rio Doce. Toda iniciativa que permita definirestra-tégias de atuação para o desenvolvimento do município e da região é muito bem-vinda”, destaca. Mesma opinião tem o presidente do Sindcomércio Vale do Aço, José Maria. “É fundamental que essa dinâmica do comércio da região seja bem definida,para que possamos formatar ações pontuais e cobrar políticas públicas de relevância para a expansão das empresas locais”, completa.

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